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sábado, 13 de abril de 2019

Por que dar autonomia ao banco central é ruim?

Por Eric Gil*

Quem está nos bancos centrais veio quase sempre de bancos, são formados para pensar como banqueiros e voltam para trabalhar em bancos ou para bancos. Como deixaremos estes indivíduos “autônomos” dos nossos governos?

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De tempos em tempos a questão da autonomia do banco central (BC) volta ao debate público no Brasil. Em um governo de radicais liberais, como é o caso do governo Bolsonaro, era só uma questão de oportunidade para que isto fosse novamente proposto.

Em edição extra do diário oficial desta quinta-feira, foi informado o encaminhamento ao Congresso do projeto de lei complementar que “dispõe sobre a autonomia técnica, operacional, administrativa e financeira do Banco Central do Brasil, define seus objetivos e altera a Lei nº 4.595, de 31 de dezembro de 1964″.

Mas primeiramente, o quê que é essa tal de “autonomia do banco central”?

Segundo uma escola econômica específica, a dos novo-clássicos (que são, grosso modo, economistas liberais), há um grande problema em deixar a política monetária (função do nosso banco central) nas mãos de políticos eleitos, pois eles sempre tentarão gastar o máximo possível de dinheiro para agradar seus eleitores com o objetivo de tentar se reeleger, e com estes gastos públicos gerariam inflação. Na cabeça destes economistas existem dois diferentes reinos, o da virtude e a dos vícios.

quinta-feira, 29 de setembro de 2016

Modelo neoliberal do PMDB/PSDB mostra seu efeito devastador

Por Paulo Franco


Arrecadação tributária em ladeira abaixo.  A queda de 10%  em agosto foi a pior em 7 anos


A missão é reduzir a inflação para baixo de 4%.  Como se apenas um índice econômico fosse o único para ser gerenciado.  Pior ainda, é que esse índice embora alto, vinha numa estabilidade, sem precedentes na história recente do país, ao redor de 6%.   Vale a pena levar a economia do país ao fundo do posso, com consequências sociais devastadoras? 



A estratégia adotada é o modelo neoliberal, que sempre foi a adotada pelo PSDB e demais partidos de direita e agora com total cooptação do PMDB.  Com certeza essa estratégia é adotada porque a conta é paga pelas classes baixas, preservando a renda e o patrimônio das classes altas. 

A receita no modelo econômico neo liberal é (i) diminuir gastos e investimentos públicos, principalmente os investimentos sociais (educação e saúde), sem diminuir os gastos com a classe empresarial, como juros subsidiados para empréstimos e altos juros para aplicação nos títulos públicos, (ii) aumentar juros ou mantê-los altos para diminuir o nível de atividade econômica sem limites até que os preços respondam e a inflação atinja a meta estabelecida. 














As consequências são: (i) Queda na produção das empresas (bancos são imunes). (ii)  Aumento no rombo fiscal, com a queda na arrecadação tributária; (iii) Aumento da divida pública, como consequência da queda da arrecadação; (iv) Aumento do desemprego; (iii) Queda na renda do trabalhador. 

O plano já está a todo vapor e as consequências já aparecem de forma nítida, tanto na queda da produção, como na queda da arrecadação, no aumento explosivo do rombo fiscal, no aumento do desemprego, e também, na queda da renda do trabalhador. 


E quem vai pagar o PATO (da FIESP), ou melhor,  a conta será o trabalhador, o pobre, que por ironia e vitima da manipulação da midia e de seus superiores no trabalho, apoiaram a queda de Dilma e , consequentemente, a entrada desse modelo perverso para ele mesmo.

segunda-feira, 14 de julho de 2014

O Verdadeiro Programa da Direita


por SILVIO CACCIA BAVA


"...Segundo os ideólogos da direita, a economia vai mal e o país está sendo levado para uma fase ruim. O PIB é baixo. A inflação é alta. As exportações fraquejam..."




É um exercício de juntar as partes e buscar compreender esse discurso, que agora se torna raivoso, de uma

direita que está presente no espaço público e nos estádios de futebol e já disputa as eleições, com as armas que tem.

Vale tudo para tirar o PT do governo. Seu maior poder é o controle da mídia. É por meio dela que a direita disputa a opinião pública e impõe sua visão de mundo. A internet muda um pouco esse estado de coisas, permitindo a expressão da pluralidade e o questionamento da realidade. Mas ela não tem o poder da TV. Mais de 95% dos domicílios brasileiros têm televisão. E seus moradores, todos os dias, passam horas assistindo a uma variedade de programas, aliás, não tão variados assim.
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Há vários meses está em curso uma campanha, capitaneada pelos principais jornais e TVs, de ataques ao governo e de desgaste da presidente Dilma, da candidata Dilma. A disputa eleitoral, que deveria se transformar num embate entre dois projetos, não aparece assim. É um contínuo martelar de acusações contra o governo federal: corrupção, aparelhamento da máquina pública, má gestão, centralismo, descontrole das obras públicas, leniência com manifestações sociais que atentam contra a propriedade privada e quebram bancos e lojas.

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

OS RISCOS DE UMA BOLHA IMOBILIÁRIA NO BRASIL

O economista RICARDO AMORIM fala sobre as tendências da Economia para 2013 e os riscos da formação de BOLHA IMOBILIÁRIA no Brasil , no programa "Fala Sério" da Rede CNT.















Ricardo Amorim, economista formado pela USP, com pós-graduação na ESSEC de Paris, é colunista da Revista Isto é e um dos Debatedores do "Manhatan Connection" da Globo News.