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quinta-feira, 14 de fevereiro de 2019

Las consecuencias económicas del boicot a Venezuela

CELAG



El talón de Aquiles de América Latina sigue siendo su sector externo. Estados Unidos (EE. UU.) es consciente de esta fragilidad y la utiliza en su provecho, como con Cuba, que lleva 6 décadas con un embargo sobre su sector externo. Todos los países que hoy son calificados como “milagros económicos” de desarrollo reciente, en gran parte lo son porque lograron disminuir la dependencia del sector externo. En efecto, la estrategia desarrollista basada en las exportaciones, no sólo es una política activa de desarrollo económico, también es una política estratégica de soberanía.

La historia de Latinoamérica ha demostrado que las crisis empiezan y terminan con un desbalance con el exterior, ya sea por una caída de los precios internacionales de las materias primas, una fuga masiva de divisas o por un descalce del financiamiento de la deuda externa. Cualquiera de estos caminos detona, en última instancia, una crisis de financiamiento de divisas y un ajuste de la economía doméstica vía tipo de cambio.

quinta-feira, 21 de maio de 2015

Petrobras ou Vale, qual mesmo está em maus lençóis?

Por Paulo Franco


O desempenho da Petrobras é realmente tão ruim como é amplamente divulgado pela imprensa e pelos analistas financeiros?  Para fundamentar minha análise vou usar uma das maiores empresas nacionais, a Vale. 

Como sabemos a Vale foi privatizada, enquanto que a Petrobras não, continuando como em empresa estatal de capital misto.

O interesse pelos paralelo que pretendo construir tem as seguintes  razões objetivas:
  • há uma discussão doutrinária e até ideológica quanto a questão do desempenho entre uma empresa privada e uma estatal.
  • Ambas as empresas tem tamanho e importância semelhantes, tanto no cenário doméstico quanto no cenário internacional.
  • Ambas as empresas atuam em segmentos semelhantes, tendo relação direta com o mercado de commodities.
  • Há uma crença que uma empresa privada, aqui representada pela Vale, é mais eficiente, imune de corrupção e praticas viciadas como o nepotismo, com mais liberdade de gestão, com mais velocidade no processo de decisório e portanto com resultados e retorno do capital melhores. 
  • Há uma crença na mesma linha, que uma empresa estatal, aqui representada pela Petrobras, é muito ineficiente,  consumida pela corrupção, vulnerável ao intervencionismo nocivo do estado, palco de praticas que vai do nepotismo e outras fraudes, com um processo decisório lento e por conseguinte apresenta baixos resultados com retorno de capital extremamente baixo. 


EVOLUÇÃO DO LUCRO



Para facilitar a percepção, plotei a evolução dos lucros líquidos anuais das duas empresas, no gráfico ao lado.

Através do gráfico fica fácil perceber que o desempenho da Petrobras foi melhor do que o da Vale no período de 2002 a 2014.
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Outra variável fundamental a favor da Petrobras é a volatilidade (risco) dos resultados obtidos ano a ano.  Os resultados da Petrobras tem baixa variabilidade, além de ter sido sistematicamente crescentes não sendo observado prejuízo em nenhum ano nesse período.

quinta-feira, 23 de abril de 2015

Lucro efetivo da Petrobrás surpreende e cresce 24%


Por Paulo Franco



  • A Receita Líquida foi de 337,3 bi, contra 304,9 bi em 2013 (+11%)

  • O Lucro Bruto foi de 80,4 bi contra 70 bi em 2013 (+15%)

  • O Lucro Líquido foi de 29,2 contra 23,6 bi em 2013 (+24%)














A divulgação do balanço da Petrobras passou a ser um dos fatos mais emblemáticos e importantes que aconteceu nestes últimos tempos, não só para o Brasil e para o exterior também.

