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sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

Como Estado fascista está a serviço do desmonte da universidade laica

Por Luiz Carlos Bolzan



O Estado autoritário morista faz escola.

Neste 06/11/17, sem intimação prévia, representantes da UFMG foram alvos de condução coercitiva por parte da PF.

O mandato expedido pelo Judiciário foi solicitado pela Polícia Federal e executado pela própria PF.

Integrantes de uma fausta burocracia aristocrática, junto com, MPs, TCU e CGU, que se apropriou de assalto do Estado brasileiro, recebendo alguns inclusive, acima do teto constitucional, outros tendo 2 meses de férias por ano, outros ainda praticamente inimputáveis, apenas com penas de “aposentadoria”, sendo desejado este mesmo status por outras burocracias que se dizem “combatentes do crime”.


Há ainda entre estes, aqueles que reclamam direito sobre parte do butim da corrupção, um percentual do valor recuperado para ser usado sem nenhum controle ou fiscalização, e ainda alguns que usufruem do “direito” a abusivas “bolsas” para estudos seus, e de seus dependentes, para moradia, para alimentação, para viagens, etc, etc, etc.

A burocracia que não sabe diferenciar Hegel de Engels, que ao desdenhar da necessidade de provas transforma o direito em teologia para qual basta convicção e fé, que acelera descaradamente processos contra desafetos e senta sobre processos de apaniguados, é a “face dura do mal”.

Ela confraterniza escancaradamente com réus em regabofes de endinheirados se deixando fotografar ao pé do ouvido de chefes de quadrilhas, que pedem malas de dinheiros com agentes que “possam matar”, garantidora do golpe contra a sociedade civil, em especial trabalhadores assalariados, aposentados, trabalhadores com emprego informal, pequenos agricultores e desempregados.

Esta mesma burocracia cabeça de planilha decoradora de normas, que faz acordos ilegais com autoridades do exterior e acena em fugir do país sobre pretexto de estudar, caso seja desmascarada, é a que, despudoradamente, pede que o Poder Executivo tomado de corruptos e réus em processos, interfira no Supremo Tribunal Federal numa clara alusão à prática de impedir à justiça seu livre curso.

A burocracia nefasta sempre pronta a trair trabalhadores, desde que o capital garanta suas regalias, cega para helicópteros de cocaína, já ultrapassou a etapa de ser uma ameaça à democracia e aos direitos civis e sociais.

Se constitui numa abjeta realidade usurpadora e autoritária, custeada integralmente pela mesma sociedade civil à qual ela desrespeita e trai.

As exceções que integram este seleto corpo de burocratas chupins do dinheiro público, apenas confirmam a regra.

O Estado burguês é a fonte da corrupção, e não a solução.

“O poder corrompe. O poder absoluto corrompe absolutamente”.

Inebriada pelo poder que corrompe, a burocracia usa da força do Estado autoritário, sem freios, para impor suas vontades e convicções.

E a visão de mundo do autoritarismo estatal?

“Combater a corrupção e impunidade, dos outros, e defender a corporação acima de tudo”.

As exceções apenas confirmam a regra, visto que esta burocracia fanática atenta até mesmo contra integrantes da corporação, desde que eles denunciem o golpismo fascista, se assemelhando ao autoritarismo corporativo cientológico.

Não é novo. Talvez desconhecido.

Em tempos de internet e redes sociais, TVs e shows de voyeurismo e pancadaria travestida de esporte, muito pouco se recupera do que já foi dito muitos anos atrás.

Marx chamou atenção para o papel da burocracia que, ao lado das corporações privadas traçam planos e jogos para manter status quo, usando máquina estatal sempre em benefício do capital e de si próprios, parasitas estatais à serviço da “ordem” instituída, contra a sociedade civil, em especial a classe trabalhadora.

E não foi uma vez apenas.

Os alertas de Marx surgem explicitamente nos textos “Crítica da Filosofia do Direito de Hegel” (Hegel, por favor, Hegel!!), e Guerra Civil na França.

Marx não poupa críticas à máquina estatal burguesa, já em 1843, e depois em 1871.

Quase 175 anos depois do primeiro alerta de Marx, a sanha traidora segue com conluio entre burocracia de altos salários e corporações privadas.

Tacla Durán que o diga para quem quiser ouvir, mas não vem ao caso…

Aliás, nos perguntamos, qual a diferença entre quem corrompe com a força do dinheiro e quem corrompe com a força autoritária do Estado incontrolável, que desrespeita contrato social, porque “a literatura me permite”, ou porque “combatemos a corrupção”?

