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terça-feira, 2 de outubro de 2018

FRAUDE ELEITORAL: A luz amarela foi acesa

Por Paulo Franco


Não cabe mais discutir golpe e ditadura.  Ambos já são passíveis de reconhecimento de todos aqueles que acompanham o cenário político do país.

A fraude eleitoral, se ocorrer, seria apenas mais uma das medidas protetivas do processo ditatorial, assim como vem ocorrendo as inúmeras inconstitucionalidades com relação ao PT e ao Lula. 

O impedimento de Lula, o primeiro colocado nas pesquisas eleitorais, com possibilidade de vitória já no primeiro turno, foi o ato mais evidente e inquestionável, do processo golpista.

O importante, quando já estamos há poucos dias para as eleições, é constatar o que vem acontecendo nos últimos dias. 

É importante considerar o quanto os institutos de pesquisas vinculados direta ou indiretamente,  à grande mídia, tem usado as pesquisas eleitorais como arma para influenciar ou fraudar o processo eleitoral no Brasil.

No golpe de 1964, uma das grandes falácias que propagaram para a sociedade é que João Goulart (Jango) seria um presidente fraco, sem apoio popular e que seria, então, manipulado pelos comunistas da China e URSS, sem forças internas para dominar a situação.

Hoje sabemos, por uma divulgação recente, a quase 50 anos depois, que o IBOPE e a Globo, escondeu os resultados de uma pesquisa onde mostrou que o povo apoiava o governo jango e a suas propostas de reformas, conhecidas como "Reformas de Base".


Essas pesquisas podem ser consultadas no departamento de história da UNICAMP que recebeu todo o material em questão. 

Em 1982, tivemos o vergonhoso caso Proconsult, onde havia o plano de fraudar a apuração dos votos, e impedir a eleição de Leonel Brizola.  O plano consistia em manipular os resultados das pesquisas para escamotear a fraude física.

Por sorte o sistema foi denunciado e o PDT e Brizola, usou um sistema de pesquisas paralelo onde mostrava a realidade dos fatos, ou seja, sua virtual vitória, o que foi confirmado, após o aborto do crime eleitoral, sem punições, é claro.

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Em 1989 tivemos o episódio, não menos criminoso, onde a Globo fez toda um trabalho meticuloso para levantar Collor e derrubar Lula naquela eleição.  E conseguiu.

Em 2002, numa conversa divulgada posteriormente, Montenegro conversou com Roberto Marinho, confessando que nada poderiam fazer para tirar a vitória de Lula.  A luta estava perdida.

Mais recentemente temos o episódio do Mensalão, onde o PSDB - seu criador, foi ignorado pela Mìdia e pelo Judiciário, atacando especificamente o PT, com o objetivo fundamental e derrubar Lula do Poder.  Só não aconteceu isso, porque Lula tem um poder monumental na opinião pública dentro e fora do país e se governo vinha sendo um dos melhores do país nos últimos tempos e era reconhecido pelos governos e demais instituições internacionais.

A mídia e os institutos de pesquisas continuou seu trabalho de desconstrução do partido progressista mais forte até os dias de hoje.

O GATO SUBIU NO TELHADO

Quatro fatos ocorreram ontem e hoje, que aumentam nossa desconfiança que pode ter um plano fraudulento já forjado para impedir a vitória do PT.

O PRIMEIRO foi as duas últimas pesquisas divulgados, a da DMA, contratada pela CNT e a do IBOPE, contratada pela Globo.  O resultado de uma e de outra é muito sugestivo que algo estranho está acontecendo.  Uma pesquisa é o espelho da outra.  Uma é exatamente o inverso da outra,  em relação aos 2 principais candidatos Bolsonaro e Haddad. 

Vejamos o gráfico abaixo, onde foram plotados os resultados para o primeiro turno da pesquisa estimulada, considerando para análise, somente esses dois candidatos e os 2 últimos levantamentos.


Na pesquisa realizada pela DMA, Bolsonaro se manteve constante e Haddad cresceu.  Na pesquisa realizada pelo IBOPE, foi divulgado exatamente o inverso, ou seja, Bolsonaro cresceu e Haddad se manteve constante. 

