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sábado, 13 de abril de 2019

Por que dar autonomia ao banco central é ruim?

Por Eric Gil*

Quem está nos bancos centrais veio quase sempre de bancos, são formados para pensar como banqueiros e voltam para trabalhar em bancos ou para bancos. Como deixaremos estes indivíduos “autônomos” dos nossos governos?

autonomia banco central ruim economia paulo guedes governo bolsonaro

De tempos em tempos a questão da autonomia do banco central (BC) volta ao debate público no Brasil. Em um governo de radicais liberais, como é o caso do governo Bolsonaro, era só uma questão de oportunidade para que isto fosse novamente proposto.

Em edição extra do diário oficial desta quinta-feira, foi informado o encaminhamento ao Congresso do projeto de lei complementar que “dispõe sobre a autonomia técnica, operacional, administrativa e financeira do Banco Central do Brasil, define seus objetivos e altera a Lei nº 4.595, de 31 de dezembro de 1964″.

Mas primeiramente, o quê que é essa tal de “autonomia do banco central”?

Segundo uma escola econômica específica, a dos novo-clássicos (que são, grosso modo, economistas liberais), há um grande problema em deixar a política monetária (função do nosso banco central) nas mãos de políticos eleitos, pois eles sempre tentarão gastar o máximo possível de dinheiro para agradar seus eleitores com o objetivo de tentar se reeleger, e com estes gastos públicos gerariam inflação. Na cabeça destes economistas existem dois diferentes reinos, o da virtude e a dos vícios.

terça-feira, 8 de janeiro de 2019

Os números por trás do 'milagre econômico' da ditadura no Brasil


"...Mesmo serviços públicos, como a educação eram restritos e sofreram uma clara erosão de investimentos do Estado. O desenvolvimento da indústria, por outro lado, se deu à custa de muito endividamento público. 

A dívida externa brasileira cresceu em mais de 30 vezes. Se o PIB cresceu como nunca, a repressão limitou o poder de barganha dos sindicatos, e o salário dos trabalhadores amargou duas décadas de reajustes abaixo da inflação...."

quinta-feira, 29 de setembro de 2016

Modelo neoliberal do PMDB/PSDB mostra seu efeito devastador

Por Paulo Franco


Arrecadação tributária em ladeira abaixo.  A queda de 10%  em agosto foi a pior em 7 anos


A missão é reduzir a inflação para baixo de 4%.  Como se apenas um índice econômico fosse o único para ser gerenciado.  Pior ainda, é que esse índice embora alto, vinha numa estabilidade, sem precedentes na história recente do país, ao redor de 6%.   Vale a pena levar a economia do país ao fundo do posso, com consequências sociais devastadoras? 



A estratégia adotada é o modelo neoliberal, que sempre foi a adotada pelo PSDB e demais partidos de direita e agora com total cooptação do PMDB.  Com certeza essa estratégia é adotada porque a conta é paga pelas classes baixas, preservando a renda e o patrimônio das classes altas. 

A receita no modelo econômico neo liberal é (i) diminuir gastos e investimentos públicos, principalmente os investimentos sociais (educação e saúde), sem diminuir os gastos com a classe empresarial, como juros subsidiados para empréstimos e altos juros para aplicação nos títulos públicos, (ii) aumentar juros ou mantê-los altos para diminuir o nível de atividade econômica sem limites até que os preços respondam e a inflação atinja a meta estabelecida. 














As consequências são: (i) Queda na produção das empresas (bancos são imunes). (ii)  Aumento no rombo fiscal, com a queda na arrecadação tributária; (iii) Aumento da divida pública, como consequência da queda da arrecadação; (iv) Aumento do desemprego; (iii) Queda na renda do trabalhador. 

O plano já está a todo vapor e as consequências já aparecem de forma nítida, tanto na queda da produção, como na queda da arrecadação, no aumento explosivo do rombo fiscal, no aumento do desemprego, e também, na queda da renda do trabalhador. 


E quem vai pagar o PATO (da FIESP), ou melhor,  a conta será o trabalhador, o pobre, que por ironia e vitima da manipulação da midia e de seus superiores no trabalho, apoiaram a queda de Dilma e , consequentemente, a entrada desse modelo perverso para ele mesmo.

terça-feira, 28 de julho de 2015

Crise da China se agrava para o pior nível desde 2008

Por Paulo Franco





A crise internacional não acabou, embora William Wack, Miriam Leitão, Carlos Sardenberg e outros "entendidos" de economia insistem nessa tecla. É muita falta de conhecimento ou muita falta de caráter, infelizmente.