Essa divulgação tem sido aguardada com muita expectativas pois diversos os segmentos da sociedades que são impactados pela empresa, seu comportamento, seu desempenho e suas decisões estratégicas. Destaca-se aí o mercado de ações e de crédito, o mercado de mão de obra, as empresas fornecedoras de equipamentos e matéria primas, as reservas de óleo e gas, sua exploração e distribuição dos derivados, o mercado internacional, os grandes players e outros tantos segmentos.
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As demonstrações foram divulgadas hoje, mas embora eu não tenha os números nos detalhes necessários para se fazer uma análise mais rigorosa, resolvi fazer algumas considerações, que considero extremamente importantes, embora com ainda não conclusivos. Qualquer Contador sabe que os ajustes efetuados não se referem especificamente ao ano de 2014. As empresas utilizam-se do regime de competência, onde receitas e despesas são contabilizadas conforme a sua efetiva utilização e não ao registro da operação ou do pagamento ou recebimento. 

Portanto é totalmente fora de propósito, qualquer afirmação de que o lucro de 2014 caiu X% em relação a 2013 e também que o lucro de 2014 foi o menor desde 1991, ou qualquer outra comparação dessa natureza. 

Esses ajustes referem-se ao período de 2004 até 2014. Mas o regime de competência não é aplicado para o passado, mas tão somente para o futuro, portanto o lançamento tem que ser feito, independentemente de sabermos que, efetivamente, esses números não são reais, portanto incoerente a comparação sem uma adequação anual. 

Usando um critério simples utilizados para análise que é a eliminação dos ajustes, para que os números sejam coerentes com os demais anteriores, e assim identificarmos qual foi o desempenho, de fato, da empresa nas suas operações normais. 

Embora não tenhamos ainda os números contáveis nos detalhes necessários, algumas conclusões já podemos tirar. Os ajustes foram 6,2 bi da corrupção e 44,6 bi de reavaliação dos ativos, que soma 50,8 bi.

  • A Receita Líquida foi de 337,3 bi, contra 304,9 bi em 2013 (+11%)
  • O Lucro Bruto foi de 80,4 bi contra 70 bi em 2013 (+15%)
  • O Lucro Líquido foi de 29,2 contra 23,6 bi em 2013 (+24%) 

O Lucro de 29,2 bi conseguidos em 2014 foram reduzidos a um prejuizo de 21,6 bi, devido à dedução dos 50,8 bi já citados acima. 

Amanhã, dia 23 quinta-feira, os mercados refletirão os números divulgados nos preços dos papeis.  O dia promete ser bastante volátil, pois além da avaliação dos impactos decorrentes dos números divulgados, há o confronto entre compradores e vendedores, um confronto de diferentes expectativas em relação ao futuro da empresa. 

Evidentemente que os analistas das instituições financeiros e dos fundos de investimentos e corretoras de valores se debruçarão sobre esses números para avaliar o quando as perdas contabilizadas afetam o atual valor da empresa no mercado e também, como os resultados operacionais e financeiros, devidamente expurgados, afetam as expectativas futuras da empresa em termos de trajetória de geração de resultados.


quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

O Fantasma Cambial que Assombra a Presidenta Dilma

Por Paulo Franco



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CORRIGINDO INFORMAÇÕES EQUIVOCADAS DA IMPRENSA SOBRE A COTAÇÃO DO DOLAR EM RELAÇÃO AO PASSADO.

Eu decidi fazer esse adendo em função de cometários totalmente equivocados divulgados pela grande mídia no Brasil sobre a cotação atual do dolar em relação às cotações passadas.   Como já disse aqui, nossa grande imprensa, incluindo os analistas econômicos e políticos não são confiáveis. 

Seus comentários são mais uma discurso de guerra ao atual governo do que uma explanação técnica, séria e verdadeira da realidade.  Por isso tenho alertado às pessoas a não tomarem decisões, principalmente de investimento, com base nas informações divulgadas por esses jornalistas do grupo Globo, Estadão, Abril, Band, etc. 