É natural que haja divergências entre as pesquisas, por "n" razões.  Normalmente contidas nas margens de erro de cada uma delas.  Mas à medida que as divergências vão crescendo, a confiabilidade nos resultados, seja por motivos de erros no planejamento ou na apuração dos dados e tabulação dos dados brutos, vai diminuindo.

Neste caso específico, não trata-se, somente de erros operacionais, mas de divergência gritante, já que mostra tendências divergentes num prazo praticamente idênticos. 

Essa discrepância é sim um forte indicativo de que possa estar havendo alguma ocorrência intencional, algum procedimento planejado.  Para saber, teria que analisar todo o processo da pesquisa, desde o planejamento até a apresentação ao cliente (CNT e Globo). 

O SEGUNDO fato foi a autorização da divulgação extemporânea de "trechos" da delação premiada de Palocci, pelo polêmico juiz Sérgio Moro.   Esse fato, ocorrente a poucos dias da eleição, denota com toda a clareza que o objetivo é puramente eleitoral e contra o candidato Haddad, do PT. 

Essa delação tem sido muito badalada, sempre envolvendo a participação da grande mídia, gerando especulações na opinião pública.  Inicialmente diz-se que a delação havia sido rejeitada pelo Juiz Moro por não oferecer material suficiente para a credibilidade das narrativas.

Portanto, esse evento é sim um sinal de que possa haver algum movimento orquestrado para impedir uma vitória do candidato petista. 

O TERCEIRO fato que chama a atenção é o combate entre ministros STF, se atropelando, cometendo absurdos, sem nenhum pudor, para censurar, mais uma vez o ex-presidente Lula.  

A percepção que se passa é que o STF está fortemente amordaçado, sem poder expressar o que determina a nossa lei maior, a CF, diante de tantas aberrações que temos vivido, nos útimos tempos. 

O QUARTO fato que me chama a atenção, não é exatamente algo no sentido de fraudar o processo democrático, mas como um indicador poderoso, do que ocorre no primeiro escalão do poder da nação (que está acima dos 3 poderes)

Após os eventos ocorridos ontem,  o mercado de ações abriu em forte alta, com as ações da Petrobras batendo 9% de alta em Wall Street, apesar dos preços do petróleo, seu maior referencial, ficar estagnado, com variação irrelevante.

   
É bom entender que os preços dos principais papéis das empresas brasileiras não são determinados na Bovespa, mas sim na NYSE, nos EUA.    O Brasil caminha a reboque. 

CONCLUSÃO

Diante deste cenário tão conturbado, com tantas intervenções indevidas no processo, de uma impunidade daqueles que cometem fraudes, diante das manifestações da PF, do MPF, do Judiciário, dos militares, dos políticos conservadores, da conduta da grande mídia, da influência norte-americana nos países latino-americanos, seria prudente por parte dos partidos progressistas, principalmente, o PT, a elaboração de um plano de contingência, de controle do processo, de vigilância concreta.

Seria, também, muito interessante que houvesse a participação de observadores internacionais isentos do processo geo-político na região e também a auditoria de empresas especializada em auditoria de sistemas, para dar mais confiabilidade ao processo eleitoral. 

domingo, 4 de outubro de 2015

LULA? Mas não deveria ser Eduardo Cunha?

Por Paulo Franco


Você tem consciência do quão bandidas são estas revistas? Você tem consciência do quão mafiosos são os coronéis da imprensa brasileira?

Se você respondeu sim, então seu sentimento em relação a eles e a estas revistas é de repúdio, de asco, de aversão e total descrédito. 

Se você respondeu que não concorda com essa concepção, então das duas, uma: Ou você é, simplesmente uma pessoa ingênua, totalmente manipulada em consequência de sua ideologia e da falta de senso crítico, ou então, você deve você se identifica com os padrões éticos e morais dos jornalistas e dos proprietários desses veículos.

O grande fato que marcou esta semana foi a revelação pelo chefe do  MPF, Rodrigo Janot, Procurador Geral da República,  que Eduardo Cunha tem contas na Suíça no valor de 5 milhões de dólares, em seu nome e em nome de parentes, usados como laranjas. 
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Como todos nós já sabemos, Eduardo Cunha é o Presidente da Câmara Federal. Conforme reza a Constituição Federal, ele é o primeiro substituto da Presidência da República, na ausência do Presidente e do vice-presidentes eleitos.  É portanto um dois mais importantes cargos da república.

