Mudam-se as molduras, mas a essência é sempre a mesma: a opressão do forte sobre o fraco. Opressão que é avassaladora, crueal, massacrante, insensível. Não importa quem esteja no caminho: a mulher, o negro, o índio, o homossexual, o camponês ou apenas o pobre. De outro lado temos o empresário, o fazendeiro, o político, o Coronel, ou simplesmente o rico.
Se quisermos ter um sociedade digna, todas essas formas de disparidades tem que ser erradicadas.
A diminuição dessas atrocidades, dessas desigualdades tem preço alto. São vida e mais vidas que ficam pelo caminho dessa trajetória de pequenas, mas vitais conquistas, como no casos dessas velentes mulheres de Nova Iorque.
A ideia da existência de um dia internacional da mulher surge na virada do
século XX, no contexto da
Segunda Revolução Industrial e da
Primeira Guerra Mundial, quando ocorre a incorporação da mão-de-obra feminina, em massa, na indústria. As condições de trabalho, frequentemente insalubres e perigosas, eram motivo de frequentes protestos por parte dos trabalhadores. Muitas manifestações ocorreram nos anos seguintes, em várias partes do mundo, destacando-se
Nova Iorque,
Berlim,
Viena (1911) e São Petersburgo (1913).
Na atualidade, a celebração do Dia Internacional da Mulher perdeu parcialmente o seu sentido original, adquirindo um caráter festivo e comercial. Nessa data, os empregadores, sem certamente pretender evocar o espírito das operárias grevistas do 8 de março de 1917, costumam distribuir rosas vermelhas ou pequenos mimos entre suas empregadas.
1975 foi designado pela
ONU como o
Ano Internacional da Mulher e, em Dezembro de
1977, o Dia Internacional da Mulher foi adotado pelas Nações Unidas, para lembrar as conquistas sociais, políticas e económicas das mulheres, mas também a discriminação e a violência a que muitas delas ainda são submetidas em todo o mundo.