domingo, 17 de novembro de 2019
sábado, 16 de novembro de 2019
A teoria freudiana e o padrão da propaganda fascista
Por Theodor W. Adorno
Durante a última década, a natureza e o conteúdo dos discursos e panfletos de agitadores fascistas americanos foram submetidos à pesquisa intensiva de cientistas sociais. Alguns desses estudos, realizados segundo as linhas da análise de conteúdo, resultaram numa exposição abrangente [que se encontra] no livro Prophets of deceit, de L. Löwenthal e N. Guterman1. A imagem global obtida é caracterizada por dois traços principais. Em primeiro lugar, com a exceção de algumas recomendações bizarras e completamente negativas – confinar estrangeiros em campos de concentração ou expatriar sionistas –, o material de propaganda fascista nesse país preocupa-se pouco com questões políticas concretas e tangíveis. A maioria esmagadora das declarações dos agitadores é

Durante a última década, a natureza e o conteúdo dos discursos e panfletos de agitadores fascistas americanos foram submetidos à pesquisa intensiva de cientistas sociais. Alguns desses estudos, realizados segundo as linhas da análise de conteúdo, resultaram numa exposição abrangente [que se encontra] no livro Prophets of deceit, de L. Löwenthal e N. Guterman1. A imagem global obtida é caracterizada por dois traços principais. Em primeiro lugar, com a exceção de algumas recomendações bizarras e completamente negativas – confinar estrangeiros em campos de concentração ou expatriar sionistas –, o material de propaganda fascista nesse país preocupa-se pouco com questões políticas concretas e tangíveis. A maioria esmagadora das declarações dos agitadores é
domingo, 10 de novembro de 2019
Steve Bannon: Lula é 'maior ídolo da esquerda globalista do mundo'
Por Ricardo Senra
The Economist: "O capitalismo não está funcionando como deveria"
Em entrevista exclusiva à BBC News Brasil, o CEO da campanha de Donald Trump à presidência e ex-estrategista-chefe de governo do republicano chama Lula de "cínico e corrupto", diz que o petista foi corrompido pelo poder e sugere que seu retorno significará a "volta da corrupção" ao Brasil.
"Agora que está livre, Lula vai virar um imã para a esquerda global se intrometer na politica brasileira. Ele é o "poster boy da esquerda globalista", diz.
O americano, por outro lado, avalia as investigações sobre o uso de laranjas no PSL e suposto caixa 2 na campanha de Bolsonaro à presidência como "puro non-sense" e uma tentativa do establishment de boicotar o governo. "Aconteceu o mesmo com Trump."
Na visão de Bannon, que cancelou recentemente viagens ao Brasil, à Inglaterra, à Itália e à Austrália para estruturar uma força-tarefa contrária ao processo de impeachment contra Trump, nos EUA, é "bastante evidente" que o STF (Supremo Tribunal Federal) agiu para atrapalhar Bolsonaro ao decidir que réus só devem ser presos após se esgotarem as possibilidades de recursos - o que permitiu a libertação de Lula da carceragem da Polícia Federal, em Curitiba, na última sexta-feira.
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O Mau Ladrão
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"O Brexit, 2016 (eleição de Donald Trump) e Bolsonaro são fatores intrinsecamente ligados", repete Bannon durante toda a entrevista. "Essas coisas (o impasse sobre a saída do Reino Unido da União Europeia e o impeachment contra Trump) mostram a ordem estabelecida se recusando a reconhecer o poder desse movimento populista e nacionalista."
domingo, 27 de outubro de 2019
THE BRINK: Steve Bannon e a propagação da extrema direita
Por Ana França
“Não sabia se tinha filmado uma conferência de nazis ou uns tipos banais a jantar”: a realizadora que teve acesso inédito a Bannon
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| Alison Klayman no Festival Sundance 2019 |
Aparece aquela imagem de Auschwitz, aquela em que se vê uma placa em ferro forjado que diz que o trabalho traz a liberdade apesar de naquele espaço só trazer fome e morte. Aparece o portão e a frase e o complexo que é o auge da arquitetura industrial e aparece Steve Bannon, o homem a quem a esquerda atribuiu a solitária culpa pela estratégia que levou Donald Trump à Casa Branca, a elogiar a engenharia alemã. A precisão com que os alemães desenharam um lugar para “cometer assassínio em massa” é uma coisa que o fascina. E foram pessoas comuns que fizeram aquilo acontecer. “Pensa nisto” - começa Bannon - “algures na História houve alemães, pessoas boas, normais, que se sentaram a uma mesa, como acontece nas reuniões de qualquer empresa, até consigo imaginar os cafés em cima da mesa; houve pessoas a pensar aquilo em detalhe, capazes de se separarem do horror moral”.
segunda-feira, 14 de outubro de 2019
Brasil é semifinalista na ‘Copa da Desigualdade’
Por José Eustáquio Diniz Alves
Assim como futebol, país tem histórico de destaque no ranking da concentração de renda


O Brasil é o único país que participou de todas as copas do mundo de futebol e quase sempre ocupou um lugar no alto do ranking das melhores seleções do planeta. Mas esse não é o único destaque do país, pois, também no campo da concentração de renda, o Brasil nunca deixou de estar presente no pódio das nações mais desiguais do globo.
Assim como no futebol, onde temos rivais poderosos em nossas fronteiras, a excepcionalidade brasileira na distribuição de renda é compartilhada pelos vizinhos da América Latina e Caribe (ALC), reconhecidamente, o continente mais desigual do mundo. O gráfico abaixo, disponibilizado no site “Our World in Data”, mostra que a ALC é a região do mundo com os maiores índices de desigualdade de renda, quando medido pelo Índice de Gini, que varia entre zero (nenhuma desigualdade) e um (desigualdade total).
Nota-se que a América Latina, com Gini em torno de 0,50, está no topo da má distribuição de renda durante todo o período compreendido entre 1988 e 2013. A África Subsaariana vem em segundo
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