No dia 28/07/2015 o dólar fechou cotado a R$3,38 e os jornalistas, por ignorância ou por má-fé divulgaram que a cotação estava próxima do valor atingido em 10 ou 12 anos atrás.  Ora não se pode falar em qualquer preço, seja de ativos financeiros ou outros bens sem considerar uma atualização monetária.  Afinal, vivemos mundo onde a inflação é uma realidade inexorável. 

Neste trabalho, desenvolvido em fevereiro deste ano, mostrei alguns picos do dólar no passado e sua atualização monetária para o mes de janeiro deste ano.  No último gráfico, ao final do trabalho pode ser constatado que o valor de 22/10/2002 atualizado para janeiro deste ano seria de R$ 8,38.

Com a atualização para 28/07/2015, esse valor seria de R$ 8,84.  A cotação nessa data como já disse anteriormente foi de R$ 3,38, portanto a moeda brasileira deveria desvalorizar mais de 100% para encostar no pico conseguido no final do governo de FHC. 

Vale ressaltar que no governo FHC a volatilidade dos preços não só do dólar como também dos preços em geral era extremamente elevada e variações de 100% no dólar ocorreu mais de uma vez.   Mas também é importante lembrar que o cenário naquela ocasião era degradante, tanto nas contas públicas internas como nas externas.  O Brasil estava extremamente vulnerável, em frangalhos e a volatilidade era uma consequência natural, embora danosa e pessima para a sociedade e o país. 


31/07/2015
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INTRODUÇÃO


A variação da cotação do dólar tem sido alvo de discussões por economistas, analistas financeiros e principalmente comentaristas econômicos dos jornais televisivos. Tem até gerado um certo nível de apreensão.

No final de 2013 o dólar já vinha sofrendo uma pressão compradora e fechou 2013 em R$ 2,34. A pressão altista continuou mantendo a cotação entre R$ 2,30 e R$ 2,40 em janeiro e fevereiro.

Em março a pressão altista diminuiu e as cotações mantiveram-se em torno de R$ 2,20 no período de abril até agosto.

Em setembro, já perto das eleições o dólar retomou um processo altista, desta vez mais forte atingindo em novembro cotações inéditas para o período pós crise financeira global. A moeda americana subiu 4,3% em setembro, 4,1% em outubro, 3,4% em novembro e 7,0% em Dezembro. A moeda americana fechou o ano de 2014 cota a R$ 2,6541, com uma valorização de 21% no segundo semestre.

 

Real brasileiro x Dólar americano



 

É O FED QUEM DETERMINA A COTAÇÃO DO DOLAR NO BRASIL


As primeiras explicações para o comportamento da taxa cambial, expressadas pelos analistas e comentaristas midiáticos residiam na reeleição da candidata petista, na indefinição da nova equipe econômica, na deterioração dos parâmetros macroeconômicos domésticos e na crise na Petrobrás.

Todavia num exame mais cuidadoso podemos verificar que os parâmetros macroeconômicos e políticos internos influenciam as cotações do dolar no Brasil, mas não na relevância que se imagina. O verdadeiro "driver" da trajetória do câmbio brasileiro é o FED (Federal Reserve). Sim o órgão americano equivalente ao Banco Central brasileiro.
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Como já é do conhecimento de todos, os Estados Unidos adotou um programa de estimulo à economia (QE - Quantitative Easing), com a injeção de US$ 85 bilhões de dólares mensais.

