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sexta-feira, 18 de março de 2016

Datafolha revela: Manifestação de 13/3 não representa o povo brasileiro

Por Paulo Franco


De forma sintética podemos dizer que a manifestação de domingo, dia 13/03/2016 na Avenida Paulista foi de classe média alta, brancos, escolarizados e que moram bem. 

Diante das discussões sobre o perfil dos participantes das manifestações pró-Impeachment, contra Dilma, realizada no dia 13 de março de 2016, resolvi examinar todos os dados originais levantados e tabulados pelo Datafolha. 

Cabe ressaltar que a pesquisa efetuada e divulgada pelo Instituto Datafolha, só contemplou a manifestação da Avenida Paulista. 

Ressaltamos também que os dados da universo populacional considerada aqui, é o considerado pelo Instituto Datafolha e consta dos relatórios. 

Nessa análise, para melhor compreensão, agrupei os dados e as conclusões em dois tópicos, o nível social e econômico e o perfil político e partidário.

NÍVEL ECONÔMICO E SOCIAL
Níveis de Renda

Analisando primeiramente a distribuição do perfil de renda dos participantes, vis a vis, o perfil da população, concluimos que são grupos distintos.  Como pode ser visto no grafico abaixo, 52% da população percebem até 3 Salários Mínimos.  Na manifestação, pessoas pertencentes a esse grupo de renda foi ínfimo, ou apenas 14%¨.  Ou seja,  A população pobre no Brasil é relativamente quase 4 vezes maior que o grupo que participou da manifestação. 

Na outra ponta, dos mais abastados, a relação se inverte, 24% dos participantes tem renda de 10 a 20 salários mínimos, enquanto que a população ficam em 8%, ou seja, na manifestação tinha 3 vezes pessoas com essa alta faixa de renda, em relação à população. 

Na última faixa, que é de 20 a 50 salários mínimos a distância entre os participantes da manifestação e a população aumenta para mais de 4 vezes, 13% contra 8%. 

A conclusão é que são populações são distintas, não há coincidência e nem aproximação entre os manifestantes e o universo populacional, no quesito renda. 










Cor da Pele

Outra questão muito discutida era que a manifestação era de brancos e não de pardos ou pretos. Vamos analisar o gráfico a seguir. 

Vemos que a população de Brancos e de pardos/pretos são bem próximas, sendo que a de pardos/pretos (50,9%) é um pouco superior a de brancos (47,5) a diferença são de pele vermelhas, amarelas.

Novamente a percepção empírica da população estava correta, com 77% de brancos, a manifestação era nitidamente um evento de brancos, por haviam somente 19% de pretos/pardos, o que significa em termos comparativos à quase 4 vezes mais brancos do que pardos/pretos, enquanto que a relação na população é de praticamente 1 para 1. 

A conclusão no quesito cor da pele, é que a manifestação foi um evento tipicamente de brancos, onde os pretos e pardos caracterizaram, praticamente em exceções. 













Nível de Escolaridade

Outro aspecto muito importante que eu inclui no nível social e econômico, foi o nível de escolaridade. 

Novamente, o extrato representado pelo participantes da manifestação do dia 13, é muito diferente da realidade populacional.  Veja o gráfico a seguir, enquanto que na população, 27% tem apenas o ensino fundamental, enquanto que apenas 4% dos manifestantes tinham somente o ensino fundamental, ou seja, a população tem praticamente 7 vezes mais pessoas com apenas o ensino fundamental. 

Até no Ensino Médio, a diferença é gritante, 45% na população e 18% entre os manifestantes, ou seja, a população tem quase 3 vezes mais pessoas com  somente o ensino médio, em relação aos manifestantes. 

O grupo de manifestantes mostrou ser claramente de nível universitário, com 77% dos participantes. Para a realidade brasileira diria que é um grupo altamente escolarizado.  A inversão é significativa em relação aos níveis inferiores, já que na população apenas 28% das pessoas tem curso superior, ou quase 3 vezes mais universitários na manifestação. 

A conclusão é que o nível de escolaridade confirma que os manifestantes pertence a um extrato economia social muito acima da realidade populacional. 

















POSICIONAMENTO POLÍTICO E PARTIDÁRIO

Preferência Partidária

O primeiro item que eu selecionei para analisar nesse grupo foi a preferência partidária.  O gráfico nos mostra que o PSDB tinha a preferência de 21% dos participantes da manifestação, enquanto que apenas 10% da população tem preferência pelo partido tucano.  Por outro lado, na manifestação tinha apenas 1% de petistas, segundo o Datafolha, enquanto que na população 11% tem preferência pelo PT.  Nota-se que esse 1% perto dos 11% mostra claramente que o evento era nitidamente tucano e anti-petista. 