Para pessoas de nível universitário, principalmente para aquelas que são formadas em Economia, Administração, Engenharia e cursos correlatos e também aquelas pessoas formadas em outros cursos mas que tenham um MBA ou uma pós graduação ligada à economia e finanças é inaceitável serem manipulados por esses meios de comunicação,
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A crise internacional não mostra nenhuma luz no fim do túnel por enquanto. Uns países sofreram mais outros menos, uns no começo e outros atualmente.

Há dificuldades mais suaves e há crises mais duras como os casos da Grécia, Portugal, Espanha, Itália,

A China segunda maior economia da mundo está vivendo o seu pior momento da crise. Depois de crescer algo em torno de 15% a a, está agora crescendo abaixo de 7% e com perspectivas cada vez piores. Imaginem a 2ª economia do mundo perdendo 8% em relação ao crescimento de 2008.

Venho dizendo que o maior driver político eleitoral do Brasil é o desempenho da economia chinesa. Seu mau desempenho não foi suficiente para promover a inversão política no Brasil em 2014, mas pode ser em 2018.

Se o cenário ruim da China permanecer ou piorar o risco dos partidos da situação perderem a eleições em 2018 aumentará muito, tornando a derrota praticamente certa.

A não ser que as autoridades econômicas promovam milagres tipo, reverter expectativas dos consumidores e do empresariado, apostando no fortalecimento do mercado interno. Uma tarefa quase impossível, principalmente, com o atual modelo de política econômica adotada pelo governo, a partir deste ano, com elevação excessiva das taxas de juros, aumentando excessivamente as despesas de juros do governo e ao mesmo tempo diminuindo arrecadação, tornando o déficit nominal cada vez mais insustentável e a estagnação inevitável.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

As 3 Grandes Falácias sobre a Inflação no Brasil

Por Paulo Franco


O comportamento da inflação no Brasil é um dos temas mais debatidos pela imprensa escrita e televisiva, pelos analistas econômicos e os políticos da oposição e situação.  Dentre os temas debatidos, o mais polêmico, indiscutivelmente, é a existência ou não do descontrole da inflação, um dos parâmetros mais importantes da economia. 

Diante desse debate, identifiquei 3 falácias que são ditas repetidamente por economistas e analistas do mercado, que merecem ser destacadas.


PRIMEIRA FALÁCIA: 

FHC REDUZIU A INFLAÇÃO DE 916% EM 1994 PARA 22,4% NO SEU PRIMEIRO ANO DE GOVERNO, 1995. 



Porque digo que é uma falácia e não uma mentira?  Porque não é uma mentira.  O números estão corretos, a inflação no ano de 1994 foi realmente 916% e a inflação em 1995 foi realmente 22,4%.

Mas se os números estão corretos onde está o problema?  Na verdade há uma ilusão matemática, por isso é que se caracteriza numa falácia e não numa mentira.
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O Plano Real entrou em vigor em julho, dividindo o ano de 1994 em dois momentos nitidamente distintos em termos de inflação.  No primeiro semestre, portanto, antes do Plano Real a inflação estava na casa dos 5.000% e crescente, chegando em junho com uma taxa mensal anualizada superior aos 10.000%.

No segundo semestre, já no mês de julho, com a entrada do Plano Real em vigor, a taxa mensal anualizada despencou para 121% e em seguida ficou nos níveis de 20%.  Em outras palavras as taxas de inflação do segundo semestre não tinha nenhuma relação com as taxas do primeiro semestre.  Não houve um precesso de declínio, de queda, mas sim uma ruptura, um quebra no processo de formação dos preços nos mercados.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

O Fantasma Cambial que Assombra a Presidenta Dilma

Por Paulo Franco



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CORRIGINDO INFORMAÇÕES EQUIVOCADAS DA IMPRENSA SOBRE A COTAÇÃO DO DOLAR EM RELAÇÃO AO PASSADO.

Eu decidi fazer esse adendo em função de cometários totalmente equivocados divulgados pela grande mídia no Brasil sobre a cotação atual do dolar em relação às cotações passadas.   Como já disse aqui, nossa grande imprensa, incluindo os analistas econômicos e políticos não são confiáveis. 