Eleger como objetivo único,  a destruição do PT, de Lula e de Dilma, apontando para eles toda a sua artilharia, num bombardeio ininterrupto já é "normal", mas a edição deste fim de semana surpreendeu até os mais fanáticos anti petistas. 

Estas revistas, simplesmente, ignoraram a importância tanto desta denúncia como a importância do denunciado  e coloca em sua capa Lula e Dilma. Sendo que Lula, vestido de prisioneiro.

Tudo bem, que Eduardo Cunha seja hoje o grande lider da Oposição atualmente, que tem um relacionamento promiscuo com a mídia e setores empresariais, mas mesmo assim é inconcebível desprezar um acontecimento tão escandaloso, com repercussões em toda a imprensa internacional. 

Esta revista demonstra, de forma acintosa, o quanto é anti ética, imoral,  anti democrática e criminosa. E você, vai continuar se alinhando com essa podridão?






domingo, 27 de setembro de 2015

Não basta ser coxinha, tem que ser otário

Por Paulo Franco


Manipulado e estimulado por uma mídia declaradamente canalha, o coxinha, que tem a índole frágil, uma arrogância exacerbada, um personalidade violenta e agressiva, com uma capacidade intelectual limitada para refletir e analisar os fatos e o contexto que o envolve tem sido um elemento útil para os conservadores mas perigoso para para a sociedade. 

O caso "Johnny Depp e os aparelhos auditivos" é mais um desses exemplos, entre milhares, onde se repete a precipitação, a superficialidade, a leviandade, a irresponsabilidade no trato de um fato.

A má índole dos coxinhas (pessoas de extrema direita, desinformada, preconceituosas, violentas e sem caráter), chega ao nível de escrever frases em nome de celebridades (para dar credibilidade) expondo essas pessoas perante seu fãs, seus admiradores e até seus amigos.


Muitos desses atributos são decorrentes do passionismo ideológico e a catalização da mídia, somado ao velho complexo de inferioridade e  da baixa auto estima, eternizado como "complexo de vira-latas" pelo escritor e dramaturgo Nelson Rodrigues. 
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A FANTASIA E A VERDADE DOS FATOS 

"Johny Depp em um dia doa 200 aparelhos auditivos e zera a fila do SUS".  Ora, não há nada mais infantil que essa afirmação.  Como 200 aparelhos zeraria a fila do SUS.  Porque as pessoas não se informa melhor, antes de expor ao ridículo dessa forma.  Zerou a fila naquela unidade?  Pode ser, mas qual a significância desse ato em termos de Brasil?   Seria motivo para esse circo todo?

A Secretaria da Saúde da Prefeitura do Rio de Janeiro promoveu uma ação em conjunto com a Starkey Hearing Foundation para distribuir 215 aparelhos para deficientes auditivos.  As duas instituições aproveitaram a vinda da banda Hollywood Vampires, convidando-os para participar da ação, dando mais visibilidade ao evento.  Johnny Depp e Alice Cooper representaram a banda.

Johnny Depp tem uma conduta conhecida de ajuda humanitária, principalmente com crianças.  Ele tem ajudado hospitais infantis nos EUA, Inglaterra, Australia e outros países.  Além dessas ajudas financeiras, ele normalmente oferece ajuda afetiva e diversas outras formas explorando o que ele tem de mais forte que é sua fama, seu carisma, seu reconhecido caráter. 

Os aparelhos foram doados pela Starkey Hearing Foundation, dentro de um programa que já pratica há décadas ao redor do mundo.  

Essa fundação pertence a Starkey Hearing Technologies, empresa dedicada a produção de produtos e soluções para a audição, portanto é uma empresa convencional com fins lucrativos.  Suas marcas são: Starkey, Audibel, Microtech e NuEar. 









Portanto é importante que tenhamos em mente que esse evento é ao mesmo tempo um serviço de saúde, portanto obrigação do estado,  um ato filantrópico, mas também uma ação mercadológica, que tem por objetivo promover as marcas e os produtos da Starkey Hearing Technologies. 


