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sábado, 11 de outubro de 2014

Vitória de Dilma começa a se cristalizar

Por Paulo Franco

Nesses ultimos 3 dias vem ocorrendo uma serie de fatos que sinalizam o crescimento da probabilidade de vitória de Dilma Rousseff


IBOPE E DATAFOLHA: UM BANHO DE GÊLO


A astronômica e questionável alta de 52% na intenção de votos para Aécio Neves nos últimos 3 dias que precederam as eleições do primeiro turno, de 22% no dia 02 para os 33,5 apurado nas urnas dia 05,  permitiram a todos os analistas políticos, prever uma vantagem significativa dele sobre Dilma, pelo menos nas primeiras pesquisas. 

Logo após a apuração, já começaram a surgir especulações, com a disparada da Bolsa de Valores e a divulgação de algumas duvidosas pesquisas não oficiais que confirmavam o favoritismo de Aécio com larga vantagem de pontos. 

As pesquisas do Ibope e do Datafolha mostrando o empate técnico, embora com a vantagem numérica de Aécio, caracterizou-se num verdadeiro banho gelado, nos moldes do "desafio do balde de gelo",  sobre os segmentos conservadores.  A Bolsa de Valores, como não poderia ser diferente, funcionou como um indicador, um alerta, ao "derreter" liberalmente quando os resultados das pesquisas começaram a vasar , como sempre ocorre no mercado sobe os olhos passivos da CVM.

PROPAGANDA ELEITORAL MAIS EFECIENTE


A propagando eleitoral do partido no segundo turno está melhor em todos os sentidos. 

(i) COMUNICAÇÃO, está mais objetiva, abordando aspectos mais concretos, objetivos, palpáveis.  Ao diminuir o discurso teórico, abstrato o número de "ouvintes" aumenta substancialmente, ou seja, a comunicação não se perde no espaço, a partir da "emissora".  A informação chega aos "receptores" em função de uma adequação na linguagem, no vocabulário e acima de tudo, no interesse do eleitor, do cidadão. 

(ii) CONTEÚDO, Dilma está abordando aspectos pontuais, exemplares, que remetem ao uma dedução da política como um todo.  O conteúdo fica mais explicito, inteligível, visível.  Interessante em apontar objetivamente o que foi realizado, as propostas e caminhos futuros e também a desastrosa administração do governo tucano no passado, que hoje é representado pela candidatura adversária. 
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(iii) POSTURA: Outro grande salto a meu ver foi na postura de Dilma.  Ainda falta um pouco mais de sorriso, para mostrar uma satisfação que expessa a realização do governo consoante com a satisfação do povo que foi beneficiado por esta política.  
Ela está mostrando, nesta fase do segundo turno, mais desenvoltura, mais firmeza nas propostas, mais realces e enfase nas realizações, mostrando com imagens, bem como confrontando e denunciando as mazélas do governo tucano.

A diferença entre os dois modelos de Gestão e de Política Economica e Social, que é o neoliberalismo tucano e o trabalhismo petista e as consequências decorrentes das duas alternativas nos diversos segmentos sociais.

MOVIMENTAÇÃO DA MILITÂNCIA NA REDE E NAS RUAS


Caiu a ficha da militância petista dos humanistas e dos esquerdistas com o tranco que tomaram ao ver a estranha subida de Aécio nas pesquisas nos últimos 3 dias, bem como o resultado das eleições no primeiro turno.  Esse episódio por sí já causa arrepios, somado ao "circo" da Petrobras, fica mais evidente um conduta golpista inquestionável.  A dúvida são o ambiente político nacional e internacional e também até onde os golpistas pretendem chegar.

Perceberam que tinham que sair da inércia e se movimentar, ir a campo.  Várias iniciativas foram tomadas, com movimentações de sindicatos, centrais sindicais, formação de comitês especial pró-Dilma e uma atuação mais intensa e objetiva nas redes sociais.

RATIFICAÇÃO DO APOIO DO PDT AO PT E À DILMA


Embora o PDT já fizesse parte da base aliada do governo Dilma, nestes momentos de eleição e de ebulição política e social, paira uma insegurança quanto à continuidade do apoio dos partidos aliados.

A ratificação pela direção nacional do PDT da decisão que já havia sido tomada por unanimidade na Convenção Nacional do PDT em 10 de junho de 2014, não só elimina insegurança como também motiva ainda mais a candidatura da Presidenta Presidenta Dilma Rousseff.