Apenas a forma de corromper e ser corrompido, pois a prática é a mesma, corrupção, doença social que deforma, deturpa e aliena.

Fácil entender o desdém pela filosofia, onde encontramos, dentre outros, Hegel e Engels.

É na filosofia que podemos desnudar em detalhes, a farsa da ética do Estado policialesco morista.

Ética da hipocrisia e estética embrutecida, escarnecedora, que finge não ter diferenças entre tratamentos dispensados às diferentes partes, mas que faz da perseguição aos discordantes sua constante, e da proteção aos interesses seus e dos aliados, seu imperativo categórico.

Afinal, porque barrar nomeação ao Supremo de candidato que se reuniu com políticos réus em barco no lago brasiliense?

Ou por que apurar morte de ministro do STF, então relator da lava jato e que admoestou publicamente juiz que vazou conversas da então presidenta da República e grampeou escritório de advogados?

Nem Hegel, nem Engels, nem Marx, nem Kant.

Nada que lampeje, apenas que rasteje.

O estado policialesco quer burlar a democracia, retirar do povo, senhor da política, a própria política, num ato vil de desapropriação estatal do que ao mundo privado pertence.

A burocracia estatal, como as corporações privadas detestam política.

Basta um concurso, a “meritocracia”, muito dinheiro e tudo se resolve.

Chega de votos! Chega de decisões populares! Chega de povo!

Chega de democracia, mesmo que seja esta pálida democracia representativa, bradam os “combatentes do crime” e seus parceiros de corporações privadas, que querem decidir pelo todo, desrespeitando a lei, a jurisprudência, a doutrina e a tradição, como lhes convém.

Para não deixar parecer mentira, dias atrás, o alcaide da capital gaúcha sentenciou: “as decisões importantes não podem ser tomadas por seu João e dona Maria. Devem ser tomadas pela elite da imprensa, dos negócios e da política”.

O sincericídio atucanado deve ser criticado, mas não por ser mentiroso ao ser fiel ao que pregam, o desdém pelo povo, pela coletividade e pela democracia. Mas pela desfaçatez contumaz de quem despreza o povo.

É esta elite que privatizou o Estado para seus próprios objetivos e dos interessados de fora.

MiShell não nos deixa mentir!

Estado sempre burguês, que na incerteza da viabilidade de seus candidatos (o hipertrofiador estatal que ataca tudo que adora armas, o astro das telinhas, ou o Opus Dei de plantão) cogita o parlamentarismo, sempre uma benção para interesses da burguesia, supervalorizado pela “moral ilibada” e “alta credibilidade” do Congresso Nacional, ou a inédita e hiperveloz decisão em segunda instância sobre processo do candidato pesadelo das elites.

Uma simples comparação.

O processo da Boate Kiss que envolve 242 mortes de jovens ocorrido em janeiro de 2013, ainda se arrasta pelos escaninhos da justiça.

Já o processo do pedalinho, do sítio do amigo, do cão mordido por cobra, do barco de lata e do tríplex sem escritura avança atendendo ao clamor dos barões da mídia e da canalha empuleirada na arte arquitetônica de Oscar.

Seria devaneio cogitar o crescimento em contas no exterior com titulares brasileiros, regada a propinas, desde abril de 2016?

Ou entrega do pré-sal, retomada do trabalho escravo, aumentos semanais nos combustíveis, perdões bilionários de dívidas, pressão para votação do fim da previdência pública, congelamento de orçamento da saúde e educação por vinte anos, seriam tudo “almoço grátis’?

A mesma burocracia que desfraldou a teoria do domínio do fato para condenar sem provas alto dirigente do governo eleito, diz que esta teoria não se aplica para caso de governador emplumado.

A burocracia de sangue azul que abre processo para apurar morte de cachorro da ex-presidenta em procedimento veterinário, é a mesma que não se estimula a apurar denúncia de propinas de empresas de tv para televisionamento de competições esportivas internacionais, evidenciadas em investigações fora do país.

Diante de tudo isto, o que é a condução coercitiva de reitores de universidades públicas brasileiras, sem negação prévia das vítimas da brutalidade estatal em comparecer para depoimento?

O sonho mblista?

O desejo ardente dos censuradores da doutrinária e partidária ‘escola sem partido’?