O SUS, OS APARELHOS AUDITIVOS E A SAÚDE

Todos sabemos que temos um gap enorme nos serviços básicos ao cidadão, de responsabilidade do estado.  Isso acontece tanto na saúde como na educação, segurança, etc.  Mas não podemos olhar só a "parte vazia do copo", é importante reconhecermos não só a parte cheia do copo, como também o quanto esse copo vem sendo preenchido nos últimos tempos.  Mas cabe acima de tudo reconhecer um dos maiores sistemas de saúde gratuita mundo e seus relevantes serviços às populações carentes. 

O SUS já distribuiu mais de 600 mil aparelhos auditivos gratuitamente.  Conheço pessoas que têm dois aparelhos recebidos de forma totalmente gratuita.  Uma Organização Não Governamental (ONG) que se dedique a ajudar pessoas com deficiências auditivas é mais importante para outros países e até para os EUA do que para o Brasil. 

Não há no mundo um sistema de saúde como o SUS que cobre mais de 100 milhões de pessoas com consultas médicas, exames laboratoriais e de imagens, todas as cirurgias, internação hospitalar, etc. 

O SUS oferece a toda a população também, a distribuição nacional de medicamentos para dezenas de doenças, incluindo exames e medicamentos de alto custo além de transplantes, aplicações de próteses e outras profilaxias.  

Sem falar que o Brasil é o país que tem o maior programa de vacinação no mundo. 

Comparando com os EUA, que é o modelo de paraíso para a nossa  classe conservadora, nada disso é oferecido.    Os EUA embora tenha o maior gasto com saúde per capita do mundo, a assistência gratuita é totalmente marginal.  O aparelho para surdez, por exemplo, não é oferecido gratuitamente para a população, carente ou não. 

Um quarto da população americana, ou 50 milhões de pessoas, estão fora dos sistemas de saúde privado.  Essas pessoas simplesmente estão entregues à própria sorte. Não há consulta gratuita, não há exames gratuitos, não há internação gratuita, não há cirurgia gratuita, não há distribuição de medicamentos gratuita.  

Para agravar o quadro da saúde dos americanos pobres, todo o sistema de saúde americano é cartelizado, não há concorrência, tanto na atividade médica quanto na hospitalar.  Há uma série de barreiras corporativas que impedem a concorrência e por consequência acarretam uma elevação exorbitante dos preços, tanto das consultas, como dos exames e de custos hospitalares.

Nos EUA, para quem não tem uma boa renda e um bom plano de saúde, a opção é a venda da casa ou a morte se o caso for grave.  Não há nenhum tipo de compaixão. 

Os  serviços do governo Medicare e Medicaid existentes são marginais, conforme pode ser constatados em diversos artigos publicados na imprensa americana e europeia.

Jack Sparrow visita Hospital Infantil na Austrália


segunda-feira, 24 de novembro de 2014

A Manipulação subliminar da Globo através dos gráficos

Por Paulo Franco

A CLASSE MÉDIA COMO MASSA DE MANOBRA


Eu tenho dito que o publico alvo a ser manipulado pelo telejornalismo da Globo é a classe média.  Inteligentemente, a Globo percebeu que há um enorme desconforto na classe média, com a ascensão das classes baixas, diminuindo ou pressionando suas condições de status social. 

Neste contexto, os responsáveis pelo telejornalismo da emissora, perceberam que seria só alimentar com informações que  público se identifica, e dai fazer suas manipulações obtendo uma total aderência nas mensagens e nos conteúdos providenciando uma configuração dos parâmetros que permita minimizar ou anular os efeitos das notícias positivas e enaltecer, exagerar, ressaltar as notícias ruins. 

Como as notícias ruins (reais) são poucas, a estratégia da Globo é transformar notícias boas em ruins, como por exemplo superestimar o resultado bom de outros países e subestimar os resultados bons do Brasil.
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É muito comum o uso desse expediente, como foi mostrado no diálogo de Dilma e Miriam Leitão, numa sabatina dos candidatos pouco antes das eleições.  Naquela oportunidade Miriam Leitão tentou puxar para cima o resultado do PIB de todos os países, tanto da América Latina, como da Europa.  Também enaltecendo a recuperação daqueles países, com altas taxas de crescimento, enquanto o Brasil se afundava. 