Seus comentários são mais uma discurso de guerra ao atual governo do que uma explanação técnica, séria e verdadeira da realidade.  Por isso tenho alertado às pessoas a não tomarem decisões, principalmente de investimento, com base nas informações divulgadas por esses jornalistas do grupo Globo, Estadão, Abril, Band, etc. 

No dia 28/07/2015 o dólar fechou cotado a R$3,38 e os jornalistas, por ignorância ou por má-fé divulgaram que a cotação estava próxima do valor atingido em 10 ou 12 anos atrás.  Ora não se pode falar em qualquer preço, seja de ativos financeiros ou outros bens sem considerar uma atualização monetária.  Afinal, vivemos mundo onde a inflação é uma realidade inexorável. 

Neste trabalho, desenvolvido em fevereiro deste ano, mostrei alguns picos do dólar no passado e sua atualização monetária para o mes de janeiro deste ano.  No último gráfico, ao final do trabalho pode ser constatado que o valor de 22/10/2002 atualizado para janeiro deste ano seria de R$ 8,38.

Com a atualização para 28/07/2015, esse valor seria de R$ 8,84.  A cotação nessa data como já disse anteriormente foi de R$ 3,38, portanto a moeda brasileira deveria desvalorizar mais de 100% para encostar no pico conseguido no final do governo de FHC. 

Vale ressaltar que no governo FHC a volatilidade dos preços não só do dólar como também dos preços em geral era extremamente elevada e variações de 100% no dólar ocorreu mais de uma vez.   Mas também é importante lembrar que o cenário naquela ocasião era degradante, tanto nas contas públicas internas como nas externas.  O Brasil estava extremamente vulnerável, em frangalhos e a volatilidade era uma consequência natural, embora danosa e pessima para a sociedade e o país. 


31/07/2015
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INTRODUÇÃO


A variação da cotação do dólar tem sido alvo de discussões por economistas, analistas financeiros e principalmente comentaristas econômicos dos jornais televisivos. Tem até gerado um certo nível de apreensão.

No final de 2013 o dólar já vinha sofrendo uma pressão compradora e fechou 2013 em R$ 2,34. A pressão altista continuou mantendo a cotação entre R$ 2,30 e R$ 2,40 em janeiro e fevereiro.

Em março a pressão altista diminuiu e as cotações mantiveram-se em torno de R$ 2,20 no período de abril até agosto.

Em setembro, já perto das eleições o dólar retomou um processo altista, desta vez mais forte atingindo em novembro cotações inéditas para o período pós crise financeira global. A moeda americana subiu 4,3% em setembro, 4,1% em outubro, 3,4% em novembro e 7,0% em Dezembro. A moeda americana fechou o ano de 2014 cota a R$ 2,6541, com uma valorização de 21% no segundo semestre.

 

Real brasileiro x Dólar americano



 

É O FED QUEM DETERMINA A COTAÇÃO DO DOLAR NO BRASIL


As primeiras explicações para o comportamento da taxa cambial, expressadas pelos analistas e comentaristas midiáticos residiam na reeleição da candidata petista, na indefinição da nova equipe econômica, na deterioração dos parâmetros macroeconômicos domésticos e na crise na Petrobrás.

Todavia num exame mais cuidadoso podemos verificar que os parâmetros macroeconômicos e políticos internos influenciam as cotações do dolar no Brasil, mas não na relevância que se imagina. O verdadeiro "driver" da trajetória do câmbio brasileiro é o FED (Federal Reserve). Sim o órgão americano equivalente ao Banco Central brasileiro.
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Como já é do conhecimento de todos, os Estados Unidos adotou um programa de estimulo à economia (QE - Quantitative Easing), com a injeção de US$ 85 bilhões de dólares mensais.

Em 2013, de janeiro a abril a cotação da moeda americana situava-se ao redor de R$ 2,00. A partir de maio com o rumor do encerramento do programa de estímulos à economia (QE), a cotação da moeda americana no Brasil começou a sofrer uma pressão altista, atingindo em meados de agosto a cotação máxima de R$ 2,45, quando o FED adiou o corte dos estímulos e a moeda inverteu a pressão e passou a cair, se estabilizando numa faixa entre R$ 2,15 e R$ 2,20.

segunda-feira, 14 de julho de 2014

O Verdadeiro Programa da Direita


por SILVIO CACCIA BAVA


"...Segundo os ideólogos da direita, a economia vai mal e o país está sendo levado para uma fase ruim. O PIB é baixo. A inflação é alta. As exportações fraquejam..."




