BOAS VINDAS

A idéia deste blog é a criação de um espaço para o questionamento de duas grandes forças das ideologias atuais: o Capitalismo e o Socialismo. Que, senão são coincidentes,não são também totalmente opostas. Terceira Via é nada menos do que uma Resultante dessas duas forças. Abrindo assim, um campo para o existência de uma opção, que não é uma coisa nem outra e ao mesmo tempo são as duas coisas. Eu acredito muito nessa vertente, como alternativa para convergir anseios de ambas as correntes. Num olhar metodológico, poderiamos enxergar essa possibilidade como uma demonstração empírica da dialética. Enquanto o Capitalismo está mais associado ao racional, à eficiência, à lógica; o Socialismo está mais associado ao nosso cognitivo, à sensibilidade, sentimentos, percepções, etc. Acredito ainda, que só a Democracia viabiliza essa vertente. A Ditadura, sem dúvida, enviesará para o socialismo ou para o capitalismo radical. ENTÃO SEJA BEM VINDO, COLOCANDO SUA CONTRIBUIÇÕES, SUAS IDÉIAS, SUAS DÚVIDAS, ETC. (Paulo Franco)

terça-feira, 25 de junho de 2013

Ditadura criou cadeias para índios com trabalhos forçados e torturas

Por André Campos (24.06.2013), para a Agência Pública



Acusações de vadiagem, consumo de álcool e pederastia jogaram índios em prisões durante o regime militar; para pesquisadores, sociedade deve reconhecê-los como presos políticos


Durante os anos de chumbo, após o golpe de 1964, a Fundação Nacional do Índio (Funai) manteve silenciosamente em Minas Gerais dois centros para a detenção de índios considerados “infratores”. Para lá foram levados mais de cem indivíduos de dezenas de etnias, oriundos de ao menos 11 estados das cinco regiões do país. O Reformatório Krenak, em Resplendor (MG), e a Fazenda Guarani, em Carmésia (MG), eram geridos e vigiados por policiais militares. Sobre eles recaem diversas denúncias de violações de direitos humanos.

Os “campos de concentração” étnicos em Minas Gerais representaram uma radicalização de práticas repressivas que já existiam na época do antigo Serviço de Proteção aos Índios (SPI) – órgão federal, criado em 1910, substituído pela Funai em 1967. Em diversas aldeias, os servidores do SPI, muitos deles de origem militar, implantaram castigos cruéis e cadeias desumanas para prender índios.

Os anos desde o fim da ditadura pouco contribuíram para tirar da obscuridade a existência dos presídios indígenas. Um silêncio que incomoda novas lideranças como Douglas Krenak, 30 anos, ex-coordenador do Conselho dos Povos Indígenas de Minas Gerais (Copimg). “Em 2009, recebi um convite para participar das comemorações, em Belo Horizonte (MG), dos 30 anos da Anistia no Brasil. Havia toda uma discussão sobre a indenização dos que sofreram com a ditadura, mas a questão indígena não foi nem sequer lembrada”, reclama.
Douglas é mais um entre os que têm histórias familiares de violência física e cultural sofridas nesse período. “Meu avô foi preso no reformatório Krenak”, conta. “Chegou a ser arrastado com o cavalo de um militar, amarrado pelos pés”.

Para a pedagoga Geralda Soares, ex-integrante do Conselho Indigenista Missionário em Minas Gerais (Cimi/MG), é fundamental reparar a dívida com os indígenas vítimas de violências no período – que, acredita ela, não difere daquela reconhecida como direito de outros grupos que sofreram nos porões da ditadura. “Muitos desses índios, na minha concepção, são presos políticos. Na verdade, eles estavam em uma luta justa, lutando pela terra”, defende. Não existe, no Brasil, nenhum indivíduo ou comunidade indígena indenizado pelos crimes cometidos pelo Estado nessas áreas de confinamento.

sábado, 22 de junho de 2013

Towards the end of poverty

Nearly 1 billion people have been taken out of extreme poverty in 20 years. The world should aim to do the same again.