Formou-se uma discussão calorosa e até desrespeitosa por parte de Miriam Leitão, mas que depois ficou comprovado que ela mentia e a Presidenta Dilma estava bem informada e bem fundamentada.  A Alemanha por exemplo, teve no 3o. trimestre um crescimento do PIB de 0,1%, depois de amargar 0,2% negativos no trimestre anterior, escapando por pouco de uma recessão.  Ao mesmo tempo em que França, Itália, Holanda já estão navegando no vermelho recessivo.  O Japão então, encontra-se numa forte recessão, caindo 1,6% neste 3o. trimestre depois de ter uma queda de 7,6% no trimestre anterior. 

NEUTRALIZANDO O MÉRITO DO DESEMPREGO


Vemos neste exemplo do desemprego, como a Globo utiliza-se de seu expertise em comunicação para manipular sutilmente o seu telespectador. 


















Nesse gráfico, nota-se uma estratégia de comunicação visual com uma manipulação subliminar.  Muitos telespectadores se atém ao gráfico sem se preocupar muito com o detalhe do número, pois o gráfico existe para facilitar a compreensão, para ilustrar a facilitar a comunicação. 

Pois bem, propositalmente, os editores de jornalismo da Globo News elevou a barra do desemprego no Brasil de 4,7%,  a tal ponto que ficou exatamente na altura do Chile que tem um desemprego quase 50% maior que o do Brasil.  

A Barra do desemprego do Brasil,  está visualmente maior que a do Peru que tem 5,7% e maior ainda que a do México que tem 4,8%, como pode ser facilmente identificável pela linha horizontal traçadas no teto de cada barra.














O gráfico acima mostra de forma proporcional os índices de desemprego dos países selecionados por eles.  Vê-se claramente a diferença entre uma situação e outra.  Ou seja, o objetivo de minimizar a grande vantagem do Brasil em relação aos outros países no desemprego é inquestionável. 


A estratégia foi aplicada também, quando se comparou a taxa de desemprego do Brasil com alguns países selecionados da Europa.


Neste gráfico nota-se o quão absurdo é a manipulação gráfica do jornalismo da Globo news.  Isso demonstra claramente que não se pode mais considerar que estejam fazendo jornalismo, aliás, seria um antijornalismo, por ao invés de informar eles estão desinformando.  Ou o que é pior ainda, informando propositalmente errado, o que pode causar prejuízo para pessoas que tomam decisões com base nas noticias do jornal. 

Entendo que os números, neste caso específico não foram alterados, mas como disse, em muitas pessoas o que fica é a imagem gráfica.

Neste caso, onde o índice de desemprego do Brasil é comparado com alguns países da Europa, embora o Brasil tenha apresentado o menor índice (4,7%), todas as barras inclusive dos países com índice maiores como a Alemanha com 5%, os EUA com 5,8% e o Reino Unido com 6% tem suas barras com altura menor que a do Brasil. 

Veja aqui, como deveria ser esse gráfico, respeitando a proporcionalidade entre os índices de cada país. 






















quarta-feira, 9 de julho de 2014

Alemanha 7 x Brasil 1 : "A Cereja do Bolo"

Por PAULO FRANCO






É indiscutível, que essa esta sendo a "COPA DAS COPAS",  a melhor copa de todos os tempos, até hoje. 

A derrota do Brasil pela Alemanha por uma placar tão inusitado é mais um fato dentre tantos que caracterizam o quanto  fantástica está sendo essa copa.  É obvio que não estou dizendo isso como um torcedor brasileiro, pois aí o sentimento é de profunda tristeza.  Mas sim como um observador do evento, um cidadão brasileiro que ofereceu seu pais para a realização "copa do mundo".   Sem dúvida o evento esportivo mais importante do planeta.


UMA ARTILHARIA TRABALHANDO PARA O FRACASSO


A grandiosidade desta copa começou com a velha tradição brasileira da morosidade na construção dos estádios e as severas críticas da FIFA.  Uma imagem bastante negativa, para quem não conhece a cultura do povo brasileiro, mas não para a mídia e a oposição política que usou e abusou dessa situação.