Em 2013, de janeiro a abril a cotação da moeda americana situava-se ao redor de R$ 2,00. A partir de maio com o rumor do encerramento do programa de estímulos à economia (QE), a cotação da moeda americana no Brasil começou a sofrer uma pressão altista, atingindo em meados de agosto a cotação máxima de R$ 2,45, quando o FED adiou o corte dos estímulos e a moeda inverteu a pressão e passou a cair, se estabilizando numa faixa entre R$ 2,15 e R$ 2,20.

domingo, 29 de setembro de 2013

Velhos ou Ricos? O Desafio da Educação


Por Ricardo Amorim  para Revista ISTO É




O dia 9 setembro de 2013 pode entrar para a História. Foi promulgada uma lei capaz de transformar a sociedade e a economia brasileiras: 75% dos royalties da exploração do pré-sal serão destinados à educação pública e os 25% restantes irão para a saúde pública.

Esta pode ser a semente de grandes mudanças no Brasil, mas nada ainda está garantido. Estima-se que a educação receberá cerca de R$ 70 bilhões adicionais nos próximos 10 anos. Para isso, a exploração do pré-sal precisa avançar rapidamente. O desinteresse das maiores companhias petrolíferas globais em participar do leilão de exploração do campo de Libra sugere que há riscos. Excesso de protecionismo, ingerência governamental e incertezas políticas afastaram grandes empresas americanas e européias ̶ aliás os mesmos fatores que tem esvaziado leilões de concessão de rodovias.

Sem os investimentos para a exploração do petróleo, os royalties que garantiriam a melhora da educação não existirão. Pior, quanto mais demoramos para investir, mais os EUA avançam na exploração do seu gás de xisto, potencialmente reduzindo a atratividade de investimentos no pré-sal brasileiro.

Além disso, dinheiro apenas não melhora educação. Só nos dois minutos que você leva para ler este artigo, mais de R$1 milhão é investido em educação pública no Brasil. Desde 2006, um forte crescimento da arrecadação de impostos já tem permitido aumentos significativos dos investimentos em educação, mas a melhoria dos indicadores de desempenho dos alunos tem sido modesta. Entre 148 países analisados pelo último relatório do Fórum Econômico Mundial, o Brasil ficou em 124º em qualidade e acesso à educação.

quinta-feira, 6 de junho de 2013

DEUTSCHE BANK: Brasil crescerá 3,5% a.a.

Na contramão da maioria das atuais previsões, banco alemão diz que problemas da economia brasileira são cíclicos e vê o país crescendo 3,5% ao ano no médio prazo.


País possui bons fundamentos econômicos e sofre com a valorização do real, avalia.   Mesmo com um crescimento econômico estimado em somente 1,5% para este ano, um relatório do Deutsche Bank estima que o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro vai crescer no mínimo 3,5% ao ano no médio prazo.

O relatório, preparado pelo economista Markus Jäger, diretor do centro de pesquisa do Deutsche Bank, diz que isso se deve à provável recuperação do cenário econômico global, aos sólidos fundamentos da economia brasileira e às reformas estruturais levadas adiante pelo governo, além da diversidade de produtos brasileiros voltados para a exportação – principalmente para a China.

"A taxa de crescimento econômico praticamente dobrou nos últimos dez anos e passou de 2% a 2,5% ao ano para quase 4%. A recuperação cíclica será acompanhada, ainda, da criação de uma maior poupança interna e de mais investimentos, o que torna muito improvável que a economia brasileira vá crescer menos do que 3,5% no médio prazo", afirmou Jäger à DW Brasil.

Principal parceiro comercial

A China – hoje a segunda maior economia do mundo – é o maior parceiro comercial do Brasil e compra cerca de 17% do total das exportações brasileiras. O país asiático teve um crescimento econômico anual de dois dígitos percentuais nos últimos 30 anos e, segundo Jäger, deverá crescer em torno de 8% no futuro. E a necessidade dos chineses por matérias-primas tem beneficiado o Brasil.

De acordo com o especialista, as relações comerciais do Brasil com a China podem ser consideradas desequilibradas – ou complementares, dependendo do ponto de vista. Os principais produtos brasileiros exportados para lá são commodities – soja, minério de ferro e petróleo –, enquanto 98% das exportações chinesas para o Brasil são de produtos manufaturados.