DISSIDÊNCIA CRESCENTE NO PSB EM FAVOR DE DILMA


A vereadora do Recife, Marília Arraes, prima de Eduardo Campos e também neta do grande líder socialista pernambucano Miguel Arraes, declarou apoio a Dilma Rousseff como também, além de contrariar, criticou vêemente a decisão de seu partido PSB, de apoiar o candidato tucano.  "O PSB está perdendo o rumo e enterrando os seus princípios... Como é possível ignorar todos os avanços sociais do projeto político conduzido por Lula e por Dilma?"

Em entrevista ao jornal "O Estado de S.Paulo",  Roberto Amaral, presidente do PSB e voto vencido contra o apoio a Aécio, classificou a postura do partido como "coronelismo, enxada e voto."

PSB da Bahia oficializa apoio a Dilma, sustentando que "Dilma está mais próximo do posicionamento político e ideológico do partido".  Enfatiza ainda que a "defesa dos 10% do PIB nacional para educação e 10% da receita bruta da União para a Saúde", converge mais com o plano de governo de Dilma.

O PSB da Paraiba também apoiará Dilma Rousseff, já que o candidato do PSB ao governo,  está recebendo apoio do PMDB e do PT. 

O PSB do Amapá também decidiu não acompanhar a decisão da Executiva Nacional de apoiar o tucano e vai apoiar Dilma Rousseff à reeleição. E nota, o PSB do Amapa justificou sua posição dizendo que "há 2 projetos a escolher. (i) Um deles representa a volta ao passado. Há um tempo em que o Brasil não tinha políticas eficientes de combate à miséria e que, ao mesmo tempo, promovessem o desenvolvimento nacional sem perder de vista o fortalecimento das economias regionais. Uma época em que, muito dificilmente, um filho de pobre virava doutor. Um Brasil de poucos para poucos, que não tinha um olhar solidário para com os mais pobres.

(ii) O outro caminho é o que está construindo um Brasil para todos, onde milhares de brasileiros saíram da miséria absoluta e outros milhares ascenderam para a classe média, conquistando uma vida melhor, com mais dignidade e cidadania. Um país da inclusão social. Que pensa o desenvolvimento econômico em todas as regiões brasileiras. Que conseguiu proteger a economia nacional dos abalos provocados pela grave crise econômica internacional que arrasou nações poderosas.

Entre os dois projetos, o Partido Socialista Brasileiro no Amapá não tem dúvida de que o melhor caminho para os brasileiros é seguir mudando e declara apoio à candidatura de Dilma 13 para presidenta do Brasil."

O vice-Presidente do PSB do Rio de Janeiro, Vivaldo Barbosa, disse que a tendência é o partido apoiar Dilma.  Apesar das ressalvas ao governo dela, "é muito mais natural que socialistas estejam junto às propostas de Dilma do que das propostas neoliberais do candidato tucano".

REDE SUSTENTABILIDADE RECUA E RECONHECE  ERRO AO APOIAR VOTO NO PSDB


O Rede Sustentabilidade, partido que tem dificuldade até para nascer,  mantendo-se ainda no maior período de gestação conhecido na historia da política. Marina, em sua liderança, especialista em voltar atrás em decisões, por precipitação, por desconhecimento ou por incoerência, meteu o seu protótipo de partido numa enrascada novamente. 

Ao tomara a decisão de recomendar voto em Aécio, branco ou nulo no segundo turno, criou um verdadeiro desconforto geral no seu próprio partido.  Um grupo ficou muito insatisfeito com a decisão, considerando a decisão de Marina um "grave erro político".  Segundo esse grupo é incoerente e antagónico aderir ao que há de mais velho  e conservador na política, quando se propagou o tempo todo combater a polarização "PT x PSDB".

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Há algo de podre no Reino da Dinamarca

Por Paulo Franco

A apuração efetuada pelo TSE está errada ou os números de intenção de votos do ibope tem 95% DE CERTEZA DE QUE NÃO ESTARÁ dentro da margem de erro, de 2 pontos para cima e 2 pontos para baixo.



Minha vida foi marcada pela convivência estreita com os números.  Não com a complexidade dos cálculos, mas as relações entre eles e a realidade e a outros fenômenos da vida, da natureza.  Quanto mais subjetivo, quanto menos parametrico os fenômenos, mais interessante, mais estimulante as descobertas que encontramos.