O atuação ferrenha dos setores conservadores para evitar o sucesso do evento, foram anos de críticas desproporcionais.  A determinação para que a copa do mundo no Brasil fosse um fracasso foi para a rua com o patrocínio de partidos políticos e diversos grupos travestidos de anarquistas, passando para os brasileiros e para o mundo todo, uma imagem de tumulto, vandalismo e descontrole social. "Uma revolução social era eminente".

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São muitas as aberrações manifestadas pela mídia nacional.  Com muita dificuldade selecionei dois vídeos que representam o quão esdrúxula, ignorante e hipócrita é a nossa midia:


A jornalista Marilia Ruiz comenta que a Copa seria uma Vergonha, um Vexame.

 





O Jornalista Kajuru, além desinformar irresponsavelmente, garante que Brasil já é o Campeão, por negociatas do futebol e da política.




A midia internacional acabou comprando os discursos da midia interna e publicou reportagens, semelhantes

sexta-feira, 29 de março de 2013

Presidenta, crie corvos e eles bicarão teus olhos



por Maria Luiza Tonelli, especial para o Viomundo

O Brasil teve a mais longa ditadura da América Latina: 21 anos. Passamos por um período de redemocratização iniciado em 1985 e, finalmente, em 1988, com a Constituição chamada por Ulysses Guimarães de constituição cidadã, entramos efetivamente num sistema político de democracia, sob o Estado Democrático de Direito. Nossa democracia ainda é muito jovem, considerando que pela primeira vez o Brasil desfruta de um período de democracia ininterrupta, sem golpes no meio do caminho.

Às vésperas de completar 49 anos do golpe militar que contou com o apoio das classes privilegiadas, da imprensa, de intelectuais de direita, de grande parte da classe média brasileira e dos EUA, ainda estamos longe de viver numa verdadeira democracia em termos de efetiva igualdade de todos perante a lei e do respeito à dignidade humana, corolário da nossa Constituição.

O Brasil é um país constitucionalista, ou seja, um Estado no qual ninguém está acima da lei, nem governantes nem governados. Significa que nenhuma lei pode estar em contradição com a Constituição, bem como a nenhum cidadão ou grupo de indivíduos cabe, sob qualquer pretexto, agir de modo tal que contrarie o que diz nossa Lei Maior, mesmo quando percebemos que há colisão entre direitos.

Isso quer dizer que nenhum direito é absoluto. O direito à liberdade de expressão não é absoluto a ponto de violar o direito à imagem, à privacidade e à dignidade humana. Mesmo quando se trata de

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Cachoeira e o desafio da mídia

Por Luis Nassif


Nesses tempos de Internet, redes sociais, e-mails, uma das questões mais interessante é a tentativa de monitorar a notícia por parte de alguns grandes veículos de mídia.

Trabalho sujo. Cachoeira operava em nome de seus lucros e de um "projeto maior". Foto: Gustavo Miranda/Ag. O Globo

Refiro-me à cortina de silêncio imposta pelos quatro grandes grupos de mídia – Folha, Estado, Abril e Globo – às revelações sobre as ligações perigosas do Grupo Abril – da revista Veja – com o bicheiro Carlinhos Cachoeira.

As provas estão em duas operações alentadas da Polícia Federal – a Las Vegas e a Monte Carlo. Até agora vazaram relatórios parciais da Monte Carlo, referentes apenas aos trechos em que aparece o senador Demóstenes Torres. Ainda não foram divulgados dois relatórios alentados – ainda sobre Demóstenes – nem as cerca de 200 gravações de conversas entre o diretor da Veja em Brasília e Cachoeira e seus asseclas.

O que foi revelado neste final de semana já se constitui nos mais graves indícios sobre irregularidades na mídia desde o envolvimento de outra revista semanal com bicheiros de Mato Grosso, anos atrás. E está sendo divulgado por portais na Internet, por blogs, por emissoras rivais do grupo, vazando pelas redes sociais, pelo Twitter, Facebook em uma escalada irreprimível.

Mostra, por exemplo, como Cachoeira utilizou a revista para chantagear o governador do Distrito Federal, visando receber atrasados acertados no governo José Roberto Arruda. Os diálogos são cristalinos. A organização criminosa ordena bater no governador até que ceda.

Outro episódio foi o das denúncias contra o diretor do DNIT (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte). Percebe-se que ele havia endurecido nos contratos com a Construtora Delta, parceira de Cachoeira. Nos diálogos, Cachoeira diz ter passado informações para Veja bater no dirigente para acabar com sua resistência.

