Mostrando postagens com marcador união europeia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador união europeia. Mostrar todas as postagens

domingo, 18 de março de 2018

A Rússia de Putin em 10 gráficos

Por Alex Murray, Tom Housden e Anastasia Napalkova


Bonecas russas

Vladimir Putin domina a cena política russa como seu líder incontestável há quase duas décadas.

Ao longo de sucessivos mandatos como presidente e primeiro-ministro, ele comandou uma expansão econômica e militar e o reestabelecimento da Rússia como uma potência global.

Os padrões de vida para a maioria da população melhoraram, e um senso de estabilidade e orgulho nacional reemergiram neste período. Mas o preço, dizem seus críticos, foi a erosão da democracia no país.

Mas como mudou de fato a vida para o cidadão comum ao longo destes anos? Confira a seguir.

1. Menos pessoas pobres

Os níveis de pobreza podem ter caído significativamente, mas a Rússia ainda está acima da média em relação às principais economias do mundo.

Gráfico


2. Mas o aumento dos salários estagnou recentemente

Durante o primeiro mandato presidencial de Putin, os salários cresceram mais de 10% anualmente. Desde que ele retornou ao cargo em 2012, após um período como premiê, manter esse crescimento se provou uma tarefa mais complexa, com uma série de crises e sanções econômicas.

Gráfico

Entre 2011 e 2014, a renda disponível para consumo aumentou 11%, e, na era Putin, o mercado consumidor russo se expandiu consideravelmente.


3. Mais pessoas têm carro, e há mais micro-ondas do que residências

O amor da Rússia pela marca de automóveis Lada continua: ela respondeu por 311.588 dos 1.595.737 novos carros vendidos em 2017.

Gráfico

A proporção de pessoas que possuem um carro está no mesmo nível de países que integravam o bloco soviético, como a Polônia e a Hungria, mas um pouco atrás da vizinha Finlândia, que tem 76 carros por 100 residências, segundo a Associação Europeia de Fabricantes de Automóveis.


4. Os russos se apaixonaram pela Ikea

A primeira loja desta rede de móveis e produtos de decoração abriu na Rússia em 2000, como parte de um grande shopping center em Khimki, próximo a Moscou, e logo estava entre as dez unidades que mais faturavam no mundo.

Em 2015, o país já era o segundo mercado que crescia mais rápido da marca.

Gráfico

A empresa tem hoje 14 lojas na Rússia, três delas só na capital.

Mas nem tudo um mar de rosas. A Ikea deu fim a uma revista online por temer que isso fosse contra a polêmica lei de Putin que veta a promoção de valores gays para menores de idade. Também tem lutado para cumprir seu código de ética anticorrução enquanto opera no país.


5. E champagne...

Não há um consenso sobre quanto os russos bebem.

Dados oficiais apontam para uma queda, mas não os 80% citados pelo Ministério da Saúde.

Gráfico

A redução no consumo de vodka se deve em parte a um maior consumo de outras bebidas, como cerveja, que já foi considerada quase o mesmo que refrigerante na Rússia, e vinho, com alguns oligarcas abrindo seus próprios vinhedos.


6. Como em todo lugar, o uso de internet explodiu

A internet russa tem seus gigantes particulares, como a rede social VK, líder no país com 90 milhões de usuários, mais de quase quatro vezes os 20 milhões do Facebook, segundo o Banco Mundial.

O buscador Yandez ocupa o segundo lugar entre os sites mais populares do país. Ser feito em russo e seus algorítimos dão a ele uma vantagem competitiva em relação ao Google.

Gráfico


7. Mas os circos estão em decadência

Com mais de 60 circos permanentes, entre eles o Circo Estatal de Moscou, esse tipo de atração é considerada uma instituição nacional. Mas têm sofrido com a forte concorrêcia de rivais ocidentais, como o Cirque du Soleil.

Gráfico

E, desde 2010, o interesse por esse tipo de espetáculo caiu impressionantes 60%.

Não há um único fator que explica o declínio – mudança de hábitos, atrações rivais e a expansão da internet provavelmente contribuíram.


8. O mesmo vale para as bibliotecas públicas

Assim como em outros lugares, a biblioteca foi prejudicada pela popularização da internet.

