BOAS VINDAS

A idéia deste blog é a criação de um espaço para o questionamento de duas grandes forças das ideologias atuais: o Capitalismo e o Socialismo. Que, senão são coincidentes,não são também totalmente opostas. Terceira Via é nada menos do que uma Resultante dessas duas forças. Abrindo assim, um campo para o existência de uma opção, que não é uma coisa nem outra e ao mesmo tempo são as duas coisas. Eu acredito muito nessa vertente, como alternativa para convergir anseios de ambas as correntes. Num olhar metodológico, poderiamos enxergar essa possibilidade como uma demonstração empírica da dialética. Enquanto o Capitalismo está mais associado ao racional, à eficiência, à lógica; o Socialismo está mais associado ao nosso cognitivo, à sensibilidade, sentimentos, percepções, etc. Acredito ainda, que só a Democracia viabiliza essa vertente. A Ditadura, sem dúvida, enviesará para o socialismo ou para o capitalismo radical. ENTÃO SEJA BEM VINDO, COLOCANDO SUA CONTRIBUIÇÕES, SUAS IDÉIAS, SUAS DÚVIDAS, ETC. (Paulo Franco)

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Alemanha registra menor desemprego desde reunificação




Mesmo com a crise mundial, taxa de desemprego em 2012 ficou em 6,8%. Governo prevê, contudo, que 2013 será difícil. Apesar da situação na zona do euro, economia robusta ajudou mercado de trabalho a se manter estável.

O mercado de trabalho da Alemanha viveu em 2012 seu melhor ano desde 1991, quando o país foi reunificado. A taxa de desemprego, divulgada pela Agência Federal Alemã do Trabalho (BA, em alemão) diminuiu 0,3% pontos perceuntuais em relação ao ano anterior e ficou em 6,8% – correspondendo a 2,9 milhões de desempregados, quase 80 mil a menos que em 2011.

O balanço positivo da taxa de desemprego tem relação com o bom início de ano registrado em 2012. Já durante o decorrer do período, o cenário se inverteu: a taxa de desemprego aumentou fortemente a partir de outubro, se comparada com os mesmos meses de 2011.

Mesmo com a boa notícia em relação a 2012 – ano marcado pela acentuação da crise financeira na zona do euro –, a agência ligou um "sinal de alarme" para o ano de 2013 e já antecipa que será um ano difícil, segundo palavras do seu presidente, Franz-Jürgen Weise. Mesmo assim, ele não espera uma ruptura no mercado de trabalho.


Weise calcula que haverá um leve aumento no desemprego na Alemanha em 2013

A taxa de desemprego começou a subir no final de 2012. Em dezembro, havia 2,84 milhões de desempregados registrados – 88 mil a mais do que em novembro e 60 mil a mais do que no mesmo mês do ano anterior. O mercado de trabalho reagiu "de forma robusta" no final do ano em relação à crise, disse Weise.

Para quase todos os especialistas, o mercado de trabalho alemão está notavelmente fortalecido em comparação com os países do resto da Europa – o que, para Holger Schäfer, especialista em mercado de trabalho do Instituto da Economia Alemã (IW, em alemão), tem diversos motivos. "Um deles é o fato de que, com a exceção de 2009 – quando tivemos a crise –, tivemos um forte desenvolvimento da conjuntura econômica. Isso nos ajudou muito", frisou Schäfer em entrevista à DW.

Outro ponto, segundo o especialista, foi a demografia. A oferta de mão de obra caiu. Os mais velhos que deixam o mercado de trabalho são mais numerosos do que os que entram no mercado. "E finalmente colhemos também uma parte das reformas implementadas pelo governo Gerhard Schröder [chanceler federal alemão de 1998 a 2005], que tornou nosso mercado de trabalho muito mais eficiente e flexível."

A taxa de desemprego na parte ocidental da Alemanha atingiu 5,9%, e na parte oriental, 10,7%. O estado alemão que registrou a menor taxa média foi a Baviera, com 3,7%. A pior situação foi registrada na capital, Berlim, com taxa média de desemprego de 12,3%.

Sinal de alarme para 2013

O presidente da BA explicou, porém, que houve sinais claros de "uma aceleração mais lenta da conjuntura econômica". Mesmo com o risco em baixa de se tornar desempregado, haveria o risco de não conseguir encontrar um emprego. "Isso significa que as empresas estão cautelosas no que se refere ao recrutamento [de novos funcionários] em uma situação econômica incerta", explicou.

Para este ano, Weise calcula um leve aumento da taxa de desemprego "para um pouco mais de 2,9 milhões de pessoas", sendo que o número de ocupados deve permanecer estável. O sinal de alarme para 2013, porém, não deve ser ignorado.

FC/dw/dpa/dpad/rtr
Revisão: Francis França

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