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domingo, 9 de agosto de 2020

Como os EUA lucraram com tráfico de africanos escravizados para o Brasi

Por Marilia Marasciulo

Com cerca de 450 africanos da região do rio Congo, a escuna norte-americana Mary E Smith foi a última a tentar desembarcar escravizados no Brasil. No dia 20 de janeiro de 1856, ela foi capturada em São Mateus, no Espírito Santo, em uma operação que deixou claro que a Lei Eusébio de Queiroz, aprovada em 1850 proibindo a entrada de escravos, de fato pretendia acabar com o tráfico de escravos no país.


Ilustração mostra configuração de um navio negreiro americano
Entre 1831 e 1850, navios com a bandeira norte-americana corresponderam a 58,2% de todas as 
expedições negreiras com destino ao Brasil

Com cerca de 450 africanos da região do rio Congo, a escuna norte-americana Mary E Smith foi a última a tentar desembarcar escravizados no Brasil. No dia 20 de janeiro de 1856, ela foi capturada em São Mateus, no Espírito Santo, em uma operação que deixou claro que a Lei Eusébio de Queiroz, aprovada em 1850 proibindo a entrada de escravos, de fato pretendia acabar com o tráfico de escravos no país. Antes dela, tratados assinados por pressão da Inglaterra após a Independência ficaram conhecidos como "leis para inglês ver", pois na prática as próprias autoridades locais eram coniventes com o contrabando.
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Pesando 122 toneladas e com um valor estimado em US$ 15 mil dólares, a Mary E. Smith foi construída em Massachusetts especificamente para o tráfico negreiro. Antes mesmo de deixar Boston

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Políticas de austeridade penalizam as crianças, afirma Unicef



Primeiro-ministro holandês, Mark Rutte,
 rodeado por crianças em Haia
GENEBRA (AFP) – Um estudo do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) afirma que as políticas de austeridade nos países ricos penalizam as crianças. A publicação faz parte de um relatório anual sobre a situação das crianças nas economias avançadas.

“Muitos governos afirmam que precisam resolver a questão da dívida para não deixar esta carga às gerações futuras”, recordou Chris de Neubourg, diretor do centro de pesquisa política e social do Unicef. Mas os cortes afetam a educação e as famílias mais modestas, de maneira que “apresentamos agora a conta às crianças”.

O relatório analisa as mudanças entre 2000 e 2010 nas condições de vida das crianças de 29 países, levando em consideração critérios como êxito escolar, taxa de natalidade entre adolescentes, nível de obesidade infantil, frequência de atos de assédio ou consumo de cigarro e álcool.

Holanda, Noruega, Islândia, Finlândia e Suécia ocupam os primeiros lugares na lista. A França aparece na 13ª posição, Estados Unidos na 26ª e a Romênia fecha a lista, na posição 29.

Neubourg disse que as taxas de pobreza das crianças aumentaram em vários países. ”Mas reduzir os investimentos nesta geração cria o risco de que paguem as consequências agora e no futuro”, disse o diretor do UNICEF.

Ele citou o exemplo da Grã-Bretanha, número 21 em um estudo similar de 2007 e que hoje está na posição 16, depois de ter trabalhado muito para melhorar as condições de vida das crianças do país.

Nos Estados Unidos, uma criança em cada quatro vive em uma família com renda inferior à média. Na União Europeia a proporção é de uma em cada 10 crianças. Apesar dos Estados Unidos terem excelentes sistemas educativos e de saúde, “não são acessíveis a todos”, destaca o Unicef, que pede mais esforços para a proteção das crianças.