Gráfico


9. A população russa está crescendo de novo

Um dos principais objetivos de Putin é reverter a dramática redução populacional que começou na época do fim do comunismo, em 1991.

Antes de ele concorrer novamente à Presidência em 2012, Putin propôs gastar 1,5 trilhão de rublos (R$ 74,3 bilhões) para aumentar a taxa de natalidade.

Gráfico

Provavelmente por coincidência, em 2012, a taxa de nascimentos superou a de mortes pela primeira vez em 21 anos.

Quando ela caiu em 2017, oponentes de Putin viram uma chance de atacá-lo, destacando a queda de 10,6% entre 2016 e 2017 – na realidade, a mudança foi de 12,9 para 11,5 nascimentos a cada 1 mil pessoas.

As taxas mais altas de nascimentos estão nas repúblicas do Cáucaso, como a Chechênia e Daguestão, enquanto os nomes mais populares em Moscou são Alexander e Sofia.


10. E Putin nunca gastou tanto com as Forças Armadas

Forças Armadas fortes sempre foram uma parte importante da identidade nacional russa, mas a União Soviética faliu ao tentar equiparar os esforços militares dos Estados Unidos na Guerra Fria.

Esse colapso fez com que a Forças Armadas penassem com cortes em seu orçamento. Equipamentos e armamentos envelheceram, e a moral veio abaixo.

Gráfico

Putin buscou reverter esse declínio e fazer da Rússia uma força militar moderna.

Uma série de iniciativas de modernização fizeram os gastos militares em relação ao Produto Interno Bruto (PIB) quase dobrarem.

E, no período de Putin como presidente, o país fez demonstrações de força na Chechênia, na Geórgia, no leste da Ucrânia e, mais recentemente, na Síria.
____________________
FONTE: BBC Rússia / BBC Brasil

domingo, 15 de fevereiro de 2015

Christiania, a cidade livre da Dinamarca

Por Bruna e Renato


NA SAÍDA, HÁ UMA PLACA QUE DIZ: "VOCE ESTÁ ENTRANDO NA UNIÃO EUROPEIA". 

 

"Voce está, agora, entrando na União Européia"

Um dos lugares que mais nos surpreenderam na Europa foi esse lugar em Copenhague que para muitos passa despercebido: Christiania. Fundada no ano de 1971, em uma base militar abandonada no centro da capital dinamarquesa, era a princípio um experimento social feito por artistas e hippies. Eles a declararam como livre da Dinamarca e da União Européia, livre de impostos e com suas próprias leis. A cidade tem, inclusive, sua própria moeda e sua própria bandeira. Na saída, há uma placa que diz: “Você está entrando na União Européia“. 


O lugar é totalmente diferente daquilo que se está acostumado a ver em cidades turísticas, as pessoas são alegres, há arte em todos os lugares, há música, artesanatos à venda e culinária orgânica. No centro da cidade de Christiania, há uma feira onde são vendidos artesanatos, roupas e acessórios, comidas locais e até mesmo ervas, como o haxixe, que mesmo sendo ilegais no país, são vendidas 24 horas por dia. Por esse motivo, nessa parte da cidade não é permitido tirar fotos e nem fazer vídeos.
____________________
Postagens Relacionadas:
Suécia fecha 4 prisões e prova: a questão é social
Cidades mais violentas do mundo: EUA, o grande destaque
Políticas de austeridade penalizam as crianças, afirma Unicef
BCG Mostra o quê que o Lulopetismo está fazendo com o Brasil
”Impostos são o preço que se paga por uma sociedade civilizada”
Suécia e Holanda fecham prisões. Brasil fecha escolas e abre presídios
Quase metade da população de Nova York está próxima da linha de pobreza, segundo pesquisa
____________________


 

Em Christiania há diversas galerias de artes, museus, música de rua, restaurantes, cafés e até mesmo construções históricas. Eles possuem, inclusive, sua própria cerveja. É claro que experimentamos!

 

Cerveja fabricada em Christiania

  

Na cidade também há um lago, onde pode-se caminhar, observar a natureza e até mesmo sentar para ver o pôr-do-sol. Alguns residentes moram na beira do lago, ou até mesmo em barcos no canal próximo ao lago e por falar em residências, a arquitetura do lugar também é bem inusitada, principalmente as casas, onde várias são feitas de janelas de vidro, por exemplo.



