Mostrando postagens com marcador maquiavel. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador maquiavel. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 12 de outubro de 2016

Desvendando Moro

Por Rogério Cezar de Cerqueira Leite

A história tem muitos exemplos de justiceiros messiânicos como o juiz Sergio Moro e seus sequazes da Promotoria Pública.  Um deles é Girolamo Savanarola, jovem que agiganta-se contra a corrupção da aristocracia e da igreja. 
A corrupção é quase que apenas um pretexto. Moro não percebe, em seu esquema fanático, que a sua justiça não é muito mais que intolerância moralista.
E que por isso mesmo não tem como sobreviver, pois seus apoiadores do DEM e do PSDB não o tolerarão após a neutralização da ameaça que representa o PT. Como aconteceu com Savanarola, morto na fogueira pelo papa Alexandre 6o. após eliminar o incômodo florentino.




O húngaro George Pólya, um matemático sensato, o que é uma raridade, nos sugere ataques alternativos quando um problema parece ser insolúvel.

Um deles consiste em buscar exemplos semelhantes paralelos de problemas já resolvidos e usar suas soluções como primeira aproximação. Pois bem, a história tem muitos exemplos de justiceiros messiânicos como o juiz Sergio Moro e seus sequazes da Promotoria Pública.

Dentre os exemplos se destaca o dominicano Girolamo Savonarola, representante tardio do puritanismo medieval. É notável o fato de que Savonarola e Leonardo da Vinci tenham nascido no mesmo ano. Morria a Idade Média estrebuchando e nascia fulgurante o Renascimento.

Educado por seu avô, empedernido moralista, o jovem Savonarola agiganta-se contra a corrupção da aristocracia e da igreja. Para ele ter existido era absolutamente necessário o campo fértil da corrupção que permeou o início do Renascimento.

Imaginem só como Moro seria terrivelmente infeliz se não existisse corrupção para ser combatida. Todavia existe uma diferença essencial, apesar das muitas conformidades, entre o fanático dominicano e o juiz do Paraná -não há indícios de parcialidade nos registros históricos da exuberante vida de Savonarola, como aliás aponta o jovem Maquiavel, o mais fecundo pensador do Renascimento italiano.

É preciso, portanto, adicionar um outro componente à constituição da personalidade de Moro -o sentimento aristocrático, isto é, a sensação, inconsciente por vezes, de que se é superior ao resto da humanidade e de que lhe é destinado um lugar de dominância sobre os demais, o que poderíamos chamar de "síndrome do escolhido".

Essa convicção tem como consequência inexorável o postulado de que o plebeu que chega a status sociais elevados é um usurpador. Lula é um usurpador e, portanto, precisa ser caçado. O PT no poder está usurpando o legítimo poder da aristocracia, ou melhor, do PSDB.

A corrupção é quase que apenas um pretexto. Moro não percebe, em seu esquema fanático, que a sua justiça não é muito mais que intolerância moralista. E que por isso mesmo não tem como sobreviver, pois seus apoiadores do DEM e do PSDB não o tolerarão após a neutralização da ameaça que representa o PT.

Savonarola, após ter abalado o poder dos Médici em Florença, é atraído ardilosamente a Roma pelo papa Alexandre 6º, o Borgia, corrupto e libertino, que se beneficiara com o enfraquecimento da ameaçadora Florença.

Em Roma, Savonarola foi queimado. Cuidado Moro, o destino dos moralistas fanáticos é a fogueira. Só vai vosmecê sobreviver enquanto Lula e o PT estiverem vivos e atuantes.

Ou seja, enquanto você e seus promotores forem úteis para a elite política brasileira, seja ela legitimamente aristocrática ou não.
____________________
ROGÉRIO CEZAR DE CERQUEIRA LEITE *, físico, é professor emérito da Unicamp e membro do Conselho Nacional de Ciência e Tecnologia e do Conselho Editorial da Folha*

FONTE: Folha de SP

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

PROTESTOS: Maquiavel ao Pé da Letra

Por PAULO FRANCO


Esse protesto está deixando algumas lições, mas é preciso ter os sentidos apurados para absorvê-las. Está mais do que claro que há interesses nacionais e internacionais no processo. Há um claro interesse visceral em retirar o PT do governo. Até aí, inês é morta, vivemos uma democracia e a luta pelo poder não só e aceitavel como é saudável para o processo de crescimento da experiência democratica.


Mas a questão é a forma como essa luta está acontecendo. O quebra quebra, a visivel e explícita provocação à polícia, jogando a população contra o estado, criando um clima de guerra, de caos não é por acaso. Isso é know-how estrangeiro. O “Não vai ter Copa” não passa de pano de fundo, como também os hipotéticos pedidos de investimentos e Educação e Saúde, que são 2 temas que sensibilizam a população. Todo esse caldo, mais a violência propsital, incitando a polícia a entrar em conflito com esses agentes, é o cenário-objetivo.

A medida que o tempo vai passando, vai ficando cada vez mais nítido que o objetivo estratégico, subliminar, é a criação de um cenário de caos, descontrole social, ingovernabilidade, com a grande mídia fazendo seu papel dirigindo os materiais e manipulando a opinião púbica, derrubando o favoritismo do atual governo e assim uma possível retomada do poder pela elite burguesa, agradando aos interesses internacionais do grande capital.   O jornalista americano, correspondete do jornal britânico The Guardian, Glenn Greenwald já antecipou: "O Brasil é o próximo alvo dos EUA". Esse trabalho já vem sendo feito fortemente pela mídia que em 2013 recrudesceu o discurso e o nível de distorções das informações jornalisticas, culminando com a saia justa que a líder empresarial e presidente da Rede Magazine Luiza.   Luiza Helena Trajano, provocou no Manhattan Connection, da Globo News, por não compactuar comas as mentiras, distorções e manipulações veículadas pela grande imprensa.
____________________
LEIA TAMBÉM:
¿Por qué Brasil y ahora?
Carta de um ex-integrante do MPL aos atuais integrantes do MPL
____________________

Dentre os participantes, há aqueles que são parte dos Black Blocs e parte dos Anonymous, que estão dentro do olho do furacão de toda essa estratégia, puxando o bloco do confronto, tendo consciência dos riscos que estão correndo. Mas há muita gente entre os participantes, que não são mascarados e há até muitos que estão mascarados e fazem parte desses dois grupos, mas são idealistas, acreditam no protestos como forma de luta social.  Essas pessoas acreditam ingenuamente que as manifestações serão pacíficas.