Declaração do Voto nas eleições de 2014

A pesquisa dessa informação foi também extremamente relevante para a definição do tipo de pública da manifestação quanto à posição política.  Em pesquisa efetuada fevereiro de 2016,  com abrangência nacional,   54% dos pesquisados declararam que haviam votado em Dilma e 46% votaram em  Aécio.  Entre os manifestantes da Avenida Paulista, que votaram em um dos dois candidatos do 2o. turno,  apenas 4% declaram que haviam votado em Dilma e 96% haviam votado em Aécio.

Esses dados mostra que os manifestantes paulistanos são conservadores, anti-petistas e parte são fieis ao PSDB.   A distância entre os manifestantes e a população é gritante, quanto ao exercicio partidário do voto.





Melhor Presidente do Brasil

Essa informação também é reveladora, chegando a ser até engraçada.  Pesquisa feita pelo Instituto Datafolha em fevereiro deste ano mostrou que 37% da população consideram Lula o melhor presidente do Brasil, FHC em segundo lugar com 15% dos entrevistados e Vargas em terceiro com 6%.

Não cabe aqui discutir quem foi melhor ou pior, as pesquisas mostram a opinião das pessoas e é somente isso o objetivos delas.

Entre os manifestantes do dia 13 de março de 2016, domingo último, o resultado chegou a ser uma aberração em relação à opinião da população brasileira.   60% dos manifestantes consideram FHC o melhor presidente do Brasil.  Na sequência vem Juscelino com 7% e Getúlio Vargas com 5%.

Lula não aparece somente com 2% e assim mesmo atrás até do ditador militar João Batista Figueiredo, que recebeu 3% da preferência entre os manifestantes.

Neste quesito fica claro, muito claro que os manifestantes tem uma posição radical e cristalizada contra Lula.  É importante entender que o fato de ser contra o governo Dilma, ou até contra o PT, não implicaria automaticamente que Lula fosse reconhecido como um bom presidente, diante das realizações de seu governo que é do conhecimento público.













Impeachment da Presidenta Dilma

A posição dos manifestantes, quanto a ser a favor ou contra o impeachment da Presidenta. o resultado é mais ou menos esperado, já que o mote da manifestação é o impeachment de Dilma.

A pesquisa do Datafolha revelou que 60% da população seria a favor do Impeachment e 33% contra. Entre os Manifestantes paulistanos 95% se declararam favoráveis ao impeachment e apenas 4 seriam contra.




Condução coercitiva de Lula por Moro

Essa informação é muito interessante também, na medida em que o ato, além de ser violento, contra as leis penais e a CF, estamos falando de um ex-presidente da república, que é considerado o melhor presidente que o país já teve, conforme apurou a pesquisa do Datafolha em fevereiro deste ano. Um presidente que foi reconhecido internacionalmente pelos seus programas sociais, de educação e, principalmente no cambate à miséria e à pobreza.

Todos são iguais perante a lei, obviamente.  Esse ato não se justifica com nenhuma pessoa, mas convenhamos, o impacto numa pessoa como o ex-presidente Lula é infinitamente maior, para o povo brasileiro.  Se se faz isso com uma figura impar como Lula, o que pode esperar um cidadão comum, principalmente se for pobre e negro?

96% dos manifestantes consideraram que o Juiz Moro agiu bem ao tomar aquela media criticada por todos os juristas, por todas as instituições e até pela oposição política, que está envolvida no Impeachment da Presidente.

Evidentemente, essa informação é uma constatação do perfil político, partidário e até ideologico dos manifestantes da avenida paulista, no dia 13 de março.
















Conclusão

Tanto na dimensão econômico-social, quanto no posicionamento politico-partidário-ideológico, o extrato representado pelos manifestantes que foram às ruas no dia 13 de março de 2016, não tem nenhuma relação com a população brasileira.  Portanto, qualquer derivação de que a vontade dos manifestantes é a vontade do povo brasileiro é uma falácia, um tremendo equívoco.

Os Manifestantes pode ser caracterizado, conforme os dados revelam, integrantes da classe média e media alta, com alto nível de formação escolar, predominantemente branca, com renda alta para os padrões brasileiros.  Em suma, os manifestantes representam uma fatia específica, e localizada da sociedade brasileira, mas está muito distante do que chamamos de "povo" brasileiro.
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Fonte: Datafolha

segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

Aprovação do Governo, o pior já passou?

Por Paulo Franco


Ao plotar num gráfico dados referentes à aprovação e à desaprovação do governo Dilma, identificamos um ponto de inflexão nas curvas, agosto de 2015. 

A APROVAÇÃO 

A Aprovação do governo (ótimo + bom + regular) despencou de 56% em fevereiro de 2015 para 28% em agosto do mesmo ano.  

Após agosto de 2016 a curva se inverteu, subindo sistematicamente até feveiro de 2016.  A velocidade da recuperação é muito menor do que a velocidade da queda, verificada no ano passado. Mas o interessante é que a recuperação, embora lenta tem sido sistemática.  