O “cala boca” dos manda chuvas do golpe no meio acadêmico universitário para não se atreverem a denunciar o entreguismo propineiro?

Seja o que for, certamente é nada para o estado policialesco moralista que livrou esposa de bandido que movimentou contas no exterior com dinheiro de propinas porque “ela não sabia”.

Na esteira do moralismo estatal, o fundamentalismo igrejeiro de padres e pastores ensandecidos contra a arte “perversa”, “suja”, ao melhor estilo do nazifascismo, encontrando abrigo para a canalhice medieval da “cura gay”.

Aliás, tudo bastante alinhado ao moralismo anticorrupção hitleriano que glorificava servidores públicos alemães no hipertrofiado e ditatorial estado alemão, ampliado após ascensão nazista, conforme descreve no seu “Minha Luta”, entre ataques a judeus, comunistas, negros, doentes, mulheres, eslavos…

Ou não seria este um ataque massivo da alta burocracia, braço estatal de teologias medievais, contra a ciência que obriga à crítica, representada pelas universidades públicas, que resistem ao entreguismo golpista?

O embate da fé e sua imutabilidade eterna que desdenha de provas, contra a ciência que as exige e sua necessária dialética.

Não é a defesa da besta estatal que deve ser feita, mas dos trabalhadores.

A besta pica traiçoeiramente e inocula sua peçonha, por natureza, como o escorpião que cruza o rio nas costas do sapo (barbudo?).

A lição deve ser aprendida definitivamente.

“A mão que balança o berço” é do povo, que não deve proteger quem a persegue, censura e mata.

Não basta reformar o Estado burguês moralista, pirotécnico e policialesco, deve ser denunciado e superado, ou a história se repetirá, como farsa, como tragédia e como burrice.
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Fonte: Viomundo

Luís Carlos Bolzan é psicólogo.

segunda-feira, 26 de setembro de 2016

Lava Jato estaria em um processo de Eutanásia?

Por Paulo Franco






Com as ações que vem ocorrendo ultimamente na Lava jato, eu tive um insight que pode ser visto como um absurdo, mas que também não é impossível. 

Como temos visto, sejamos nós petistas, tucanos, intelectuais ou cidadãos comuns, a Lava Jato, desde que foi criada, vive somente em função do PT.   Todas as  delações de outros políticos que não do PT, não recebem nenhuma atenção do MP e do Judiciário.  E a maioria delas com denúncias de propinas de forma clara e repetidas por mais de um delator.

É de conhecimento público também que há inúmeras citações e até denúncia explícita de recebimento propinas de políticos de outros partidos que não o PT,  tem sido feitas pelos investigados que aceitaram (coercitivamente ou não) a delação premiada.  Os principais partidos em questão são o PSDB, o PMDB, o PP, o DEM.

Como disse anteriormente, os responsáveis pela condução da operação Lava Jato, tem investigado, denunciado e prendido somente políticos do PT, ignorando as fraudes e crimes dos demais partidos, o que demonstra não só uma parcialidade, mas também uma missão explicita em atingir o PT.

Como a sociedade começão a cobrar essa posição esdrúxula, anti-ética e inconstitucional,  do sistema de justiça, a saída para não atingir os políticos implicados que não são do PT, é minar, atrofiar ou extinguir a operação Lava Jato.  A estratégia adotado, parece ser a eutanásia, caracterizada pelas mais recentes ações  sobre Lula e Mantega, no intuito de desacreditar a operação Lava Jato.

O Ministério Público, sob a batuta do Procurador da República Deltan Dellagnol,  promoveu um espetáculo circense na quarta feira passada, criando um cenário burlesco, com diagramas, esquemas, fluxogramas, organogramas, mapas e outras figuras usadas em apresentações de alto nível, colocando Lula como um poderoso chefão, à la Dom Corleone, causando inveja em Mario Puzo e autores das novelas da 7, da TV Globo.




A apresentação maravilhosa na forma e medíocre no conteúdo, foi e ainda está sendo criticada por toda a comunidade jurídica, por magistrados na ativa e aposentados, por muitos procuradores e promotores, pela imprensa e até por um dos jornalistas mais anti-petista e anti-Lula conhecidos no país, o Reinaldo Azevedo da Revista Veja. "Dellagnol, cadê as provas?", escreveu o jornalista. 

O espetáculo se desdobra, tornando-se dantesco, com a coragem do Juiz Moro em aceitar as denúncias apesar da falta de um mínimo de provas, e da forte reação de juristas, de políticos e da comunidade acadêmica, se expondo de forma irremediável.