 

 Christiania já teve vários problemas com o governo dinamarquês, principalmente por causa da venda de substâncias consideradas ilegais. Depois de muitas lutas com o governo, no ano de 2012, foi decidido que a maior parte de Christiania seria vendida para as pessoas que viviam lá. Mas essa medida não foi aprovada pelos residentes, já que os mesmos se opõem à ideia de adquirir propriedades. Isso seria inclusive contra os ideais da cidade, que é coletivista.

A bandeira de Christiania

 Ainda nos dias de hoje, Chirstiania se foca no estilo original em que a cidade foi criada, um estilo livre e “hippie”. Com quase mil habitantes, tenta viver de forma mais orgânica possível e possui leis inusitadas, como não correr dentro dos limites da cidade, por exemplo, para que ninguém pense que seja uma batida policial e isso não assuste os moradores. 


Christiania também possui 9 leis gerais que promovem a boa convivência entre moradores e turistas.

    Cartaz informa que é proibido armas, drogas pesadas, violência, carros particulares,  gangues, roubos, etc

Um lugar que recebe muito bem visitantes e turistas, que possui um clima único e é um lugar que merece ser conhecido por quem passa pela capital dinamarquesa. Então, quando estiver pelos arredores, não deixe de visitar, fica na Pusher Street, no centro de Copenhague.
____________________


Somos Bruna e Renato, um casal que um dia colocou a mochila nas costas e resolveu conhecer o mundo e compartilhar todas as experiências que tivemos e que ainda teremos. Seja bem-vindo à nossa página Road for Two,  a casa é sua!

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

BIRD, OCDE e UNCTAD: Brasil e China são os motores do emprego no mundo

Por Osvaldo Bertolino



ECONOMIA BRASILEIRA: BIRD, OCDE e UNCTAD desmentem mortos-vivos neoliberais


O Banco Mundial (Bird) e a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) — órgão das Nações Unidas para o comércio e desenvolvimento — acabam de dizer que o Brasil e a China são os motores do emprego no mundo. O relatório anual da Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (Unctad) diz que apenas o fortalecimento da demanda agregada pelo crescimento real dos salários e pela distribuição de renda mais igualitária poderão romper o longo período de baixo crescimento. Ou seja: a candidata à reeleição Dilma Rousseff está muito mais sintonizada com o mundo das coisas reais do que seus opositores, que sonham com a ressurreição de práticas neoliberais que castigaram impiedosamente o país.



Nunca antes na história deste país se viu um debate eleitoral com a economia tão presente. E a inesgotável capacidade da direita brasileira, com o inestimável auxílio de alguns setores de "esquerda", de se engajar em discussões cujos resultados se enquadram na clássica categoria rodriguiana do óbvio ululante tem pautado o assunto recorrentemente. Por trás do debate aparentemente técnico, em que "especialistas" são chamados a contribuir com suas "análises objetivas", contudo, há um cenário político complicado para a oposição. A prova incontestável disso é que a mídia e seus produtos supostamente informativos — editoriais, programas de entrevistas, análises de articulistas, notícias e pesquisas de opinião — estão caprichando nos chutes a torto e a direito.
____________________
Postagens Relacionadas: 
____________________

Na verdade, não é de hoje que essa verdadeira indústria do "achismo" — na qual se chega ao ponto de falar de economia ao mesmo tempo em que se explica a noção de juros inscrita no metabolismo dos seres vivos, como ocorreu em um programa Roda Viva, da TV Cultura, com o economista Eduardo Gianetti da Fonseca, guru econômico da candidata Marina Silva — dos megacartéis de "opinião pública" que deitam falação em nome da "sociedade" sem ter recebido nenhuma procuração explícita de algum conhecido seu ou meu para representá-lo vem engolindo os dados da economia brasileira de forma atravessada. E a pessoa que presencia regularmente insultos, ataques pessoais, intrigas, falsidades, invenções, erros de fato e mentiras, puras e simples, não tem como se defender.


Realidade do Nordeste


A alavanca desse procedimento é a superestimação das mazelas do país com a intenção deliberada de