A DESAPROVAÇÃO

A desaprovação é praticamente um espelho da aprovação, apresentando um comportamento exatamente invertido, ou seja, subindo vertiginosamente até agosto de 2015 e recuando sistematicamente, mas lentamente, até fevereiro de 2016. 
















A questão que fica no ar é se esse comportamento é realmente uma tendencia e a que nível chegará a aprovação do governo, tendo em vista o atual cenário adverso de crise econômica global com reflexos no país e crise política em função da rejeição da oposição aos resultados no último pleito.  
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Fonte: Datafolha

sexta-feira, 24 de outubro de 2014

A Inexorável Vitória de Dilma Rousseff

Por Paulo Franco



Analisando toda a trajetória dos indicadores de opinião pública sobre os dois candidatos eleitos para o segundo turno dessas eleições podemos traçar um cenário para as eleições do próximo dia 26.

A CONSISTENTE ELEVAÇÃO DA APROVAÇÃO DO GOVERNO NA RETA FINAL

O primeiro índice que indica um vitória de Dilma é a "aprovação do governo".  Depois de cair drásticamente no ano passado, esse índice vem oscilando sem demonstra nenhuma tendência, patinando ao longo do primeiro semestre deste ano.
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No final de agosto, as pesquisas começaram a apontar um crescimento lento mas sistematíco, desenhando uma tendência lenta, mas altista.  Na dias em torno das eleições de primeiro turno, o índice manteve-se estável por mais de duas semanas.  Mas tão logo passadas as eleições, o índice retomou a alta e acelerou nos últimos dias que antecedem o pleito de segundo turno, atingindo no dia 23 o taxa de 44%. 

O COMPORTAMENTO DO ÍNDICE DE REJEIÇÃO

Outro fator relevante na ascenção das intenções de votos em favor de Dilma, é o comportamento do eleitor, com relação à rejeição aos candidatos.

Dilma vinha com um índice de rejeição alto e bastante distante de todos os demais candidatos, inclusive o seu atual adversário, Aécio Neves.  Enquanto Dilma tinha uma rejeição acima dos 30%, Aécio mantinha um nível de rejeição pouco acima de 20%.  Uma posição bastante confortável para esse candidato, com relação a uma resposta do eleitor se fosse efetuado um bom trabalho de comunicação. 

Logo após as eleições de primeiro turno, houve um salto nos índices de rejeição de ambos, talvez tenha havido algum efeito decorrente da eleição se concentrar, a partir de então, em apenas dois candidatos.  Dilma deu um salto de 11 pontos percentuais atingindo o perigoso nível de 43%.  Mas ao mesmo tempo, Aécio viu seu indice de rejeição subir 13 pontos percentuais,  num salto maior que o de Dilma, tanto em termos absolutos, quanto em termos relativos pois representou um pulo de 62%, acendendo uma luz amarela, pois essa era um vantagem muito importante em relação à adversária. 

A REVERSÃO DO ÍNDICE DE REJEIÇÃO ENTRE DILMA E AÉCIO

Na segunda pesquisa feita pelo Datafolha, após as eleições de primeiro turno, o índice de rejeição de Dilma inicia uma trajetória descendente, identificando nos dias 15, 20 e 23 os índices de 42%, 39% e 37%.  Neste mesmo período Aécio, os índices de Aécio manteve sua trajetória altista, saindo dos 34% medidos na primeira pesquisa pós primeiro turno para 38%, 40% e 41% nos dias mencionados acima.   Ou seja, a rejeição de Aécio ultrapassou a de Dilma e abriu um gap razoável.  E a trajetória indica que esse gap deve aumentar ainda mais nesses dois últimos dias antes da eleição final.

CONCLUSÃO

A trajetória dos índices de rejeição de ambos os candidatos e a trajetória do índice de aprovação do governo Dilma, demonstra uma clara abertura da distância das intenções de votos entre os dois candidatos em favor da reeleição de Dilma Rousseff.

Cabe ressalvar que toda essa análise e conclusão se restringe ao contexto conhecido e comportamento desses índices.  Qualquer ocorrência de um fato exógeno ao processo descrito, invalida toda a análise e a consequente conclusão final.

terça-feira, 14 de outubro de 2014

Há mais coisas entre as Pesquisas e as Urnas, do que sonha a nossa vã filosofia

Por Paulo Franco



Como podem, os institutos,  darem  95% de certeza em resultados tão divergentes.  Ou um ou outro está errado.  Os números do Instituto Sensus estão tão distantes e tão desfavoráveis à Dilma e favoráveis a Aécio que não resta outra coisa a pensar, a não ser em fraude eleitoral.


Os resultados das pesquisas eleitorais pelos Institutos e os meios de comunicação que os contratam tem desafiado os limites da bestialidade, rasgando todos os manuais de estatística e trepudiando a regras mínimas da ética e do respeito à democracia.

Os institutos utilizam-se de tecnicas estatísticas da teoria da amostragem que contemplam um intervalo de confiança, que caracteriza um intervalo medido por desvios padrões, que contempla uma certa probabilidade do resultado ficar nesse referido intervalo.

