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quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

A Revolução Educacional na Tunísia

Por Amel Karboul

"Eu sou o produto de uma corajosa ação de liderança.  O primeiro presidente após a Independência da Tunísia, Habib Bourguiba decidiu investir 20% do orçamento nacional em educação.  Sim 20%.  Uma taxa considerada muito alta para os padrões atuais. 

Muitas pessoas protestaram.  E a infraestrutura,  a eletricidade, as rodovias, a água encanada não são importantes?  Eu diria: 'a infraestrutura mais importante que temos são as mentes, as mentes intruidas'. 

O presidente Bourguiba ajudou a implantar educação gratuita de qualidade, para todos os meninos e meninas.  Eu e milhões de tunisianos tem uma divida com essa decisão histórica.  Foi isso que me trouxe até aqui, hoje....."

Essas são as palavras iniciais da palestra proferida por Amel Karboul na TED Talks, confira:



Karboul é escritora, politica e filantropa tunisiana.  Graduou-se e pos-graduou-se em Engenharia Mecânica no Karlsruhe Institute of Technology na Alemanha.

Antes de ocupar cargos políticos, Karboul passou por diversas experiências profissionais, como na Mercedes-Benz, na DaimlerChrysler, no Boston Consulting Group e no Neuwaldegg Consuslting Group em diversos países nos 4 continentes. 

Atualmente ela é Ministra de Turismo da Tunísia 

terça-feira, 16 de julho de 2013

The Message of Brazil’s Youth

By LUIZ INÁCIO LULA da SILVA (NYTimes)
Published: July 16, 2013


São Paulo — Young people, quick fingers on their cellphones, have taken to the streets around the world.
It would seem easier to explain these protests when they take place in nondemocratic countries, as in Egypt and Tunisia in 2011, or in countries where the economic crisis has raised the number of unemployed young workers to frightening highs, as in Spain and Greece, than when they emerge in countries with popular democratic governments — like Brazil, where we currently enjoy the lowest unemployment rates in our history and an unparalleled expansion of economic and social rights.

Many analysts attribute recent protests to a rejection of politics. I think it’s precisely the opposite: They reflect a drive to increase the reach of democracy, to encourage people to take part more fully.

I can only speak with authority about my country, Brazil, where I think the demonstrations are largely the result of social, economic and political successes. In the last decade, Brazil doubled its number of university students, many from poor families. We sharply reduced poverty and inequality. These are significant achievements, yet it is completely natural that young people, especially those who are obtaining things their parents never had, should desire more.

A mensagem da juventude brasileira

Por LUIS INACIO LULA DA SILVA (NYTimes)




Os jovens, dedos rápidos em seus celulares, tomaram as ruas ao redor do mundo.

Parece mais fácil explicar esses protestos quando ocorrem em países não democráticos, como no Egito e na Tunísia, em 2011, ou em países onde a crise econômica aumentou o número de jovens desempregados para marcas assustadoras, como na Espanha e na Grécia, do que quando eles surgem em países com governos democráticos populares - como o Brasil, onde atualmente gozamos das menores taxas de desemprego da nossa história e de uma expansão sem precedentes dos direitos econômicos e sociais.

Muitos analistas atribuem os recentes protestos a uma rejeição da política. Eu acho que é precisamente o oposto: Eles refletem um esforço para aumentar o alcance da democracia, para incentivar as pessoas a participar mais plenamente.

Eu só posso falar com autoridade sobre o meu país, o Brasil, onde acho que as manifestações são em grande parte o resultado de sucessos sociais, econômicas e políticas. Na última década, o Brasil dobrou o número de estudantes universitários, muitos de famílias pobres. Nós reduzimos drasticamente a pobreza e a desigualdade. Estas são conquistas importantes, mas é completamente natural que os jovens, especialmente aqueles que estão obtendo coisas que seus pais nunca tiveram, desejem mais.

Esses jovens não viveram a repressão da ditadura militar nas décadas de 1960 e 1970. Eles não convivem com a inflação dos anos 1980, quando a primeira coisa que fazíamos quando recebíamos nossos salários era correr para o supermercado e comprar tudo o possível antes de os preços subirem novamente no dia seguinte. Lembram-se muito pouco da década de 1990, quando a estagnação e o desemprego deprimiu nosso país. Eles querem mais.