São essas significâncias, essas magnitudes, essas relatividades, essas interdependências, essas sensibilidades que torna, pelo menos para mim, uma diversão e uma potente arma para analise, diagnose, constatação, conferência, indagação, previsão, questionamento e tantas outras ações que ela favorece.  Meu viés cartesiano contribuiu muito para essa trajetória.
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Dificilmente um apresentador ou analista econômico de um jornal falado ou escrito, me manipula conforme tem ocorrido recorrentemente no Brasil.   O papel dos jornais televisivos não é mais informar, mas sim deformar, distorcer, enganar.

Ainda estava refletindo sobre o ocorrido quando li um texto de Bajonas Teixeira de Brito Jr, doutor em filosofia, que percebeu o salto e os impactos não só na eleição como também no mercado bursátil. 

A IMPORTÂNCIA DO ALERTA (LUZ VERMELHA)

No campo dos números, sejam indicadores os valores absolutos, que usamos para controlar processos, fenômenos, comportamentos, gestão, etc são extremamente interessantes pela sua objetividade e pelo seu razoável nível de precisão e variabilidade administrável.  Qualquer desvio do número padrão ou do esperado,  acende-se uma luz amarela ou vermelha, dependendo da intensidade do desvio do valor esperado. 

Imagine um termostato que mede a temperatura do motor do veículo e serve como instrumento de controle para o motorista.  Há diversos modelos, digitais, com ponteiros ou até o mais simples que só acende a luz sem informar o valor da temperatura.  Em todos há um valor de temperatura que, caso o motor atinja, ele assinalará um problema, que é a elevação da temperatura fora do padrão de funcionamento do motor, de forma que se mantiver nesse nível elevado ou se aumentar mais ainda, o motor podera "fundir".    Portanto a faixa ou a luz vermelha é o alerta para que voce tome uma providência pois o sistema de refrigeração não está funcionando corretamente. 

Na verdade quando a luz vermelha acende, abrem-se duas possibilidades: (i) a primeira é que o sistema de refrigeramento estragou e precisa ser reparado.  (ii) A outra possibilidade é que o proprio sistema de medição (termostato) foi quem quebrou e a medição não está sendo feita corretamente, o que implica em perda de controle da temperatura, não refletindo que a refrrigeração esteja correta ou incorreta.

Em todas as situaçoes em que temos indicadores para demonstrar, identificar, controlar processos ou fenômenos, sempre que há um desvio, sempre que a "luz vermelha" acende, nos colocamos diante destas 2 questões: (i) houve um desvio no processo ou (ii) houve um problema no sistema de medição que apontou o referido desvio. Me deparei milhares de vezes com esse cenário em minha vida. 

Diante de um gráfico com esse formato em qualquer outra situação eu já diria para a pessoa que faz o acompanhamento, tabulou e plotou o gráfico.  Pára tudo que há erros nesses cálculos.  Porque eu diria de antemão que há erro nos cálculos e não que há uma evidência estranha no processo identificada pelo sistema de controle?  Porque a probabilidade de ocorrência de um desvio dessa magnitude é infinitamente pequena, tipo ganhar na loteria.  É possivel mas infinitamente improvável.  

Nestas circunstâncias é mais prudente recalcular, checar as rotinas, os procedimentos, a metodologia e até os inputs para ter absoluta certeza o indicador está correto e que o que ele registrou, ou denunciou ou demonstrou é o que está acontecendo realmente no processo ou no fenômeno em questão, ou seja,  a "luz vermelha" acendeu não por problemas no termostato, mas porque o motor realmente está esquentando.

IBOPE E TSE DESAFIAM A LÓGICA

O Ibope apontava Aécio com uma intenção de votos ao redor de 21% durante o mês de setembro.  De repente, nos últimos 4 dias deu um saldo de 11,5%, comparando-se os 22% do dia 02 de outubro, com os 33,5% dos votos obtidos conforme o TSE, representando uma elevação relativa de  52%.

Ora uma elevação dessa num período exíguo desse é fora de propósito, para não dizer impossível.  É impossível haver uma explicação plausível para esse salto gigantesco em tão curto espaço de tempo.  Não há espaço para qualquer consideração lógica.  O que poderia ter acontecido?  Que fantasma é esse que produz um milagre tão grandioso de uma forma tão invisível, inexplicável?

