BOAS VINDAS

A idéia deste blog é a criação de um espaço para o questionamento de duas grandes forças das ideologias atuais: o Capitalismo e o Socialismo. Que, senão são coincidentes,não são também totalmente opostas. Terceira Via é nada menos do que uma Resultante dessas duas forças. Abrindo assim, um campo para o existência de uma opção, que não é uma coisa nem outra e ao mesmo tempo são as duas coisas. Eu acredito muito nessa vertente, como alternativa para convergir anseios de ambas as correntes. Num olhar metodológico, poderiamos enxergar essa possibilidade como uma demonstração empírica da dialética. Enquanto o Capitalismo está mais associado ao racional, à eficiência, à lógica; o Socialismo está mais associado ao nosso cognitivo, à sensibilidade, sentimentos, percepções, etc. Acredito ainda, que só a Democracia viabiliza essa vertente. A Ditadura, sem dúvida, enviesará para o socialismo ou para o capitalismo radical. ENTÃO SEJA BEM VINDO, COLOCANDO SUA CONTRIBUIÇÕES, SUAS IDÉIAS, SUAS DÚVIDAS, ETC. (Paulo Franco)

segunda-feira, 6 de outubro de 2014

Eleições Presidenciais: Perspectivas para o 2º turno

Por Paulo Franco


Comparando-se com a eleição de 2010, a chance de Aécio, que necessita de 66% dos votos disponíveis, ficou factível do que a chance de Serra que necessitava de 85%.  Por outro lado, a chance de Dilma nesta eleição ficou bem mais complicada, necessitando captar 34% dos votos disponíveis, do quem em 2010 quando necessitava captar apenas 15% para vencer as eleições.


Encerradas as apurações do primeiro turno, as atenções voltam agora para o segundo turno das eleições. 

Dilma terminou na frente, com Aécio em segundo e Marina em terceiro.  Até aí sem muitas supresas, mesmo que alguns esperavam que Marina terminasse em segundo.  A surpresa ficou por conta do salto que Aécio deu atingindo 33,5%, empurrando Marina para 21,3% que já vinha descendo ladeira abaixo.

Ninguém imagina, a essa altura do campeonato, uma transferência de votos de Aécio para Dilma e vice-versa.  A grande batalha que se trava, a partir deste momento é pela conquista dos votos válidos atribuidos Marina e demais candidatos no primeiro turno.

Alguns fatores determinarão o fluxo desses votos para Dilma ou para Aécio, como a distância ideológica entre as duas propostas, a costura de alianças partidárias, entre outros. 

MARINA, UMA COADJUVANTE IMPORTANTE 


A candidatura de Marina é sui generis, não conseguindo registrar seu partido na justiça eleitoral, ficou impossibilitada de se candidatar como estava planejado.  Negociou uma aliança com o PSB e teve que se contentar com uma chapa, onde figurava como candidata à vice-presidência.  Com a morte de Eduardo Campos, passou a ocupar a posição principal da chapa e pode ser finalmente a candidata a presidência pela coligação PSB, Rede Sustentabilidade e PPS.

A história de Marina é muito rica, tanto pessoalmente como na política.  Militou e conquistou diversos cargos pelo PT, portanto lutando por bandeiras de esquerda.  Foi fundadora do PT e da CUT em parceria com dois grandes ícones do Brasil: Lula e Chico Mendes.

Em 2008, Marina deixou o PT para tentar carreira solo em destino ao planalto, face a preferência de Lula por Dilma e não por ela.  Nesta oportunidade Marina foi habilmente utilizada pela oposição, na época representada pelo candidato José Serra, que deu cordas para que ela, crescendo evitasse a vitória de Dilma em primeiro turno conforme apontavam as pesquisas.  O plano da oposição foi um sucesso, a vitória de Dilma em primeiro turno foi sepultada.  Marina não apoiou o PT e nem o PSDB, deixando que seus eleitores decidissem por si.  O que já indicava um afastamento do PT e de sua linha ideológica e histórica.

O grande passo de Marina Silva nesta eleição, não foi só o afastamento do PT, mas o afastamento da esquerda que sempre identificou sua história política e até de vida.  Marina, querendo sinalizar uma terceira via político-partidária e ideológia, acabou abraçando um programa de governo extremamente conservador em diversos aspectos, principalmente, no econômico ao pregar a independência do Banco Central, diminuição do papel dos bancos estatais na economia, a revisão das leis trabalhistas, etc.