É um exercício de juntar as partes e buscar compreender esse discurso, que agora se torna raivoso, de uma

direita que está presente no espaço público e nos estádios de futebol e já disputa as eleições, com as armas que tem.

Vale tudo para tirar o PT do governo. Seu maior poder é o controle da mídia. É por meio dela que a direita disputa a opinião pública e impõe sua visão de mundo. A internet muda um pouco esse estado de coisas, permitindo a expressão da pluralidade e o questionamento da realidade. Mas ela não tem o poder da TV. Mais de 95% dos domicílios brasileiros têm televisão. E seus moradores, todos os dias, passam horas assistindo a uma variedade de programas, aliás, não tão variados assim.
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Há vários meses está em curso uma campanha, capitaneada pelos principais jornais e TVs, de ataques ao governo e de desgaste da presidente Dilma, da candidata Dilma. A disputa eleitoral, que deveria se transformar num embate entre dois projetos, não aparece assim. É um contínuo martelar de acusações contra o governo federal: corrupção, aparelhamento da máquina pública, má gestão, centralismo, descontrole das obras públicas, leniência com manifestações sociais que atentam contra a propriedade privada e quebram bancos e lojas.

domingo, 8 de junho de 2014

Inflação: Entenda como a Globo engana a população.

Por Paulo Franco


"Nós estamos errados.  Estamos com inflação alta, juros altos e crescendo menos que os outros".  (Carlos Sardenberg)


Nesta quinta feira, o jornal da Globo comentou a ata da reunião do Copom (Comitê de Política Monetária) órgão de define a taxa de juros básica (Selic) para a economia e que serve de referência para a pratica das demais taxas pelo mecado financeiro.

O que me levou a fazer essa análise foi a clara distorção proposital praticada pela equipe do jornal, William Waack, Christiane Pelajo e Carlos Alberto Sardenberg.

Veja o vídeo do JG com o comentário de Sardenberg
William Waack abre o bloco anunciando que o Copom, embora tenha mantida a taxa em 11%, definada na reunião anterior, não descarta aumentos no futuro e emendou informando que o Banco Central Europeu, para evitar a deflação, reduziu a taxa de juros básica para 0,15% a menor taxa da história, como sendo uma grande notícia contrastando com a nossa.

O que William Waack não sabe, e acaba contaminando o telespectador com a sua ignorância, é que a situação da Europa neste caso é extremamente grave.  A deflação é pior do que a inflação, pois ela puxa a recessão.  o Banco Central Europeu tomou a decisão da redução, não por medo da deflação, mas por medo da recessão que está se tornando uma ameaça a alguns países da zona do euro.   O problema da deflação é mais complicado, pois o uso da política monetária é mais limitado, tanto mais quanto mais perto de zero, como os 0,15% atuais.   

William Waack no afã de passar para o publico se ar de deboche recorrente, não se contem e diz a sua segunda besteira, introduzindo o comentarista econômico Carlos Sardenberg com a seguinte colocação: "há duas maneiras de ver a situação, uns dizem que os juros estão funcionando, outros dizem que a inflação está caindo por que a economia está desacelerando".  Sardemberg para não expor o chefe disse que são as duas coisas.  Ora não são as duas coisas, é um processo só.  O objetivo da política monetária é exatamente esse, eleva-se a taxa de juros, o custo do crédito se eleva reduzindo a demanda e por consequencia a pressão sobre os preços.
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Para completar a manipulação do telespectador, Sardemberg solta a pérola de que o Banco Central finalmente concordara com o mercado, reconhecendo que a economia está crescendo menos que o ano passado.  Ora, Sardemberg, para que mesmo o BC vem elevando a taxa de juros durante meses?  O que foi que vc mesmo  explicou ao William Waack?  É obvio que o Banco Central sabia o tempo todo o que vinha ocorrendo na economia, afinal foi dele a decisão de iniciar o processo de elevação dos juros e também a decisão de interromper o processo.  Se ele decidiu interromper é porque, na sua leitura,  a pressão da demanda sobre os preços se acomodaram.


"O mundo está sem inflação"



Foi o que disse Carlos Alberto Sardenberg, abrindo um tela onde mostra uma comparação com os países

quarta-feira, 23 de abril de 2014

A Imprensa é Canalha, mas... e a Rede Social?