IN HIS inaugural address in 1949 Harry Truman said that “more than half the people in the world are living in conditions approaching misery. For the first time in history, humanity possesses the knowledge and skill to relieve the suffering of those people.” It has taken much longer than Truman hoped, but the world has lately been making extraordinary progress in lifting people out of extreme poverty. Between 1990 and 2010, their number fell by half as a share of the total population in developing countries, from 43% to 21%—a reduction of almost 1 billion people.

Now the world has a serious chance to redeem Truman’s pledge to lift the least fortunate. Of the 7 billion people alive on the planet, 1.1 billion subsist below the internationally accepted extreme-poverty line of $1.25 a day. Starting this week and continuing over the next year or so, the UN’s usual Who’s Who of politicians and officials from governments and international agencies will meet to draw up a new list of targets to replace the Millennium Development Goals (MDGs), which were set in September 2000 and expire in 2015. Governments should adopt as their main new goal the aim of reducing by another billion the number of people in extreme poverty by 2030.

Take a bow, capitalism


Nobody in the developed world comes remotely close to the poverty level that $1.25 a day represents. America’s poverty line is $63 a day for a family of four. In the richer parts of the emerging world $4 a day is the poverty barrier. But poverty’s scourge is fiercest below $1.25 (the average of the 15 poorest countries’ own poverty lines, measured in 2005 dollars and adjusted for differences in purchasing power): people below that level live lives that are poor, nasty, brutish and short. They lack not just education, health care, proper clothing and shelter—which most people in most of the world take for granted—but even enough food for physical and mental health. Raising people above that level of wretchedness is not a sufficient ambition for a prosperous planet, but it is a necessary one.

¿Por qué Brasil y ahora?


¿Por qué surge ahora un movimiento de protesta como los que ya están casi de vuelta en otros países del mundo, cuando durante diez años Brasil vivió como anestesiado por su éxito compartido y aplaudido mundialmente? ¿Brasil está peor hoy que hace diez años? No, está mejor. Por lo menos es más rico, tiene menos pobres y crecen los millonarios. Es más democrático y menos desigual.


¿Cómo se explica, entonces, que la presidenta Dilma Rousseff, con un consenso popular de un 75%, -un récord que llegó a superar al del popular Lula da Silva-, pueda ser abucheada repetidamente en la inauguración de la Copa de las Confederaciones, en Brasilia, por casi 80.000 aficionados de clase media que pudieron darse el lujo de pagar hasta 400 dólares por una entrada?



La policía se enfrenta a los manifestantes alrededor del estadio. 
TASSO MARCELO (AFP)
 Está generando perplejidad, dentro y fuera del país, la crisis creada repentinamente en Brasil por el surgir de las protestas callejeras, primero en las ricas urbes de São Paulo y Río, y ahora extendiéndose a todo el país e incluso a los brasileños en el exterior.

Por el momento son más las preguntas para entender lo que está aconteciendo que las respuestas a las mismas. Existe solo un cierto consenso en que Brasil, envidiado hasta ahora internacionalmente, vive una especie de esquizofrenia o paradoja que aún debe ser analizada y explicada.

Empecemos por algunas de las preguntas:

¿Por qué surge ahora un movimiento de protesta como los que ya están casi de vuelta en otros países del mundo, cuando durante diez años Brasil vivió como anestesiado por su éxito compartido y aplaudido mundialmente? ¿Brasil está peor hoy que hace diez años? No, está mejor. Por lo menos es más rico, tiene menos pobres y crecen los millonarios. Es más democrático y menos desigual.

¿Cómo se explica, entonces, que la presidenta Dilma Rousseff, con un consenso popular de un 75%, -un récord que llegó a superar al del popular Lula da Silva-, pueda ser abucheada repetidamente en la inauguración de la Copa de las Confederaciones, en Brasilia, por casi 80.000 aficionados de clase media que pudieron darse el lujo de pagar hasta 400 dólares por una entrada?

¿Por qué salen a la calle a protestar por la subida de precios de los transportes públicos jóvenes que normalmente no usan esos medios porque ya tienen coche, algo impensable hace diez años?

¿Por qué protestan estudiantes de familias que hasta hace poco no hubiesen soñado con ver a sus hijos pisar una universidad?

¿Por qué aplaude a los manifestantes la clase media C, llegada de la pobreza y que por vez primera en su vida han podido comprar una nevera, una lavadora, una televisión y hasta una moto o un coche de segunda mano?

