Mostrando postagens com marcador etica. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador etica. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

O Estado não é um Prolongamento da Família

Por MICHEL ZAIDAN para Brasil 247



Uma família, por mais ilustre e importante que ela julgue ser, não pode se arrogar decidir os rumos de uma campanha presidencial. Muito menos os parentes de uma família.





















Seguindo as lições de Hegel, Weber e o nosso brasileríssimo Sergio Buarque de Holanda - o pai de Chico Buarque de Holanda - a matriz formadora do estado brasileiro é a moral da família, ou a ética de Antígona, onde os deveres e as lealdades de sangue se sobrepõem as do estado republicano. Diz o historiador paulista que o patrimonialismo é a marca registrada das nossas instituições políticas locais e nacionais.
____________________
Postagens Relacionadas
Marina, Marinete, Marionete
Dilma: "estou bebendo estrelas...!"
Thamy Pogrebinschi: "Há má fé nas críticas ao decreto 8.243"
Datafolha, me engana que eu gosto
____________________
Os chefes políticos e oligarcas pensam que o estado é um mero prolongamento da organização familiar. E agem, segundo o famoso dito popular: "amigos e parentes, tudo. Aos inimigos, os rigores da lei". Nada mais contrário ao espírito do Estado Moderno (também chamado de racional-legal ou burocrático) do que a ética da família, dos irmãos, dos filhos, dos maridos ou dos avôs. 

O estado não pode e não deve ser gerido como uma "Casa Grande", segundo a vontade e as conveniências do chefe ou dono da organização de parentela, como diz a Maria Isaura Pereira de Queiroz.

Uma família, por mais ilustre e importante que ela julgue ser, não pode se arrogar decidir os rumos de uma campanha presidencial. Muito menos os parentes de uma família. O Estado republicano é maior do que uma oligarquia familiar, seja o nome que ela carregue. O Estado é público, a oligaquia é da família e dos amigos e apaniguados. Os negócios do estado são públicos, de todos os cidadãos. 

terça-feira, 16 de abril de 2013

Slavoj Zizek e as Armadilhas do Capitalismo


Slavoj Zizek é um intelctual contemporâneo, irrequieto, polêmico, ácido e até imprevisível. Apesar de toda essa complexidade intrinsicas, ele nos dá uma aula de capitalismo, onde levanta uma serie de questões e aproveita para fazer alguns alertas intrigantes.

Procurando se esquivar do hermetismo convencional da linguagem filosófica, ele vai desvendendo todos os nós do capitalismo atual, suas  debilidades e contradições.  Tudo isso de um forma simples e inteligivel até para um "simples mortal".
____________________
Leia também
A tinta vermelha: discurso de Slavoj Žižek para o Occupy Wall Street
____________________
Contando com a a juda da RSAnimate, ficam mais fácil e estimulante a exposição.





____________________
Slavoj Žižek nasceu na cidade de Liubliana, Eslovênia, em 1949. É filósofo, psicanalista e um dos principais  teóricos contemporâneos. Transita por diversas áreas do conhecimento e, sob influência principalmente de Karl Marx e Jacques Lacan, efetua uma inovadora crítica cultural e política da pós-modernidade. Professor da European Graduate School e do Instituto de Sociologia da Universidade de Liubliana, Žižek preside a Society for Theoretical Psychoanalysis, de Liubliana, e é um dos diretores do centro de humanidades da University of London. Dele, a Boitempo publicou Bem-vindo ao deserto do Real! (2003), Às portas da revolução (escritos de Lenin de 1917) (2005), A visão em paralaxe (2008), Lacrimae rerum (2009) e os mais recentes Em defesa das causas perdidas e Primeiro como tragédia, depois como farsa(ambos de 2011). Colabora com o Blog da Boitempo mensalmente, às segundas-feiras.