Os institutos trabalham com um intervalo de 95% de confiabilidade, ou seja, 95% de probabilidade do resultado estar no intervalo determinado.  Essa probabilidade de 95% compreende um intervalo de 2 desvios padrões para menos e 2 desvios padrões para mais.  Na prática significa que de cada 100 levantamentos, 95 estarão dentro desse intervalo, em qualquer ponto do intervalo.

Plotei abaixo os levantamentos feitos pelos Institutos Datafolha, Ibope e Sensus.

O INDICIO DE FRAUDE ESTÁ ESCANCARADA


Plotando num gráfico da curva padrão (normal) os resultados da pesquisa dos 3 institutos, do candidato Aécio temos as seguintes constatações. (i) os resultados do Ibope e do Datafolha foram identicos, 46%, portanto as duas curvas são concidentes e sobrepostas.  (ii) Os resultados da pesquisa divulgada pelo Instituto Sensus é totalmente descolada e distante das curvas do Ibope e do Datafolha.

No caso do Ibope e Datafolha, o intervalo de confiança de 95% é compreendido pelos valores que vão de 44% até 48%, com a média (resultado númerico apresentado) de 45%.
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No caso do Sensus, o intervadode confiança de 95% é compreendido pelos valores de 57% até 61%, com a média (resultado númerico apresentado) de 59%, nestes casos com valores arredondados para facilitar a visibilidade e a compreensão. 

Como se pode notar, tanto pelos números, como pelo gráfico que as duas curvas não se tocam, não se cruzam, havendo uma distância astronômica, tecnicamente falando.  Como pode dois intervalos de números tão diferentes e distantes ter a probabilidade de 95%?  Isso é uma ofensa ao cidadão, uma agressão à teoria estatística.  Uma aberração dessa sugere instantâneamente uma alta probabilidade de ocorrência de fraude no planejamento ou na execução da pesquisa, recaindo sobre a Sensus a maior chance da ocorrência da fraude.  E, no caso de fraude, fica caracterizado o favorecimento fraudulento das intensões de votos superestimadas, o que a meu ver caracterizaria um crime eleitoral, ou no mínimo um atentado contra a democracia.

SENSUS MANTEM A DIVERGÊNCIA NO CASO DE DILMA


Da mesma forma, lotando num gráfico da curva padrão (normal) os resultados da pesquisa dos 3 institutos, da candidata Dilma,  temos constatações semelhantes, onde as distorções invertem-se, mas mantendo o prejuizo para Dilma e o favorecimento para Aécio. (i) os resultados do Ibope e do Datafolha foram identicos, 44%, portanto as duas curvas são concidentes e sobrepostas.  (ii) Os resultados da pesquisa divulgada pelo Instituto Sensus é totalmente distinta das curvas do Ibope e do Datafolha.

No caso do Ibope e Datafolha, o intervalo de confiança de 95% é compreendido pelos valores que vão de 42% até 46%, com a média (resultado númerico apresentado) de 44%.,

No caso do Sensus, o intervado de confiança de 95% é compreendido pelos valores de 38% até 42%, com a média (resultado númerico apresentado) de 40%.

Embora no caso dos resultados das intensões de votos para Dilma, as divergências sejam menores, os intervalores de confiança têm valores distintos, somente se tocando no valor máximo do intervalo da Sensus, 42% coincidir com o valor mínimo do Ibope e do Datafolha.  Da mesma forma que no caso referente ao Aécio,  são absurdas as diferenças e não há como justificar perante a sociedade que os números de uns ou de outros.

O INTERVALO DE CONFIANÇA E O ERRO AMOSTRAL


Como já é do conhecimento de todos, quando um Instituto faz uma pesquisa de intenção de votos, ele não aplica em todo o universo, nesta caso todos os eleitores do Brasil. Isso não é feito por limitações técnicas e de custo. Então ele recorre à tecnica de amostragem.
 
A amostra selecionada deve ser tão representativa do universo que permita a generalização dos resultados obtidos para todo o universo de eleitores. As limitações acarretadas pela amostra, são expressada níveis níveis de probabilidades ou de confiança.
 
A idéia neste momento não é questionar a qualidade da amostra em termos quantitativos e nem qualitativos, mas entender a formação do intervalo de confiança, e as margens de erro envolvidos nos resultados divulgados pelo Instituto.
 
O imagem acima mostra uma curva de distribuição normal padrão, onde a área abaixo da curva representa a probabilidade acumulada de ocorrer um evento qualquer. O eixo central é a média e os demais eixos verticais representam a distância em desvios padrões da media. Numa distribuição normal padronizada, a média é zero e os eixos são 1, 2, 3 desvios padrões para a direita e -1, -2...desvios padrões para a esquerda.
 