Como disse anteriormente, a primeira coisa que eu digo é:  Para tudo, a luz vermelha acendeu, temos problemas e ele é bem "cabeludo".  Como em todos os casos, abrem-se duas possibilidades: (i) O sistema de medição está defeituoso e aferindo erradamente, seja nas pesquisas efetuadas pelo Ibope, seja na apuração dos votos feita pelo TSE. (ii) Ou ocorreu algum evento exógeno que nem eu nem ninguém conseguiu até agora identificar, que tenha provocado um fenômeno tão raro a ser registrado nos anais da história político do planeta.

A NECESSIDADE DE UMA AUDITORIA NO 2º TURNO PODE SER INEVITÁVEL

Se não for identificada nenhum fator ou evento externo que tenha promovido essa elevação na votação do candidato Aécio Neves, fica a certeza de que há problemas no levantamento das pesquisas pelos institutos ou na própria apuração dos votos pelos sistema do TSE.  

Ambos são gravíssimos, mas se a falha for no sistema eleitoral, que envolve as urnas e o processo de transmissão e tabulação, do TSE a falha assume um nível de gravidade que não da nem para qualificar.  É a propria democracia brasileira que está sendo posta em perigo. 

Diante desse cenário inusitado e recheado de insegurança, vale uma auditoria nos Institutos de Pesquisas e nos sistemas do TSE.  Uma explicação racional, lógica tem que ser dada a sociedade. 

Caso não haja nenhuma providência das autoridades a respeito ou dos institutos de pesquisas, já advirto que os partidos, quaisquer que sejam eles, que se sentirem passíveis de terem sidos lesados no 2o. turno, devem pedir uma recontagem, uma auditoria, do processo todo da eleição.

Outra providência importante diante da sonegação de uma explicação para essa aberração, são os partidos políticos e os candidatos não considerarem as pesquisas com um parâmetro de previsibilidade, o intervado de confiança está invertido, os números do IBOPE tem 95% de chance de estarem errados. 

segunda-feira, 6 de outubro de 2014

Eleições Presidenciais: Perspectivas para o 2º turno

Por Paulo Franco


Comparando-se com a eleição de 2010, a chance de Aécio, que necessita de 66% dos votos disponíveis, ficou factível do que a chance de Serra que necessitava de 85%.  Por outro lado, a chance de Dilma nesta eleição ficou bem mais complicada, necessitando captar 34% dos votos disponíveis, do quem em 2010 quando necessitava captar apenas 15% para vencer as eleições.


Encerradas as apurações do primeiro turno, as atenções voltam agora para o segundo turno das eleições. 

Dilma terminou na frente, com Aécio em segundo e Marina em terceiro.  Até aí sem muitas supresas, mesmo que alguns esperavam que Marina terminasse em segundo.  A surpresa ficou por conta do salto que Aécio deu atingindo 33,5%, empurrando Marina para 21,3% que já vinha descendo ladeira abaixo.

Ninguém imagina, a essa altura do campeonato, uma transferência de votos de Aécio para Dilma e vice-versa.  A grande batalha que se trava, a partir deste momento é pela conquista dos votos válidos atribuidos Marina e demais candidatos no primeiro turno.

Alguns fatores determinarão o fluxo desses votos para Dilma ou para Aécio, como a distância ideológica entre as duas propostas, a costura de alianças partidárias, entre outros. 

MARINA, UMA COADJUVANTE IMPORTANTE 


A candidatura de Marina é sui generis, não conseguindo registrar seu partido na justiça eleitoral, ficou impossibilitada de se candidatar como estava planejado.  Negociou uma aliança com o PSB e teve que se contentar com uma chapa, onde figurava como candidata à vice-presidência.  Com a morte de Eduardo Campos, passou a ocupar a posição principal da chapa e pode ser finalmente a candidata a presidência pela coligação PSB, Rede Sustentabilidade e PPS.

A história de Marina é muito rica, tanto pessoalmente como na política.  Militou e conquistou diversos cargos pelo PT, portanto lutando por bandeiras de esquerda.  Foi fundadora do PT e da CUT em parceria com dois grandes ícones do Brasil: Lula e Chico Mendes.

Em 2008, Marina deixou o PT para tentar carreira solo em destino ao planalto, face a preferência de Lula por Dilma e não por ela.  Nesta oportunidade Marina foi habilmente utilizada pela oposição, na época representada pelo candidato José Serra, que deu cordas para que ela, crescendo evitasse a vitória de Dilma em primeiro turno conforme apontavam as pesquisas.  O plano da oposição foi um sucesso, a vitória de Dilma em primeiro turno foi sepultada.  Marina não apoiou o PT e nem o PSDB, deixando que seus eleitores decidissem por si.  O que já indicava um afastamento do PT e de sua linha ideológica e histórica.