Quando pensamos que esse grupo atingiu seu limite do desrepeito aos direitos civis, praticando atrocidades ao arrepio da lei, da ética e da civilidade, a gente de repente assiste a uma cena chocante, que foi a prisão de um ex-ministro de estado, num hospital, que estava acompanhando sua esposa que estava em preparação para entrar no centro cirurgico para se submenter a um delicado procedimento.

O ato praticado pela PF em conjunto com o MP e  o Judiciário tem agravantes que o torna inadmissível e que realmente teve o objetivo - além de destruir psicológica e moralmente Mantega, petistas e humanistas em geral - de desmoralizar a operação Lava Jato.

Esses agravantes se configura, primeiro na fragilidade das razões para a decretação da prisão temporária, uma vez que o ex-ministro tem residência fixa, tem se colocado a disposiçao da justiça sempre que necessário, não há risco de fuga do país, já que sua esposa é vitima de doença grave, não existe risco de comoção social.

Outro agravante foi a soltura do ex-ministro no mesmo dia, em função da reação das instituições e da sociedade civil, foi uma confissão do juíz Sérgio Moro, de que a prisão, além de ilegal, foi desnecessária.

A revelação de que a ordem de prisão foi assinada em agosto, demonstra que houve uma administração política da execução da prisão, pera gerar um impacto na mídia e na sociedade expondo visceralmente o ex-ministro e o Partido dos Trabalhadores.  Parece-me que dois fatores podem ter influenciado na decisão da prisão ocorrer exatamente naquele dia: (i)  O espetáculo promovido a poucos dias antes pelo Ministério Público, alegando que Lula seria o maior criminoso do mundo de todos os tempos, sem apresentar uma prova sequer e também (ii) o conhecimento pela Polícia Federal e o Ministério Público de que a esposa do Ministro iria se submeter a uma cirurgia naquela data.




Como sabemos um dos fatores que motivaram o Parlamento a afastar a Presidenta da República Dilma Rousseff foi a necessidade de estancar o processo investigativo e judicial da Operação Lava Jato, já que a maioria dos parlamentares golpistas tem delações de recebimento de propinas apurados por esta operação.

Só na delação de Sérgio Machado, Renam Calheiros foi citado 106 vezes, José Sarney ex-Presidente da República e ex-Senador foi citado 52 vezes.  Aécio Neves, Senador, foi citado 40 vezes.  Michel Temer, Presidente da República foi citado 24 vezes. 

Essa motivação foi declarada pelos próprios parlamentares envolvidos no golpe e altos funcionários da Petrobras, divulgada em vídeo vazado à imprensa, portanto de conhecimento público. 

O golpe foi um sucesso, resta agora administrar a atrofia da operação Lava Jato. Os responsáveis pela Lava Jato, Daltan Dellagnol (MPF) e Sérgio Moro (Judiciário), não tem demonstrado atingir indivíduos, políticos ou não, que não sejam petistas. Pelo menos é o que mostra a realidade até o momento. 

Todavia, seguro morreu de velho e prevenir não é remediar. Para os políticos implicados na corrupção, melhor seria estancar as investigações e os processos do que confiar na seletividade, na parcialidade da justiça, ficando sempre na insegurança do que poderia acontecer. 

A hipótese da eutanásia que pode até ser absurda mas não impossível, é de que os responsáveis pela Lava Jato (Daltan Dellagonol e Sérgio Moro), em consonância com a necessidade dos políticos implicados, até agora não processados, estariam provocando uma "eutanásia" na Lava Jato, cometendo atos intempestivos, agressivos, desproporcionais, desrespeitando direitos civis e o devido processo penal. 

O objetivo destas ações seria criar um clima de reprovação, de aversão e até de indignação, não só dos políticos envolvidos, como também dos demais políticos, das instituições e até da sociedade civil.

Com a pressão das instituições e da sociedade em geral, a operação Lava Jato entraria num processo de inanição que mais cedo ou mais tarde, ficaria tão desacreditada que sua extinção passaria a ser só uma questão de tempo.  Provavelmente passando por um período de ostracismo até ocorrer  a morte definitiva, com sua extinção,  o arquivamento dos processos e  o aborto das investigações. 

