BOAS VINDAS

A idéia deste blog é a criação de um espaço para o questionamento de duas grandes forças das ideologias atuais: o Capitalismo e o Socialismo. Que, senão são coincidentes,não são também totalmente opostas. Terceira Via é nada menos do que uma Resultante dessas duas forças. Abrindo assim, um campo para o existência de uma opção, que não é uma coisa nem outra e ao mesmo tempo são as duas coisas. Eu acredito muito nessa vertente, como alternativa para convergir anseios de ambas as correntes. Num olhar metodológico, poderiamos enxergar essa possibilidade como uma demonstração empírica da dialética. Enquanto o Capitalismo está mais associado ao racional, à eficiência, à lógica; o Socialismo está mais associado ao nosso cognitivo, à sensibilidade, sentimentos, percepções, etc. Acredito ainda, que só a Democracia viabiliza essa vertente. A Ditadura, sem dúvida, enviesará para o socialismo ou para o capitalismo radical. ENTÃO SEJA BEM VINDO, COLOCANDO SUA CONTRIBUIÇÕES, SUAS IDÉIAS, SUAS DÚVIDAS, ETC. (Paulo Franco)

sábado, 2 de março de 2013

Brasil tem o Menor Nível de Evasão por Corrupção




Global Financial Integrity: corrupção evadiu do Brasil U$ 35 bilhões em 10 anos, ou 0,4% do PIB anualmente, o menor nível entre os países em desenvolvimento.



A  GFI - Global Financial Integrity, publicou uma estimativa de que de 2001 a 2010, cerca de US$ 5,8 trilhões advindos de corrupção com recursos públicos foram “transacionados ilicitamente” no mundo.


A GFI elaborou um ranking da quantia com que cada país do mundo “contribuiu” para o montante.   O 1º lugar coube à China que evadiu, em 10 anos, US$ 2,7 trilhões, seguida pelo México, com US$ 476 bilhões e pela Malásia com US$ 284 bilhões.   O fato de a China ter evadido o maior valor não significa que o país seja o mais corrupto do mundo, pois a quantia evadida depende do PIB de cada país.

A Rússia, por exemplo, um dos países mais corruptos do mundo, está listada em 5º lugar, com US$ 152 bilhões vazados pela corrupção e a Índia vem em 8º com US$ 123 bilhões.   O Brasil, que segundo a Global Financial Integrity, evadiu US$ 35 bilhões em 10 anos, U$ 3,5 bilhões por ano está na 21ª posição.
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Ajustando esse número ao PIB  para eliminar a distorçao gerada pelas diferenças de tamanho das economias, obtém-se um ranking bem diferente dos valores absolutos.  Neste caso, tomou-se apenas os cinquenta países com maior valor absoluto de evasão, calculando a representatividade desse valor em relação ao PIB de 2005, que é ponto médio entre 2001 e 2010. 

O primeiro e o segundo lugares ficaram com Liberia e Aruba, com 200% e 124% do PIB.  Ou seja, o valor transacionado ilicitamente foi superior ao próprio PIB anualmente.  Do outro lado, a China e o México que ocupam os dois primeiros lugares em valores absolutos, caem para a 17ª e a 26ª posições com 12,1% e 5,6% respectivamente.

A grande surpresa foi o índice do Brasil que,  com um volume de US$ 3,5 bilhões anuais  ficou na última posição, com apenas 0,4% do PIB. 






Muitas constatações podemos tirar desses números, mas eu destacaria duas: 
(i) A corrupção e o fluxo de dinheiro sujo é um cancer já em nível de metástase, atingindo todos os cantos do mundo, e 
(ii) O Brasil, embora com um nível alto de corrupção está muito longe de ser o apocalipse pintado pelos atuais oposicionistas ao  governo.

No vídeo abaixo, Raymond Baker, Director of Global Financial Integrity e autor do livro "Capitalism’s Achilles Heel: Dirty Money and How to Renew the Free-Market System", em outubro de 2010, no Bergen Resource Centre for International Development, Norway, falou sobre o problema do fluxo financeiro ilicito e as ligações entre corrupção lavagem de dinheiro e pobreza; bem como formas para amenizar o problema para benefício deda segurança e melhora do desenvolvimento global.





English Executive Summary


Two main issues, which arose in the past year, encouraged us to supplement our standard methodology used to estimate illicit flows based on the World Bank Residual method adjusted for trade misinvoicing.  First, we investigated the net measurement of inward from outward capital flight traditionally used by economists in academic journals. We reaffirm our commitment to a gross outflow approach, rather than a net approach, because only a return of licit capital that is recorded can offset loss of capital. The return of unrecorded and illicit capital cannot be used for productive purposes. In other words, the gross/net issue is linked to the nature of the capital. 

Second, we explored the effect of the global financial crisis on both illicit and licit flows, determining that the residual method of estimating illicit flows adjusted for trade misinvoicing may include some licit capital as well as illicit. Moreover, if the CED+GER method includes licit capital, the support for a gross outflows approach is strengthened, as one cannot be sure whether the inward capital flight is licit or illicit in nature. Therefore, we present estimates of illicit flows using both the CED+GER method and the conservatively focused Hot Money Narrow method adjusted for trade misinvoicing (HMN+GER). 

A firm judgment as to which method provides a more accurate method for estimating illicit flows is somewhat premature at this stage. While the HMN+GER method provides more conservative estimates of illicit outflows, it may exclude certain illicit transactions such as round-tripped FDI which could be erroneously recorded as private sector flows. We invite readers to comment on the appropriateness of the two methodologies for estimating illicit flows including reasons why one should be preferred over the other. 

Using robust (non-normalized) estimates for both measures, we found that in 2010 developing countries lost between US$858.8 billion to US$1,138 billion, implying that as much as US$279 billion of the higher figure could be licit capital flows of the private sector—outflows that took place as a result of “normal” portfolio maximizing considerations. While the two estimates were quite close in the early 2000s, capital market liberalization in many large emerging markets may have encouraged more licit or “normal” capital flight over the years. 

The gap between the HMN+GER and CED+GER estimates widened, reaching a peak in 2008 at the onset of the global economic crisis. In the following year, outflows of legal capital flight dropped more sharply than illicit outflows. The latter showed a steady upward trend for all developing countries more or less immune to macroeconomic shocks and adjustments.


Tabela com os 50 países em desenvolvimento como maior volume de recursos ilicitos transcionados.




3 comentários:

  1. E a Rússia está com um nível bem alto, é como dizem, depois que a União Soviética caiu, uma minoria está no poder e o capitalismo por lá produz desigualdades e um abismo entre os poucos que tem tudo e a maioria muito pobre.

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  2. PQ a UE e os EUA não estão no ranking? Moralistas hein?

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    1. Não sei porque, mas nesse relatório a Global Financial Integrity só incluiu países em desenvolvimento.

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