O intervalo de 4 desvios padrões em torno da média (2 para baixo e 2 para cima) concentra uma probablidade de 95,44%, portanto há uma probabilidade de 95,44% de que o resultado ocorra entre os números X-2 e X+2.
 
Por isso que ao divulgar a pesquisa o apresentador, neste caso disse: "Se a eleição fosse hoje Dilma Rousseff obteria 44% das intenções de votos, com uma margem de erro de 2 pontos para mais e 2 pontos para menos. Esses resultados têm 95% de confiabilidade".
 
Note que tem sido sempre considerado, não só neste caso, mas também por outros institutos o valor do Desvio Padrão como 1 ponto percentual. Como já disse anteriormente, não estou neste momento questionando a metodologia, e os resultados da pesquisa, mas apenas interpretando-os. Significa, então, que o instituto calculou o desvio padrão e o valor deve ser muito próximo de 1%. Convém ressaltar que este número é aproximado, pois ele varia muito em função de cada distribuição. Provavelmente é uma simplificação que não compromete os resultados, espero.
 
Se há 95% de probabilidade do resultado estar no intervalo descrito, onde estão os outros 5%? Estão nas extremidades da curva. Ou seja, 2,5% de probabilidade de ocorrer um valor menor que 42% (44% - 2%) e 2,5% de probabilidade de ocorrer um valor maior que 46% (44% + 2%).

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Vox Populi x Ibope: Fraude ou erro grosseiro?

Por Paulo Franco


"...ou há fraudes ou há falhas técnicas grosseiras nas pesquisa de um ou mais institutos. Mas de qualquer forma é muito grave, já que estamos falando de uma eleição para presidente num dos maiores países do mundo. 

O que chama a atenção da sociedade é que em todas essas discrepâncias demonstradas os números do Vox Populi é a favor da candidata Dilma e os números do Ibope ou do Datafolha são contra Dilma.  O que  aumenta a desconfiança de fraude de um lado ou de outro..."



Os resultados das pesquisas eleitorais para Presidência da República divulgadas nesta semana mostraram resultados divergentes entre os institutos.  

Poder-se-ia considerar um ponto fora da curva, bastando desprezá-la, como faz o júri nas Olimpíadas, na tabulação das notas, desprezando-se a maior e a menor nota com o objetivo de evitar possíveis parcialidades.

Todavia não é este o caso, pois as pesquisas eleitorais são regidas por uma legislação específicas e é feita, pelo menos teoricamente, com todo o rigor metodológico e estatístico estabelecidos por critérios científicos. 

O rigor metodológico estabele que os resultados devem estar compreendido dentro de um intervalo, chamado de intervalo de confiança, dentro do qual o resultado é confiável.  
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Os institutos trabalham, com a concordância do cliente que os contratam, com uma probabilidade de 95% que na teoria da amostragem, compreende uma distancia de dois desvios padrões em torno da média, ou seja, entre a nota com 2 desvios padrões a menos que a média e o valor com 2 desvios padrões acima da média. 

De modo que o insituto garante, respaldado num elevadíssimo grau de confiança (95%) que o resultado real, estará na faixa entre os valores limites das margens de erro (distancia de 4 pontos percentuais)


NÃO HÁ COMO EXPLICAR O INEXPLICÁVEL



Os resultados da candidata Dilma apresenta uma certa "cristalização", variando um ponto para cima ou um pouco para baixo, tanto na dimensão tempo, quanto olhamos os diferentes institutos.  Portanto, essas diferenças acabam situando-se dentro das margens de erro das diversas pesquisas, quando muito no limite dessas margens. 

Mas com relação à candidata Marina, a coisa muda de figura. Enquanto o ibope apresentou 30% de intenção de votos da amostra pesquisada, o Vox Populi apresentou tão somente 22%.  Uma diferença absurda do ponto de vista estatístico, se a metodologia foi aplicada adequadamente. 

O Intervalo de Confiança apurado pelo Ibope situa-se entre 28% e 32%.  Isso significa que há 95% de probabilidade de que o resultado real, na prática, fique nesse intervalo.  

O intervalo de Confiança apurado pelo Vox Populi situa-se entre 19,8% e 24,2%, já que este instituto estima o erro amostral em 2,2%.

Constatamos ai um vácuo absurdo de de 3.8% de distância entre o valor mínimo do invervalo de confiança do Ibope (28%) e o valor máximo do intervalo de confiança do Vox Populi (24,2%).

A probabilidade de que o resultado, do ponto de vista do Ibope, fique abaixo do limite mínimo do erro amostral ou seja, 28%, é de 2,5% (cauda esquerda da curva normal).  Mas quanto mais distante desse limite, menor é a probabilidade, ou seja, a probabilidade de ocorrência de votos ficar abaixo dos 24,2% (limite máximo da Vox Populi) é perto de zero segundo a versão Ibope.