Promoções  para cargos mais importantes e mais bem remunerados são instrumentos eficientes para recompensar os integrantes da operação, tanto pela precioso trabalho na condenação de adversários políticos, bem como pelos desgaste perante a sociedade, por não processar e condenar políticos aliados e grandes empresários. As recompensas têm que cobrir  também o desgaste moral em função da promoção da Eutenásia da Lava Jato, assumindo todo o ônus, sem compromenter figuras mais importantes e diretamente interessada na extinção dessa operação.

domingo, 25 de setembro de 2016

Dilmaladra e Lularápio

Por Paulo Franco
Renam Calheiros foi citado 106 vezes, Aécio Neves 40 vezes, Lula 3 vezes e Dilma Rousseff nenhuma vez, na delação de Sérgio Machado















As palavras mais ouvidas entre os conservadores entre os extremistas de direita e antipetistas patológicos é Dilmaladra e Lularápio, entre outras expressões. 

Também vimos entre esses público, que nas manifestações, usam a camisa amarela da CBF, numa alusão fantasiosa de que são patriotas e contra a corrupção.  Além disso, como figura de divulgação impactante, confeccionaram bonecos de Lula e Dilma com uniformes de presidiários, com a máscara característica de assaltante. 

Todavia, o que vemos é uma realidade diferente, onde os verdadeiros corruptos e assaltantes do erário público são outros, inclusive não só ignorados, mas apoiados pelo grupo de camisas amarelas, como Aécio Neves, Eduardo Cunha, Michel Temer, Renam Caleiros, Roméro Jucá, Agripino Maia, Demóstenes Torres, entre outros tantos. 

Esse cenário nos revela uma informação muito importante, sobre o caráter e o nível intelectual dos camisas amarelas.  Pessoas ou grupo de pessoas com essa postura não podem ser inteligente, esclarecidas e muito menos íntegras, justas, patrioticas. 

O jornalista Severino Motta, na coluna "Radar On-line" de Maurício Lima, de 15 de junho passado,  nos trouxe informações extremamente importante, desprezadas pela mídia e, o mais grave, pelo Ministério Público Federal e o Judiciário Federal. 

Observe a transcrição "ipsis literis" do texto do jornalista:
Nos acordos e termos de delação premiada de Sérgio Machado e sua família, 
  • Renan Calheiros, é citado 106 vezes.
  • A palavra propina foi usada em 85 ocasiões.
  • O ex-presidente José Sarney é citado 52 vezes; 
  • o nome do senador Aécio Neves aparece 40 vezes; 
  • Michel Temer em 24; 
  • Lula três vezes e 
  • Dilma Rousseff  nenhuma vez.

Cabe lembrar, embora acredite que todos saibam, que a Revista Veja é a mais conservadora, mais anti petista, mais anti Lula do país e um grande instrumento da oligarquia brasileira, para impedir avanços progressistas.

Abaixo, imagem da coluna RADAR ON-LINE, com a referida publicação.

 


sábado, 20 de fevereiro de 2016

A Justiça é Cega ou deveria ser?

Por Paulo Franco 

A 2ª Câmara Civil do Tribunal de Justiça do Paraná, sentenciou um funcionário demitido por um empresa do Vale do Itajai, a pagar R$ 3.000,00 por danos morais ao patrão.


Sérgio Moro e demais juízes que usam a opinião pública e a força das instituições alheias ao judiciário, para sustentar suas sentenças, deveriam mirar-se no exemplo abaixo.

A 2ª Câmara Civil do Tribunal de Justiça do Paraná, sentenciou um funcionário demitido por um empresa do Vale do Itajai, a pagar R$ 3.000,00 por danos morais ao patrão. O funcionário havia ofendido o patrão por mais de uma vez.


A frase "A justiça é cega", é uma máxima que não significa que a justiça não enxerga o que deveria enxergar.  Mas exatamente o contrário, ela não deve enxergar o que não deve enxergar, para enxergar somente o que deve ser enxergado. 

Então, ela deve ser cega para tudo aquilo que impede que a justiça seja plenamente justa, se o réu ou a vítima é pobre ou rico, negro ou branco, católico ou ateu, comunista o fascista. Também deve ser cega para a opinião pública, para o poder econômico, para o poder político, para o poder da Imprensa. 