¿Por qué Brasil, siempre orgulloso de su fútbol, parece estar ahora contra el Mundial, llegando a empañar la inauguración de la Copa de las Confederaciones con una manifestación que produjo heridos, detenciones y miedo en los aficionados que acudían al estadio?

¿Por qué esas protestas, incluso violentas, en un país envidiado hasta por Europa y Estados Unidos por su casi nulo desempleo?

¿Por qué se protesta en las favelas donde sus habitantes han visto duplicada su renta y recobrada la paz que les había robado el narcotráfico?

¿Por qué, de repente, se han levantado en pie de guerra los indígenas que poseen ya el 13% del territorio nacional y tienen al Supremo siempre al lado de sus reivindicaciones?

¿Es que los brasileños son desagradecidos a quiénes les han hecho mejorar?

Las respuestas a todas esas preguntas que producen en tantos, empezando por los políticos, una especie de perplejidad y asombro, podrían resumirse en pocas cuestiones.

quarta-feira, 19 de junho de 2013

Carta de um ex-integrante do MPL aos atuais integrantes do MPL



















  • Saibam diferenciar os oportunistas e os discursos conservadores que tentam se apropriar do povo na rua.   
  • Desconfiem de quem aparece, de uma hora pra outra, com novas bandeiras como o generalizado "combate à corrupção", de "ódio aos políticos e a política" e coisas do gênero. 




Há 10 anos, embalados pela faisca dos movimentos contra o aumento das tarifas de transporte em Salvador (Revolta do Buzu) e em Florianópolis (Revolta da Catraca) foi fundado um movimento, composto em sua grande maioria por jovens, que vem abalando algumas cidades brasileiras e ganhando espaço no cenário internacional. Uma dessas cidades, São Paulo, é o centro nervoso do capitalismo brasileiro e parte dela representa o que há de mais conservador, segregrador e elitista na nossa sociedade.

Em 2005, no Fórum Social Mundial, foi realizado a plenária nacional que fundaria a "carta magna" do Movimento Passe Livre (MPL). Naquela época não havia as redes sociais de hoje, mas já usufruiamos das publicações abertas na Internet do Centro de Mídia Independente assim como de blogs e home-pages: chegamos a formar núcleos em cerca de 30 cidades brasileiras, realizamos três encontros nacionais, produzimos jornais impressos, produzimos livros ("A Guerra da Tarifa", 2004), tivemos "lideranças" presas e ganhamos passe livre em cidades com Florianópolis e Rio de Janeiro. Floripa naquela época era nossa São Paulo de hoje, e Marcelo Pomar, Matheus de Castro e Leo Vinícius a tríade que conseguia muito bem "mandar obedecendo", a máxima zapatista que vai de encontro ao principio de horizontalidade do MPL.

Hoje, quase 10 anos depois, não mais como um estudante, vivencio ao meus 28 anos um momento histórico que já está sendo denominado de "Revolta do "Vinagre" ou "da Salada", em referência ao vinagre apreendido pela polícia do Alckmin - polícia que carrega no brasão uma estrela em alusão à ditadura militar. Posso sentir, daqui, o cheiro de gás lacrimogêneo e o barulho das balas de borrachas atiradas covardemente por essa polícia tucana carregada de ranso ditatorial. É desse cheiro de gás, de vinagre..desse incômodo pertubador que essa carta nasce. Ela não é dirigida a vocês para ser uma espécie de "luz" entre fumaças brancas e os fogos das barricadas; é dirigida a vocês para falar de alguns erros do MPL da nossa época para que se possa "errar melhor". Há um poeta que diz: "Tente denovo, erre denovo, erre melhor". Conversando com um amigo que foi preso e torturado na ditadura militar, ele me disse algo parecido com a frase desse poeta. Ele, que já passou 8 anos em um presídio por ser um "subversivo", me falou que não deveríamos ter medo de errar: "Alexandre, a sua geração tem o dever de tentar denovo e até errar. Mas agora não podem e não devem repetir os mesmos erros", me confessou.


