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segunda-feira, 10 de agosto de 2015

Grecia, Brasil y después

Por Atilio A Baron



Si en Grecia la democracia sufrió un duro revés, otro tanto parece que está a punto de ocurrir en Brasil. Incapaz de prevalecer en las urnas, la derecha griega y sus mandantes en Bruselas reprobaron en el Parlamento lo que había sido aprobado por el pueblo en el referendo convocado por Syriza. En Brasil, la derecha vernácula y sus compinches en el imperio lograron que el voto popular en contra del programa de la derecha radical encabezada por Aécio Neves fuese neutralizado por un golpe de mercado a resultas del cual el equipo económico de quien fuera derrotado en el balotaje fue instalado en Brasilia para perpetrar un ajuste salvaje.
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Pero esa derecha brasileña, en línea con la ofensiva destituyente lanzada por Washington, no quiere
esperar hasta el próximo turno electoral, en octubre del 2018. Haciendo gala de su profundo desprecio por las normas democráticas y confirmando la sabiduría del dictum de Maquiavelo cuando

segunda-feira, 18 de março de 2013

Página 12: O jornal que incomoda fardas e batinas


por Saul Leblon para Carta Maior


Na manhã seguinte ao anúncio de um Papa argentino, o jornal ‘Página 12’ sacudiu Buenos Aires com a manchete: ‘!Dios, Mio!’
A sexagenária Graciela Yorio, distante 11 mil km, em Buenos Aires, numa explosão de sentimentos, esmurrou as paredes de seu apartamento, quando viu emergir o cardeal Bergoglio no balcão do Vaticano, após o "Habemus Papam".

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"Página 12": o Alvo

 ¡DIOS MIO!  

(Por Fernando Cibeira)



El cardenal primado de la Argentina, Jorge Bergoglio, es el nuevo papa, el primero que no es europeo y que viene de América latina. El alto prelado ha sido denunciado por complicidad con la dictadura militar, mantuvo una relación conflictiva con los gobiernos kirchneristas y fue un tenaz opositor del matrimonio igualitario y las políticas de educación sexual y salud reproductiva




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Na 6ª feira, dois dias depois, como relata o correspondente de Carta Maior, Eduardo Febbro, direto do Vaticano, o porta-voz da Santa Sé reclamou do que classificaria como ‘acusações caluniosas e difamatórias’ envolvendo o passado do Sumo Pontífice.

Em seguida atribui-as a ‘elementos da esquerda anticlerical’.  Com ele, seu diretor, o jornalista Horácio Verbitsky, autor de um livro sobre o as suspeitas que ensombrecem a trajetória do cardeal Jorge Mário Bergoglio, durante a ditadura argentina.

A cúpula da Igreja acerta ao qualificar o ‘Página 12’ como ‘de esquerda’ – algo que ostenta e do qual se orgulha praticando um jornalismo analítico, crítico, ancorado em fatos.  Mas erra esfericamente ao espetá-lo como ‘anticlerical’.  O destaque que o jornal dispensa ao tema dos direitos humanos não se restringe ao caso Bergoglio.

Fundado ao final da ditadura, em maio de 1987, o ‘Página 12’ é reconhecido como o grande ponto de encontro da luta pelo direito à memória na Argentina.  Não foi algo premeditado.  No crepúsculo da ditadura militar, um grupo de jornalistas de esquerda vislumbrou a oportunidade de criar um veículo enxuto, no máximo 12 páginas (daí o nome), mas dotado de densa capacidade analítica.

E, sobretudo, radicalmente comprometido com a redemocratização e com os seus desafios.  A receita das 12 páginas baseava-se num cálculo curioso.  Era o máximo que se conseguiria produzir com qualidade naquele momento; e o suficiente para a sociedade reaprender a refletir sobre ela mesma.