DATAFOLHA É O "PONTO FORA DA CURVA" NO SEGUNDO TURNO


No segundo turno o problema se repete, mas neste caso é com a própria Dilma.  Enquanto o Ibope mostrou 41% de intenção de votos, o Vox Populi revelou 46%. Novamente o intervalo de confiança de ambas as pesquisas não se cruzam, mostrando novamente que há problemas também no segundo turno.

Na verdade, a discrepância maior no segundo turno é entre o Vox Populi e o Datafolha, na apuração da intenção de votos de Marina.  Enquanto o Datafolha mostra 46% o Vox Populi apurou apenas 39%.  Novamente ocorrendo um vácuo entre os dois intervalos de confiança.  O único atenuante neste caso, é que há uma diferença de praticamente uma semana de diferença entre as duas pesquisas.


A BOLHA ELEITORAL MARINA SILVA ESTARIA MURCHANDO? 


O resumo da ópera é: ou há fraudes ou há falhas técnicas grosseiras nas pesquisa de um ou mais institutos. Mas de qualquer forma é muito grave, já que estamos falando de uma eleição para presidente num dos maiores países do mundo. 

O que chama a atenção da sociedade é que em todas essas discrepâncias demonstradas os números do Vox Populi é a favor da candidata Dilma e os números do Ibope ou do Datafolha são contra Dilma.  O que  aumenta a desconfiança de fraude de um lado ou de outro. 

A hipótese de erro grosseiro é mais frágil.  Primeiro porque estamos falando dos mais sofisticados institutos de pesquisas do país.  Todos donos de um know how inquestionável.  Depois, se fosse um caso de erro, diante das divergências expostas, o instituto que tenha cometido o erro, já teria corrigido o erro e se retratado perante a sociedade. 

A hipótese de uma bolha artificial criada pela oposição, a mídia e os institutos de pesquisas volta à tona e caberia uma auditoria dessas pesquisas envolvendo todas as fases, desde o planejamento, a definição de perfil de amostra,  a análise dos questionários, a checagem da conduta dos pesquisados em campo, a tubulação dos dados, o relatório final e a análise e apresentação dos resultados finais.

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Datafolha: Segmento de Alta Renda troca Marina por Aécio e Dilma

Por Paulo Franco




Marina, no período de apenas uma semana, perdeu 9 pontos percentuais no segmento de alta renda (> 10 Salários Mínimos), caindo de 41% para 32%.  É uma queda violenta, tratando-se de um período tão curto.

O maior beneficiado dessa repentina mudança de atitude do eleitorado brasileiro foi Aécio, que abocanhou nada menos que 6% no segmento de alta renda, e pulou de 25% para 31%.



 Estava repassando, como faço diariamente, em alguns sites favoritos, quando me deparei novamente com um brilhante artigo do Fernando Brito, no site Tijolaço.    Desta vez ele foi sagaz, foi lá no "fiofó da formiga" e encontrou algumas preciosidades, dignas de garimpeiros geniais da Serra da Canastra, na nascente do Velho Chico. 

 
 Achei tão importante seus achado que resolvi fazer essa postagem, para compartilhar com todos os

terça-feira, 19 de agosto de 2014

Dilma: "estou bebendo estrelas...!"

Por PAULO FRANCO




Reza a lenda que o monge beneditino Dom Pérignon, lá pelos idos do século XVII, ao provar uma de suas criações  de vinho, estufou o peito e cheio de alegria, bradou: "estou bebendo estrelas".  Ele acabara de criar,  nada mais nada menos,  do que o mais nobre dos vinhos: o champagne.

O Champagne, como todos sabemos, é um vinho especial,  que transcende a todos os demais.  Por isso, essa nobre bebida sempre está associada aos acontecimentos mais importes, mais nobres, mais especiais.  Seja num momento de celebração de uma cerimônia,  como um casamento, uma aniversário, ou outro dessa natureza.  Noutro momento, um brinde à uma vitória, uma conquista muito importante.   E outros momentos, ainda,  para lhe dar coragem para enfrentar obstáculos, inimigos, como também para elevar a auto-estima, tão necessária em certos momentos da vida.  O champagne é uma companhia para momentos especiais, mas também para uma simples degustação.  Em  momentos de instrospecção, reflexão é um excelente bálsamo, para ajudar a um reencontro consigo ou até amadurecer uma decisão importante.
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Apesar da grande tristeza provocada pela perda de Eduardo Campos, lamentavelmente, o luto pelo político acabou se transformando em campanha e o velório em palanque eleitoral.  Neste contexto cheio de controversas, polêmicas e não me toques, o cenário eleitoral mais previsível seria trágico para Dilma.  Na verdade, após os resultados preliminares é "para beber estrelas", do champagne e do PT.   Dilma, pode abrir um champagne!

quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Datafolha, me engana que eu gosto

Por PAULO FRANCO

 

A probabilidade de ocorrer o empate entre Dilma e Aécio se as eleições fosse nessa data, dificilmente chegaria a 1%.