Hoje sou psicólogo, continuo no ativismo, mas sinto-me um pouco, como ex-membro do Movimento Passe Livre, numa posição parecida com essa do meu amigo ao ver integrantes do MPL, de 19 anos, dando entrevistas, furando o cerco midiátio tão difícil pra gente naquela época e realizando um grande movimento histórico. É de se orgulhar ver, em meio ao nervosísmo da voz desses companheiros, a contudência de suas decisões e a firmeza de seus posicionamentos.


Pois bem, estou um pouco por fora da conjuntura do MPL nesse exato momento e nem quero fazer análises que surgem aos montes nesse momento...queria mesmo dizer para não repetirem alguns erros nossos que possibilitaram a dissolução do nosso núcleo daqui. A primeira coisa é: 
  • saibam diferenciar os oportunistas e os discursos conservadores que tentam se apropriar do povo na rua. 
  • Desconfiem de quem aparece, de uma hora pra outra, com novas bandeiras como o generalizado "combate à corrupção", de "ódio aos políticos e a política" e coisas do gênero. 
  • Tirando os jovens que estão iniciando suas militâncias agora, desconfiem de nacionalismo exarcebado e das figuras que não tem e nunca tiveram próximos de movimentos sociais. 
  • Em tempos de primaveras árabes até a Revista Veja já estampou em sua capa a imagem do "V de Vingança" trazendo implicitamente um discurso conservador e golpista. 
  • É contra o conservadorismo e pela revogação do aumento da tarifa que o MPL deve lutar. 
  • Como comentou o colega Marcelo Pomar, agora no seu post na rede social, a pauta é clara:
    • Por um Transporte Público, Gratuito e de Qualidade; 
    • Contra o Estatuto do Nascituro e Redução da maioridade Penal; 
    • Pelo direito à Memória, Verdade e Justiça contra os crimes da Ditadura Militar; 
    • Pela Reforma Agrária e Urbana; 
    • Pela igualdade ampla e irrestrita entre homens e mulheres; 
    • Pela livre orientação sexual; e 
    • Pelos Direitos Humanos contra a barbárie da repressão na cidade, no campo, e contra os indígenas.
Nunca, nunca esqueçam isso...

Não se prendam e se desgastem em disputas internas: agora há pouco vi uma matéria pontuando que o "serviço secreto da PM" havia dito que tal partido recrutava alguns militantes. Uma matéria boba e banal com o único objetivo de partir a unidade que vocês tem conseguido. As disputas são normais e até saudáveis em um movimento, mas não devem ser o foco. E ninguém mais que vocês mesmos para saberem quais seus reais objetivos. Atentem-se, obviamente para seus princípios, mas não deixem que virem dogmas ou fundamentalismos. Apartidarismo não quer dizer anti-partidarismo: companheiros de partidos são importantes também na luta e na hora que o bicho pega, quando menos se espera, estão ao seu do lado.

Outra coisa: não se apaixonem por si mesmos. A história está sendo redesenhada. Mas acreditem: o difícil é manter a luta depois que a "fumaça baixar"...é ai que reside o verdadeiro desafio da luta revolucionária e dos movimentos sociais.

Por fim, nesse exato momento estou me dirigindo às ruas, daqui de Fortaleza-CE, para participar de uma manifestação em apoio ao ato de vocês e contra a repressão da polícia militar de São Paulo e do Rio de Janeiro. Estamos em solidariedade incondicional ao movimento e, talvez, iniciando uma mobilização de proporções não vistas há muito tempo...Mas essa mobilização deve ser abaixo e à esquerda, deve saber olhar pra trás, não repetir os mesmos erros do passado e sempre pensar: amanhã vai ser maior!

Estamos vencendo!

Fortaleza, 17 de junho de 2013

Alexandre de Albuquerque Mourão (alexzapa) - 
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quinta-feira, 13 de junho de 2013

FAO: Brasil é exemplo no combate ao desperdício de comida







Diretor de campanha da ONU contra perda de alimentos afirma que 33% do que é produzido é jogado fora. Ele aponta "todos" como culpados e cobra mais iniciativas, como as do governo brasileiro, para enfrentar o problema.



Por ano, o mundo joga fora 1,3 bilhão de toneladas de alimento. Países ricos e pobres desperdiçam comida na mesma proporção – cerca de um terço do que é produzido – mas por motivos diferentes, como alerta Robert van Otterdijk, do Programa das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO).