O grande passo de Marina Silva nesta eleição, não foi só o afastamento do PT, mas o afastamento da esquerda que sempre identificou sua história política e até de vida.  Marina, querendo sinalizar uma terceira via político-partidária e ideológia, acabou abraçando um programa de governo extremamente conservador em diversos aspectos, principalmente, no econômico ao pregar a independência do Banco Central, diminuição do papel dos bancos estatais na economia, a revisão das leis trabalhistas, etc.

O COMPORTAMENTO DO ELEITOR EM 2010


Em 2010, os resultados da eleição no primeiro turno foram: Dilma 46,9%; Serra 32,6%, Marina 19,3% e ou demais candidatos represetaram apenas 1,2% dos votos válidos.

As diferenças fundamentais a serem destacadas foram a diminuição da distância entre a candidata Dilma e o candidato do PSDB que foi de 14,3% (46,9% menos 32,6%), enquanto que em 2014 essa diferença foi de apenas 8,1% (41,6% menos 31,5%).

A diminuição da diferença entre o primeiro colocado, a candidata Dilma e o segundo colocado, nesta eleição Aécio, indica um segundo turno mais apertado, com diminuição da probabilidade de vitória da candidata Dilma.  Portanto aumenta o incerteza do resultado final.  

Por outro lado, aumenta a fatia de votos dos demais candidatos, que serão alvos de disputa entre os dois candidatos classificados para o 2º turno.  Em 2010 somavam 20,5% e nestas eleições de 2014 essa fatia é de 24,9%.

A NECESSIDADE DE VOTOS PARA A VITÓRIA DE CADA CANDIDATO


Em 2010, com a distância mais folgada de Dilma sobre Serra, ela precisava de apenas 15% dos votos restantes, ou 3,1 a mais sobre os 46,9 conseguidos no 1º turno.  Serra, todavia, precisava de 85% dos votos restantes, ou 17,4% a mais sobre os 32,6% para ultrapassar o "ponto de equilíbrio" e assim sagrar-se vitorioso.

Nesta eleição, a distância entre a candidata do PT, Dilma Rousseff e o candidato do PSDB, Aécio Neves está bem menor que em 2010, o que torna mais complicada, quantitativamente, a vitória da candidata do PT se comparada com a última eleição.

Dilma precisa de 34% dos votos restantes, ou 8,4% a serem adicionados aos 42,6% obtidos no 1º turno.  Aécio precisa de 66% dos votos restantes, ou seja, 16,5% que se adicionados aos 33,5% conseguidos no 1º turno lhe daria o cargo de Presidente da República.

Proporcionalmente, comparando-se com a eleição de 2010, a chance de Aécio, que necessita de 66% dos votos disponíveis, ficou factível do que a chance de Serra que necessitava de 85%.  Por outro lado, a chance de Dilma nesta eleição ficou bem mais complicada, necessitando captar 34% dos votos disponíveis, do quem em 2010 quando necessitava captar apenas 15% para vencer as eleições. Mesmo com o aumento de votos necessários para a vitória, a candidata  Dilma mantém a vantagem sobre Aécio. Tudo isso, numa análise quantitativa.  Não estão sendo considerados aqui os fatores subjetivos e as implicações políticas que impactam os resultados. 

VOTOS CONQUISTADOS NO 2º TURNO DE 2010 E PROJEÇÃO PARA 2014


Embora Dilma precisasse de apenas 15% dos votos disponíveis para ultrapassar os 50% dos votos válidos e sagrar-se Presidente da República, Dilma conseguiu 44%, sendo finalmente eleita com 56% do total dos votos válidos. 

Serra precisava de 85% dos votos disponíveis para ultrapassar os 50% e obter a vitória, mas conseguiu apenas 56%, perdendo a eleição com um votação de 44% do total

Se ambos os candidatos repetirem os resultados de captação de votos disponíveisocorridos em 2010, Dilma conseguiria 11,1% dos 24,9% de votos disponíveis, conseguindo a vitória com 52,6%.  Aécio conseguiria 13,8% dos 24,9% disponíveis, perdendo a eleição com uma votação final de 47,4%.

Cabe ressaltar que, no primeiro turno os resultados de 2014 já não repetiram os resultados de 2010.  Desta forma não é exagero pensar que as conquistas dos votos disponíveis também tenham um desempenho aquém de 2010.