Em meados deste mes de julho, o Instituto Datafolha divulgou o resultados da pesquisa de intenção de votos para a presidência da república.  A divulgação foi feita com pompa e circunstância gerando uma comemoração da oposição e de toda a classe mais conservadora do país.

O Datafolha anunciava como uma bomba que Aécio Neves estaria tecnicamente empatado com a candidata da situação à reeleição, Dilma Rousseff, no segundo turno se a eleição fosse naquela data.   O entusiasmo foi tal, que os cidadãos mais contentes não se deram conta que o 2o. turno não teria a menor validade se a candidata da situação vencer no primeiro turno.  Aliás que é o que indica a mesma pesquisa.

Isso denota que a divulgação de pesquisa eleitoral tem um objetivo maior que é estimular os eleitores indecisos a votarem num determinado candidato.  Vamos votar em qualquer candidato de oposição para que o 2o. turno se concretize, pois haveria uma chance de reversão da tendencia vitoriosa de Dilma.

No caso presente, toda a força da mídia se dirigem ao candidato da oposição, já que o "aparente" empate técnico foi tão comemorado e considerado uma grande esperança, senão uma vitória. 























EMPATE TÉCNICO,  REALIDADE OU FICÇÃO?


Será que houve realmente um empate técnico entre os dois principais candidatos?  No gráfico acima, para que seja visivel a intersecção (empate) dos resultados entre os dois candidatos foram plotados tanto os resultados apurados como a margem de erro correspondentes, relativos ao intervalo de confiança de 95%, conforme estabelece os parâmetros técnicos da pesquisa.
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É perfeitamente visivel pelo gráfico que o "famigerado" empate técnico não passa de um linha tênue que serve, na verdade, de fronteira entre os números dos dois candidados, obtidos nesse levantamento.  Ou seja, foi apurado para Dilma Rousseff 44% das intenções de votos e para Aécio Neves, 40% dos votos.  Há então uma diferença de 4% em favor da primeira.

sexta-feira, 4 de abril de 2014

IBOPE + MÍDIA: A Equação e o Mapa da Fraude

Por Paulo Franco


Recebi a notícia da queda da popularidade de Dilma com certa estranheza, já que na semana anterior sua liderança na intenção de votos mantinha numa posição extremamente folgada com uma  movimentação marginal entre os demais candidatos e  todos muito distantes dela, em pesquisa feita pelo próprio IBOPE.

Ele venceria em todos os cenarios apesentados. No cenário mais provavel, considerando somente os 3 principais candidatos , Dilma manteve os 43%,  Aécio subiu de 14 para 15% e Campos também não alterou seus irrisórios 7%.  Para sacramentar a situação confortável de Dilma, no Segundo turno, nessa sondagem ele venceria com um grande foga 47% contra 20% de Aécio, ou 47% contra 16% de Campos e no pior cenário Dilma teria 45% contra 21% de Marina.  Ou seja, essa pesquisa veio ratificar o cenário eleitoral.

Quando saíu, uma semana depois o resultado da pesquisa sobre a queda da popularidade, eu divulguei na rede social a seguinte frase: "A sociedade brasileira quer mudanças, com Dilma no comando e mais ninguém".
  
Intenção de Voto
Popularidade

Uma matéria veícula no jornal eletrônico BRASIL 247,  entitulada  "O IBOPE ruim e o IBOPE bom: Tem Caroço nesse Angú", me chamou muito a atenção por algumas desconfianças e algumas informações levantadas.  Como gosto desse assunto e tenho um conhecimento técnico razoável dele, essa matéria mexeu com o desconforto e despertou minha inércia e decidi entrar mais a fundo, analisando as informações diretamente das fontes: O IBOPE e o TSE.

Da pra frente as coisas foram clareando, cada vez mais a minha sensação do quão violento será o processo eleitoral para a Presidência da República nesta ano.

ANTECEDENTES:

O Golpe de 64 e a Ditadura Civil e Midiática


Antes de fazer um relato sucinto do processo do golpe, gostaria de deixar bem claro que Jango é era muito bom de voto.  Peso pesado, coisa que muita gente não sabe, pois ele foi candidato nas duas vezes à vice e não a presidente.  Naquela época a votação para Presidente e para Vice-Presidente não era uma chapa como hoje, mas separadamente.  Em 1955, Jango, ex-ministro do Trabalho de Getúlio, candidatou-se a vice e se elegeu com uma votação maior que da Presidente eleito: Juscelino Kubischek.   Em 1960, candidatou-se novamente a Vice-Presidente e venceu a eleição, embora o seu aliado candidato à Presidencia perdera para Jânio da Coligação PDC (Partido Democrata Cristão) com a UDN (União Democrática Nacional)

Como já é sabido de todos, o golpe de 64 foi um processo em maturação desde a morte de Getúlio. Juscelino caminhou no fio da navalha em todo o seu governo.  A classe mais conservadora, capitaneada pela UDN, que já estava fora  do poder, desde Getúlio, perdera novamente para Juscelino.   Em 1960, finalmente os conservadores elegem Jânio Quadros, mas  sua renúncia alterou toda a situação e o humor político de então.  O Golpe entra então na sua faze de amadurecimento, com praticas não só de pressões políticas, mas também de atos ilegais.