Em entrevista por e-mail à DW, Van Otterijk explica que, nas nações ricas, o que ocorre é um descarte de alimentos, enquanto nos países em desenvolvimento ocorre um desperdício por conta de falhas na infraestrutura. E nesse sentido, afirma, o Brasil é um dos líderes no combate ao problema.

"Para cada alimento que vai para o lixo, também são desperdiçadas terra, água, fertilizante, energia e trabalho usado na produção", diz Otterijk, um dos coordenadores da campanha Pensar, Comer, Conservar: Diga não ao desperdício. O tema foi o escolhido pelas Nações Unidas para o dia Mundial do Meio Ambiente, celebrado nesta quarta-feira (05/06).

Deustsche Welle:    Qual a diferença entre o desperdício e a perda de alimentos?

Robert van Otterdijk:   Perda de alimento e desperdício referem-se à redução quantitativa ou qualitativa do alimento disponível para consumo humano por meio da cadeia de abastecimento agrícola. Essa redução ainda é considerada perda ou desperdício mesmo que essa sobra seja redirecionada para alimentação de animais ou vire adubo. Qualquer produto agrícola destinado ao consumo humano, mas que tenha outro fim, é considerado perda ou desperdício.

segunda-feira, 10 de junho de 2013

Imprensa estrangeira destaca ascensão social dos negros no Brasil

The Economist (Inglaterra): The Economist explains (Blog) - Brazil isn’t growing, so why are Brazilians so happy?

IN THE decade after Jim O’Neill of Goldman Sachs coined the acronym “BRICs” in 2001, grouping together four big countries with the potential for sustained growth, the “B”, Brazil, really put itself on the economic map. Having grown by 2.3% a year between 1995 and 2002, it grew by 4% annually in the following eight years. But Brazil then ran out of puff. It grew by a disappointing 2.7% in 2011, and a dismal 0.9% in 2012. Yet Brazilians seem blissfully unconcerned.IPEA, a Brazilian ...
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El País (Espanha): Alrededor del 30% de la población negra en Brasil es emprendedora

Pese a constituir el 51% de los habitantes del país, han sido siempre los más castigados con el desempleo y los salarios bajos

Juan Arias
En los últimos diez años, Brasil ha dado un salto en la elevación de renta y en la disminución de la pobreza y de la miseria. Fruto de ello la población negra y mulata ha pasado de ser mera empleada y muchas veces parada, a convertirse en emprendedores en un 30,19%, tal y como reflejan los datos del Instituto Brasileño de Geografía y Estadística (IBGE).
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LE POINT.FR, Brésil: parce que les femmes noires de Rio le valent bien

Dans la banlieue de Rio, une chaîne de salons de coiffure raffinés triomphe auprès des femmes noires et métisses de la classe moyenne émergente en magnifiant la beauté naturelle de leurs cheveux frisés au lieu de les lisser.

Décors aux tons rose et rouge, grands miroirs, fleurs fraîches, café gratuit: chez Beleza Natural, on pourrait se croire dans n’importe quel salon huppé de la planète, ou dans un décor de télénovela.
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Agência France Presse entrevistou o presidente do Ipea e ministro da SAE, Marcelo Neri

Nilma, 1ª reitora negra
A renda da população negra foi a que mais cresceu no Brasil entre 2001 e 2009, cerca de 45%, contra 21% dos brancos, informou o presidente do Ipea e ministro interino da Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República (SAE/PR), Marcelo Neri, em uma matéria publicada pela Agência France Presse (AFP) no último dia 23.

O texto da AFP (Brésil: parce que les femmes noires de Rio le valent bien) destaca o sucesso de uma rede de salões de beleza dedicada exclusivamente a atender clientes negras, fenômeno, de acordo com Neri, da “ascensão de uma nova classe média”. "É a nova classe média produzindo para a nova classe média”, afirmou.

O empreendedorismo na população negra também foi tema em uma reportagem publicada pelo jornal espanhol El País (Alrededor del 30% de la población negra en Brasil es empreendedora). De acordo com o diário, dados do IBGE apontam que, atualmente, 30% dos negros brasileiros são empreendedores, reflexo da elevação de renda e da diminuição da pobreza observada no país nos últimos dez anos, o que levou essa população a trocar o emprego doméstico ou a inatividade pelo empreendedorismo.