O COMPORTAMENTO DO ELEITOR EM 2010


Em 2010, os resultados da eleição no primeiro turno foram: Dilma 46,9%; Serra 32,6%, Marina 19,3% e ou demais candidatos represetaram apenas 1,2% dos votos válidos.

As diferenças fundamentais a serem destacadas foram a diminuição da distância entre a candidata Dilma e o candidato do PSDB que foi de 14,3% (46,9% menos 32,6%), enquanto que em 2014 essa diferença foi de apenas 8,1% (41,6% menos 31,5%).

A diminuição da diferença entre o primeiro colocado, a candidata Dilma e o segundo colocado, nesta eleição Aécio, indica um segundo turno mais apertado, com diminuição da probabilidade de vitória da candidata Dilma.  Portanto aumenta o incerteza do resultado final.  

Por outro lado, aumenta a fatia de votos dos demais candidatos, que serão alvos de disputa entre os dois candidatos classificados para o 2º turno.  Em 2010 somavam 20,5% e nestas eleições de 2014 essa fatia é de 24,9%.

A NECESSIDADE DE VOTOS PARA A VITÓRIA DE CADA CANDIDATO


Em 2010, com a distância mais folgada de Dilma sobre Serra, ela precisava de apenas 15% dos votos restantes, ou 3,1 a mais sobre os 46,9 conseguidos no 1º turno.  Serra, todavia, precisava de 85% dos votos restantes, ou 17,4% a mais sobre os 32,6% para ultrapassar o "ponto de equilíbrio" e assim sagrar-se vitorioso.

Nesta eleição, a distância entre a candidata do PT, Dilma Rousseff e o candidato do PSDB, Aécio Neves está bem menor que em 2010, o que torna mais complicada, quantitativamente, a vitória da candidata do PT se comparada com a última eleição.

Dilma precisa de 34% dos votos restantes, ou 8,4% a serem adicionados aos 42,6% obtidos no 1º turno.  Aécio precisa de 66% dos votos restantes, ou seja, 16,5% que se adicionados aos 33,5% conseguidos no 1º turno lhe daria o cargo de Presidente da República.

Proporcionalmente, comparando-se com a eleição de 2010, a chance de Aécio, que necessita de 66% dos votos disponíveis, ficou factível do que a chance de Serra que necessitava de 85%.  Por outro lado, a chance de Dilma nesta eleição ficou bem mais complicada, necessitando captar 34% dos votos disponíveis, do quem em 2010 quando necessitava captar apenas 15% para vencer as eleições. Mesmo com o aumento de votos necessários para a vitória, a candidata  Dilma mantém a vantagem sobre Aécio. Tudo isso, numa análise quantitativa.  Não estão sendo considerados aqui os fatores subjetivos e as implicações políticas que impactam os resultados. 

VOTOS CONQUISTADOS NO 2º TURNO DE 2010 E PROJEÇÃO PARA 2014


Embora Dilma precisasse de apenas 15% dos votos disponíveis para ultrapassar os 50% dos votos válidos e sagrar-se Presidente da República, Dilma conseguiu 44%, sendo finalmente eleita com 56% do total dos votos válidos. 

Serra precisava de 85% dos votos disponíveis para ultrapassar os 50% e obter a vitória, mas conseguiu apenas 56%, perdendo a eleição com um votação de 44% do total

Se ambos os candidatos repetirem os resultados de captação de votos disponíveisocorridos em 2010, Dilma conseguiria 11,1% dos 24,9% de votos disponíveis, conseguindo a vitória com 52,6%.  Aécio conseguiria 13,8% dos 24,9% disponíveis, perdendo a eleição com uma votação final de 47,4%.

Cabe ressaltar que, no primeiro turno os resultados de 2014 já não repetiram os resultados de 2010.  Desta forma não é exagero pensar que as conquistas dos votos disponíveis também tenham um desempenho aquém de 2010. 

Um comentário:

  1. O MOMENTO É DE UNIÃO....AÉCIO É A SOLUÇÃO.

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