Por PAULO FRANCO 


"A IMPRENSA BRASILEIRA SEMPRE FOI CANALHA" (Millor)



Millor Fernandes está correto, mas ele já morreu e acho que nunca fez idéia do que seria a imprensa hoje em dia. Há anos eu venho me negando a usar o termo PIG- Partido da Mídia Golpista. Eu não queria me colocar de forma tão radical, mas a partir de hoje, eu percebo que estou passando uma imagem de muito ingênuo. Não há mais sentido manter essa postura, tal o nível da canalhice dessa grande imprensa brasileira. 
Recentemente fiz uma postagem sobre a globo e o ibope e a medida que fui pesquisando ia percebendo o quanto nociva, o quanto golpista tem sido a grande imprensa desde os anos 50/60. De lá para cá, so falcatruas, só fraudes, só manipulações, só desinformações. Um deserviço à Democracia, à nação brasileira. 

A situação fica pior, quando pessoas comprometidas com partidos e/ou ideologias, sem escrupulos, colocam um post, como este, carregado de uma desonestidade informativa, com propósitos espúreos acabam por iludir, enganar muitas pessoas de boa fé.



Dissecando os absurdos contidos nesta postagem da rede social


Em primeiro lugar, não há nada mais esdrúxulo do que alguém que tenha um mínimo de juizo, falar em retirar alimentação do índice de preços oficial que mede a inflação.

Em segundo lugar, alimentos não é, e nem nunca foi, o vilão da inflação. Os alimentos, dada a volatilidade e a sazonalidade da atividade agrícola acaba imprimindo uma maior volatilidade do Indice. Ou seja, da mesma forma que sobe súbita e fortemente, cai da mesma forma. Em outras palavras, os alimentos não puxam necessáriamente e nem sistematicamente para cima o índice de preços.
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Em terceiro lugar, hoje o indice de inflação, excluindo os alimentos está em 7,4%, portanto maior e não menor que o índice normal que está em 6,1%.

Em quarto lugar, seria então, muita idiotice do governo, simplesmente retirar os alimentos do índice como o jornal divulga e o autor da postagem propaga, além de agregar alguns comentários totalmente imbecis.

Em quinto lugar, é totalmente inadequado políticamente, promover alguma mudança nos índice de inflação, por diversos motivos.  Primeiro por causa da marcação cerrada da grande imprensa sobre o governo, e qualquer movimento, seria motivo apara uma campanha de descrédito no governo e nos índices oficiais; em segundo lugar porque é uma ano de eleição e não serie muito inteligente, por parte do governo, mexer numa caixa de abela, nesse momento; e em terceiro lugar, devido ao nível da inflação que está "tocando" no teto e qualquer sinal de desconfiança poderá aumentar mais ainda a pressão altista dos preços.

Em sexto lugar, o que o IBGE poderia fazer é eliminar imperfeições da cesta de produtos e serviços, provocadas por alterações curtas, mascarando o real índice de inflação. Por exemplo, um determinado produto teve um elevado aumento de preços e os consumidores migraram para outro produto substituto (quem estudou microeconomia pode se lembrar do conceito de elasticidade cruzada que usa o mesmo raciocínio), a cesta deve ser ajustada imediatamente para que o número índice apurado não contenha essa distorção. O mesmo fenômeno ocorreria, quando o referido produto caísse brusca e fortemente. Essa sintonia fina, do calculo da inflação é mais importante para o mercado, que utiliza esses indicadores para fazer operações financeiras de juros, câmbio e outras, onde qualquer “base point” representam milhões de reais, evitando perdas indesejáveis, em função dessa falha operacional na qualidade de previsibilidade da inflação.

Em setimo lugar, nos USA, a inflação é considerada pelo sub índice chamado NUCLEO, ou seja, é o índice de preços, expurgados dos segmentos de “alimentos e de combustíveis”. O Indice CHEIO é divulgado normalmente, mas o mercado (financeiro) e o governo (política monetária) usam o núcleo da inflação e não o índice cheio como no Brasil. É importante deixar claro que o índice expurgado de alimentos e combustíveis não implica num valor menor. Será sempre diferente, menor ou maior dependendo do comportamento desses dois segmentos e dos demais preços.