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Agricultura Familiar: Governo Investirá mais 75% em relação à Safra Anterior

Agricultura Familiar receberá R$ 39 bilhões do governo na Safra 2013/2014, 75% a mais que na safra anterior


A presidenta Dilma Rousseff anuncia, nesta quinta-feira (6), o Plano Safra da Agricultura Familiar 2013/2014 com o investimento de R$ 39 bilhões. O Programa de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), principal fonte de crédito de custeio e investimento dos pequenos produtores, terá o investimento de R$ 21 bilhões, uma expansão de mais de 400% desde 2003.

A presidenta Dilma Rousseff anuncia, nesta quinta-feira (6), o Plano Safra da Agricultura Familiar 2013/2014 com o investimento de R$ 39 bilhões. O Programa de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), principal fonte de crédito de custeio e investimento dos pequenos produtores, terá o investimento de R$ 21 bilhões, uma expansão de mais de 400% desde 2003.

O lançamento para a safra 2013/2014 marca os dez anos do Plano para a agricultura familiar. Nesse período, a renda da agricultura familiar cresceu 52%, o que permitiu que mais de 3,7 milhões de pessoas ascendessem para a classe média. O segmento é responsável por 84% dos estabelecimentos rurais do País; 33% do Produto Interno Bruto (PIB) Agropecuário e por empregar 74% da mão de obra no campo.

Dez anos

Em dez anos de Plano Safra da Agricultura Familiar, 2,5 milhões de agricultores familiares movimentaram R$ 97 bilhões. O investimento do governo federal foi de R$ 22,3 bilhões para a safra 2012-2013, 430% a mais do que o destinado no primeiro plano, destinado ao perído 2002-2003. Nesta quinta-feira (6), será lançado a nova edição do plano para a safra 2013-2014.

Já a compra de alimentos pelo governo federal movimentou R$ 4,5 bilhões e apoiou cerca de 160 mil famílias durante os dez anos de Plano Safra. O Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) é uma das políticas públicas centrais no fomento à agricultura familiar e recebeu R$ 1,2 bilhão na safra atual (2012-2013) – 630% mais do que os R$ 164,6 milhões de 2003.



DEUTSCHE BANK: Brasil crescerá 3,5% a.a.

Na contramão da maioria das atuais previsões, banco alemão diz que problemas da economia brasileira são cíclicos e vê o país crescendo 3,5% ao ano no médio prazo.


País possui bons fundamentos econômicos e sofre com a valorização do real, avalia.   Mesmo com um crescimento econômico estimado em somente 1,5% para este ano, um relatório do Deutsche Bank estima que o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro vai crescer no mínimo 3,5% ao ano no médio prazo.

O relatório, preparado pelo economista Markus Jäger, diretor do centro de pesquisa do Deutsche Bank, diz que isso se deve à provável recuperação do cenário econômico global, aos sólidos fundamentos da economia brasileira e às reformas estruturais levadas adiante pelo governo, além da diversidade de produtos brasileiros voltados para a exportação – principalmente para a China.

"A taxa de crescimento econômico praticamente dobrou nos últimos dez anos e passou de 2% a 2,5% ao ano para quase 4%. A recuperação cíclica será acompanhada, ainda, da criação de uma maior poupança interna e de mais investimentos, o que torna muito improvável que a economia brasileira vá crescer menos do que 3,5% no médio prazo", afirmou Jäger à DW Brasil.

Principal parceiro comercial

A China – hoje a segunda maior economia do mundo – é o maior parceiro comercial do Brasil e compra cerca de 17% do total das exportações brasileiras. O país asiático teve um crescimento econômico anual de dois dígitos percentuais nos últimos 30 anos e, segundo Jäger, deverá crescer em torno de 8% no futuro. E a necessidade dos chineses por matérias-primas tem beneficiado o Brasil.

De acordo com o especialista, as relações comerciais do Brasil com a China podem ser consideradas desequilibradas – ou complementares, dependendo do ponto de vista. Os principais produtos brasileiros exportados para lá são commodities – soja, minério de ferro e petróleo –, enquanto 98% das exportações chinesas para o Brasil são de produtos manufaturados.