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quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

Quanto vale um rio? - Projeto Amazônia Resiste

Por Marina Amaral e equipe da Agência Pública



Cercados por minas da Vale desde a ditadura, os Xikrin enfrentam agora a extração de níquel a 3 km da aldeia e a presença de metais pesados no Cateté

O projeto “Amazônia Resiste” é uma ampla investigação jornalística da Agência Pública sobre a resistência indígena em vários pontos da maior floresta tropical do mundo. 

A partir de vídeos, textos, fotografias, infográficos e podcasts seis equipes de reportagem retrataram o que acontece em campo no Pará e Mato Grosso – das aldeias às instâncias de poder relacionadas à realidade indígena. 

Os protagonistas desta narrativa são os índios, especialmente a resistência que exercem diante de um quadro completamente desfavorável ao seu modo de vida. 


Coordenação Geral 
Marina Amaral 
Consultoria em Antropologia 
Spensy Pimentel 
Editor de Conteúdo 
Thiago Domenici 
Coordenação Audiovisual 
Sofia Amaral 
Direção de Arte e Finalização
André Oliveira 
Produção de Conteúdo 
Jessica Mota 
Consultoria Técnica
Geraldo Floriano 
Gerente Administrativa 
Roberta Carteiro 
Repórteres 
Anna Beatriz Anjos 
Ciro Barros 
Jessica Mota 
Naira Hofmeister 
Sofia Amaral 
Tânia Caliari 
Videorrepórteres 
Ana Mendes 
Adriana Latorre 
André Oliveira
Iuri Barcelos 
José Cícero da Silva 
Imagens aéreas 
Paulo Henrique Damasceno – Fly Media
Parceiro 
Climate and Land Use Alliance (CLUA)

domingo, 9 de março de 2014

Desmatamento em 2013 no Brasil sobe 28%

Por PAULO FRANCO




Depois de 4 anos de reduções initerruptas e de 9 anos de redução substancial no desmatamento da amzônia, em 2013 houve uma elevação de 28%.   Os dados são do PRODES (Programa de Monitoramento da Floresta Amazônica por Satélites), do INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais).

Dentro da curva descendente iniciada a partir de 2004, o único ano em que houve um crescimento no desmatamento foi  2008, com 11%.  Felizmente, não passou de um soluço, e a tendência descrescente foi retomada com êxito. 
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Leia também:
As Commodities Ambientais e a Financeirização da Natureza.
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Após atingir o pico de 27.800 km² no ano de 2004, a queda do desmatamento até o ano de 2012,  foi de 84% quando foi desmatado apenas 4.571 km².  Um queda vertiginosa, diga-se de passagem, tanto que esse resultado foi reconhecido internacionalmente e o Brasil acabou ganhando o prêmio "Campeões da Terra-2013 " condedido pela ONU.

É lógico que em termos absolutos e até no contexto das reduções ocorridas, o fato até poderia ser considerado não tão relevante assim.

O fundamental é que se acenda um "alerta vermelho" para que as autoridades responsáveis pelo controle, não permitam que isso se transforme numa tendência, com aumentos do desmatamento nos próximos anos.

A sociedade e o governo tem que trabalhar com uma missão que seria o desmatamento zero. Sabemos que, embora seja muito díficil atingir essa meta, não é impossível, mas o foco tem que ser sempre esse.

Os estados mais vulneráveis, atualmente, ao desmatamento tem sido o Mato Grosso e o Pará.  No caso do estado do Mato Grosso a causa maior é a expansão para o plantio de soja.   Já no estado do Pará, tudo indica ser grilagem de terras para a especulação, com propriedades mais extensas.  Conforme informações do INPE, esse desmatamento tem se concentrado no entorno da rodovia BR-163.  

Em ambos os estados, mas principalmente no Pará, o IBAMA tem que recrudescer a fiscalização, a autuação e o embargo desses desmatamentos.