A justiça é cega para tudo que não seja exatamente o que esteja envolvido nos autos do processo, o crime cometido, as provas coletadas que devem ser objetivas, concretas, irrefutáveis, os princípios do direito brasileiro, a presunção da inocência, o direito ao contraditória, o respeito ao devido processo penal, etc etc.
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Embargos Infringentes: O voto (histórico) do Decano Celso de Mello 
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Os olhos da justiça devem estar bem aberto e concentrados nos autos e fechados para tudo o mais.  O pedido de apoio à opinião pública e à sociedade civil organização (instituições) vai contra a essência da atividade jurisdicional, da atividade da magistratura, que é julgar com total independência de forças e fatores exógenos aos autos do processo.

Lembremos um trecho essencial e extremamente importante do decano Celso de Mello, por ocasião do julgamento da admissibilidade do recurso jurídico denominado "embargos infringentes".
"Se é certo, portanto, Senhor Presidente, que esta Suprema Corte constitui, por excelência, um espaço de proteção e defesa das liberdades fundamentais, não é menos exato que os julgamentos do Supremo Tribunal Federal, para que sejam IMPARCIAIS, ISENTOS e INDEPENDENTES, NÃO PODEM EXPOR-SE A PRESSÕES EXTERNAS, como aquelas resultantes do clamor popular e da pressão das multidões, sob pena de completa subversão do regime constitucional dos direitos e garantias individuais e de aniquilação de inestimáveis prerrogativas essenciais que a ordem jurídica assegura a qualquer réu mediante instauração, em juízo, do devido processo penal." (Min. Celso de Mello)
Diante disso, podemos entender com muita clareza e serenidade o quando essa fala do Juiz Federal Sergio Moro é uma heresia, uma aberração à conduta de um Magistrado.  Isso depõe contra a sua


Muitos casos e posturas contraditórias tem estimulado a falta de confiança e credibilidade no judiciário brasileiro, levando a críticas questionamentos com ditos populares do tipo "2 pesos e 2 medidas" ou ainda "pau que bate em Chico não bate em Francisco?"

Dentre os inúmeros casos questionáveis, só para ilustração, destaco 3 casos: (i) A diferença descomunal do tratamento judicial para os dois Mensalões, o tucano e o petista. (ii) A prisão de Marice Corrêa Lima, cunhada de João Vaccari, vis a vis a NÃO prisão de Claudia Cruz e Danielle Cunha, esposa e filha de Eduardo Cunha. (iii) A prisão instantânea do senador Delcídio do Amaral e a NÃO prisão de Deputado Federal Eduardo Cunha.

 

O que eu e, certamente, a grande maioria dos brasileiros gostaria de ver é uma justiça cega.  Cega de verdade, ou seja na atuação das Polícias Militares, Ministérios Públicos Estaduais, Judiciários Estaduais, Polícia Federal,  Ministério Público Federal, Judiciário Federal, Tribunais Superiores de Justiça, Procuradoria Geral da República e Supremo Tribunal Federal Justiças Federais. O Poder Judiciário deve muito ao Brasil, demonstrando atraso operacional e civilizatório e também, comprometimento com classes sociais e políticas.


Referências: Empório do Direito

domingo, 7 de junho de 2015

PEDIATRAS de todo o Brasil fecham questão CONTRA a redução da maioridade penal

Por Paulo Franco



A questão da redução da maioridade penal que está em discussão no Câmara dos Deputados é, senão a mais importante, uma das mais importante em termos de nível de afetação do futuro da sociedade brasileira.

A OAB, o MPF e MP estaduais, Magistrados, Juristas e até o ex-Ministro do STF Aryres Britto têm assegurado que a mudança é inconstitucional.  Mas mesmo os que não vêem a inconstitucionalidade, não são favoráveis à alteração.  

Todos os ex-ministros dos Direitos Humanos dos governos FHC, Lula e Dilma são contra a redução da maioridade penal e alegam ainda, que o povo brasileiro está sendo enganado.  O diplomata Paulo Henrique Pinheiros, José Gregori e Gilberto Sabóia, ex-Ministros de FHC, Nilmário Miranda, Mário Mamede e Paulo Vannuchi, ex-Ministros de LULA, Maria do Rosário, Ideli Salvati ex-Ministras e o atual Ministro Pepe Vargas do Governo Dilma, assinaram um documento contra a PEC 171. 
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O diplomata e ex-ministro do governo FHC Paulo Sérgio Pinheiro foi além e disse que a população é "engabelada e enganada por parlamentares financiados pela indústria de armas. Parlamentares oportunistas, eleitos graças a empresas ligadas às armas e às igrejas fundamentalistas, aprovaram a nefanda PEC e tentam impor uma agenda de direita”.