Em 2005, Cachoeira foi preso. Seu reinado estava prestes a ruir. Sete anos depois, até ser preso pela Operação Monte Carlo, transformara-se em um dos mais influentes personagens da República, operando em praticamente todos os escalões.

Para tanto, foi fundamental sua capacidade de plantar escândalos na Veja e também sua parceria com Demóstenes Torres – erigido em mais influente senador da oposição por obra e graça da revista.

Dado o grau de intimidade da revista com o contraventor, há anos Roberto Civita sabia das ligações de Demóstenes com Cachoeira, assim como o uso irrestrito que Cachoeira fazia de suas ligações com a revista para achaques.

Nenhum poder ficou imune a essa aliança criminosa.

O STF (Supremo Tribunal Federal) se curvou ao terrorismo da revista, denunciando uma suposta “república do grampo” – quando, pelos relatórios da PF, fica-se sabendo que o verdadeiro porão do grampo estava na própria ligação da revista com contraventores.

O ápice desse terrorismo foi a provável armação da revista com Demóstenes, em torno do famoso “grampo sem áudio” – a armação da conversa gravada entre Demóstenes e o ministro Gilmar Mendes (ambos amigos próximos) que ajudou a soterrar a Operação Satiagraha.

Outros poderes cederam à influência ou ao temor do alcance da revista.

O caso do Procurador Geral – 1


Nos diálogos, há conversas entre a quadrilha sugerindo bater no Procurador Geral da República Roberto Gurgel para ele não ameaçar seus integrantes. No Senado, Demóstenes bateu duro. De repente, mudou de direção e ajudou na aprovação da recondução de Gurgel ao cargo de Procurador Geral. Coincidentemente, Gurgel não encaminhou ao STF pedido de quebra de sigilo de Demóstenes, apanhado nas redes da Operação Las Vegas.

O caso do Procurador Geral – 2


A assessoria do MPF atribuiu a relutância do procurador ao fato de haver outra operação em andamento, a Monte Carlo. Não teria pedido a quebra de sigilo de Demóstenes, pela Las Vegas, para não prejudicar a Monte Carlo. Na verdade, a quebra de sigilo teria permitido à Monte Carlo avançar nas investigações. Agora se sabe que, nesse tempo todo, Demóstenes ficou livre para continuar nos achaques aos órgãos públicos.

O autorregulação da mídia – 1


Em fins dos anos 90, houve grandes abusos na mídia, com denúncias destruindo a vida de muitas pessoas, sem que o Poder Judiciário se mostrasse eficaz contra os abusos. Na época, havia a possibilidade de uma lei ser votada, assegurando direito de defesa aos atingidos. A própria grande mídia aventou a possibilidade da autorregulação, órgão similar ao Conar (Conselho de Autorregulamentação Publicitária).

A autorregulação da mídia – 2


A maneira como se está restringindo o acesso da opinião pública aos dados sobre a Abril enfraquece bastante a tese. Pior, o populismo irrefreável do presidente do STF, Ministro Ayres Britto, influenciou para acabar com a Lei de Imprensa e, com ela, os procedimentos visando assegurar direito de resposta aos atingidos, deixando centenas de pessoas sem acesso à reparação. Tudo isso ajudou a ampliar os exageros.

A autorregulação da mídia – 3


Na Inglaterra, publicações de Rupert Murdoch se aliaram a setores da polícia para vazar informações sigilosas de inquérito e atentar contra o direito à privacidade de centenas de cidadãos ingleses. A constatação do Judiciário inglês foi o de que as ferramentas de autorregulação não foram suficientes para impedir abusos. Em vista disso, está sendo criada uma agência para garantir a defesa dos direitos dos cidadãos.

A autorregulação da mídia – 4


No caso da Abril, a aliança foi com o próprio crime organizado. Hoje em dia há um fortalecimento da imprensa regional, da blogosfera, de portais de notícia, que ajudam a quebrar cortinas de silêncio. Isso tudo levará, dentro em breve, a uma discussão aprofundada sobre liberdade de opinião – um direito sagrado, uma das maiores conquistas democráticas – e as formas de impedir seu uso para atividades criminosas.



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