Na Renúncia de Jânio, João Goulart estava na China e os Conservadores, através dos 3 chefes das FFAA não aceitaram a posse natural e democrática do vice Jango. O presidente da Câmara dos Deputados Ranieri Mazzilli foi empossado presidente em lugar de Jango.

Todavia essa decisão não era unânime nem entre os políticos e nem entre os militares.  A desculpa da ameaça comunista não convencia-os, totalmente.  Iniciou-se então a campanha da legalidade, liderada por Brizola e o gal. Machado Lopes, para que a CF fosse cumprida.  Entre muitas movimentações e campanhas nos jornais, o Congresso acha uma solução conciliatória: o Parlamentarismo.   Jango assumiria a Presidencia do Brasil, tendo poderes diminuindo sendo portanto somente o chefe de estado.  Aprovado, Jango assume a Presidência e Tancredo é escolhido como Primeiro-Ministro do governo Jango. Esse foi, na prática, o primeiro ato do golpe de estado, pois a CF fora de fato descumprida. 

Em julho de 1962, Tancredo exonerou-se para se candidatar às eleições a Deputado Federal.  Assumindo Brochado da Rocha que também se exonerou e depois Hermes Lima.  Jango e aliados articula a volta do presidencialismo que passa a vigorar a partir de janeiro de 1963. 

Com San Tiago Dantas na Fazenda e Celso Furtado no Planejamento, é lançado o Plano Trienal, um programa progressista e estruturante, para promover as reformas de base , que contemplava as Reformas agrária,  fiscal,  eleitoral,  urbana e  bancária.  O ambiente político e social foi ficando cada vez mais agitado, de um lado as demandas sociais pelos avanços que já haviam ocorrida na europa há tempos e de outro lado o medo de perdas da classe conservadores em função dessas reformas e o ambiente da gerra fria no seu ápice no plano internacional que inspirava preocupação dos EUA com o Brasil, tendo em vista a revolução cubana em 1959.

As classes conservadoras da época, empresários, políticos radicais de direita, militares e a imprensa, como o apoio dos EUA, o golpe é sacramentado.


Desconhecido (até então) Papel da Mídia e do IBOPE no Golpe de 64


As  grandes justificativas para o golpe, sempre foram o perigo comunista, a fraqueza de João Goulart e que a população apoiava um intervenção, um golpe e não o seu governo.  Ora engolimos isso, por 50 anos, embora essa lógica não fechava, já que o histórico eleitoral de Jango era exatamento o oposto, como ja foi dito anteriormente.  Foi eleito vice com mais voto que o próprio presidente Juscelino, em 1955.  Já em 1960, embora o Presidente vitorioso, Jânio Quadros,  tenha sido o candidato da coligação conservadora, incluindo a UDN, o vice não foi o candidato da chapa Janista, mas sim da coligação oposta, Jango novamente, tal era o seu vigor eleitoral.

Para minha surpresa e provavelmente de todo o país foi saber, agora, que a Midia contratou o IBOPE para fazer pesquisas logo antes da ocorrência do golpe final, provavelmente para se certificar do qual seria a opinião pública em relação à aprovação do governo, às reformas e à intenção de voto, caso Jango se candidatasse às próximas eleições.  Os resultados dessas pesquisas ficaram escondidas à 7 chaves, pelo IBOPE e pelas entidades que o contratou, por todos esses 50 anos.   E não era para menos, as pesquisas mostram exatamente o contrario do que era alardeado pela Mídia e pelas instituições comprometidas com o golpe.   Pelo que se sabe, o IBOPE entregou a documentação das pesquisas em 2003 para serem preservados nos Arquivos do pensador anarquista Edgard Leuenroth (AEL), do Acervo do IFCH, da UNICAMP.

Foram feiras 3 rodadas de pesquisas: A aprovação de João Goulart, a Intenção de Voto e a aprovação das Reformas de Base, proposta pelo seu governo, como já foi dito anteriormente.  Os resultados são surpreendentes. Aprovação de Jango: 69%; Intenção de Votos: 50% declararam que votariam em Jango se ele se candidatasse a Presidente e finalmente; 59% aprovaram a adoção das Reformas porpostas.

Ricardo Kotscho, jornalista e colunista do R7, levantou a seguinte questão em sua matéria que serviu de combustível para essa minha postagem:  "a divulgação destas pesquisas pela imprensa poderia ter alterado o rumo dos acontecimentos, já que para derrubar Jango um dos principais argumentos utilizados pelos golpistas foi a fragilidade do presidente e do seu governo diante do "perigo comunista" que ameaçava o país?".




O Famigerado caso Globo / Proconsult