Em otavo lugar,  O IBGE deveria iniciar a divulgação do Indice CHEIO e do Núcleo da Inflação, se já são apurados, senão, deveriam iniciar essa apuração. O núcleo da inflação é fundamental, pois ele tem uma correlação mais rígida com o processo de formação preços, refletindo de forma mais precisa a tendência inflacionária. Mesmo que o governo não queira considerá-lo, como índice oficial, sua divulgação seria de grande valia para o mercado e para a sociedade.

sábado, 21 de dezembro de 2013

Desafio do Brasil: Crescimento x Inflação

Por PAULO FRANCO


(atualizado com o ipca de novembro/2013)


Após um longo período de taxas declinantes, desde janeiro, o IPCA, a partir de agosto inverteu a curva e segue numa trajetória de alta mensal. A taxa de novembro foi de 0,54% um pouco inferior a outubro (0,57%) mas nada relevante. Alem do mais, as prévias já sinalizam para dezembro uma taxa maior que a de novembro.

Inflação 2013

Para que a inflação oficial, medida pelo IPCA, mantenha o mesmo valor de 2012, de 5,84%, a taxa mensal de dezembro poderá ser de até 0,84%, o que parece plausível. Todavia se a taxa do mês de dezembro ficar em torno de 0,75%, portanto ainda acima dos 0,54% de novembro, fecharemos o ano com a inflação em torno de 5,70%, como pode ser visualizado no gráfico abaixo.



Comportamento Sazonal

No período pós Plano Real, o IPCA tem assumido um comportamento cíclico anual conforme o gráfico abaixo. Esse gráfico mostra um regressão, uma tendência, uma linha onde os valores giram em torno dela. Desconsiderando fatores da conjuntura atual, é razoável pensar que há uma grande chance do índice vir maior ainda em janeiro de 2014. Talvez em fevereiro ou março, haja um inflexão na curva iniciando um período declinante com oscilações mensais.
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As pressões altistas nos preços, mais severas deverão ocorrer às vésperas das eleições do primeiro turno, em setembro/outubro. Também tem sido registrados com um certa frequência picos de alta nos preços em junho/julho, variando de ano para ano.








PIB

Essa volatilidadade nos preços, decorre basicamente do desequilíbrio entre a oferta e a demanda no front interno, que associada à pressão externa derivada da retirada paulatina dos incentivos monetários da economia norte-americana e de uma possível deterioração das economias da zona do euro, exige uma gestão muito severa, que continuará, ao que tudo indica, limitando o potencial de crescimento da economia. A China continua sendo o driver mais importante, desse embróglio econômico, mas não temos condições no momento de prever se haverá realmente, como se preve,  uma redução do seu ritmo de crescimento e de quanto seria essa redução. Neste cenário nebuloso, qualquer previsão de crescimento que não seja inferior a 3% para 2014, seria excesso de otimismo. Para 2013, o mais provável é que o crescimento fique entre 2,3% e 2,6%.

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

JOVENS VÃO PAUTAR CAMPANHA ELEITORAL

"Quem conquistar os jovens pode ganhar a eleição" 

por André Pires e Fernanda Nunes para Brasil Econômico




A classe C hoje movimenta R$ 1 trilhão por ano, com mais de 100 milhões de pessoas".    Mais do que conquistar a simpatia da classe C, os candidatos têm que dar atenção aos jovens, diz Renato Meirelles, do Data Popular.


O contexto mudou e a nova classe média já não é tão nova assim. Em tempos de economia desaquecida, não é possível impor sobre ela a responsabilidade de continuar impulsionando o crescimento no ritmo acelerado de anos atrás, diz Renato Meirelles, diretor-presidente do Data Popular, instituto especialista em pesquisas sobre o comportamento das classes C, D e E.

Ainda assim, a nova classe C permanece consumindo em patamar elevado. Ela movimenta R$ 1 trilhão por ano em compras, quase o dobro da quantia registrada pelo instituto em 2006, de R$ 550 bilhões anuais.

Nesse meio tempo, cresceu o número de integrantes e também a renda salarial, o que garante musculatura a essa fatia da população. "O Brasil é o único país entre os BRICs que cresce de baixo para cima", salienta Meirelles. Sobre a nova classe C, pesa a inflação.

O aumento dos preços dos serviços, até então um "privilégio" dos mais ricos, hoje corrói o orçamento de um número maior de consumidores. Para reivindicar os direitos recém-descobertos, a nova classe média se uniu à elite, das classes A e B, e elegeu os jovens como formadores de opinião e porta-vozes.

Mais do que conquistar a simpatia da classe C, os candidatos têm que dar atenção aos jovens, porque as eleições tendem a ser definidas por eles. "É preciso escutá-los", diz Meirelles.