BOAS VINDAS

A idéia deste blog é a criação de um espaço para o questionamento de duas grandes forças das ideologias atuais: o Capitalismo e o Socialismo. Que, senão são coincidentes,não são também totalmente opostas. Terceira Via é nada menos do que uma Resultante dessas duas forças. Abrindo assim, um campo para o existência de uma opção, que não é uma coisa nem outra e ao mesmo tempo são as duas coisas. Eu acredito muito nessa vertente, como alternativa para convergir anseios de ambas as correntes. Num olhar metodológico, poderiamos enxergar essa possibilidade como uma demonstração empírica da dialética. Enquanto o Capitalismo está mais associado ao racional, à eficiência, à lógica; o Socialismo está mais associado ao nosso cognitivo, à sensibilidade, sentimentos, percepções, etc. Acredito ainda, que só a Democracia viabiliza essa vertente. A Ditadura, sem dúvida, enviesará para o socialismo ou para o capitalismo radical. ENTÃO SEJA BEM VINDO, COLOCANDO SUA CONTRIBUIÇÕES, SUAS IDÉIAS, SUAS DÚVIDAS, ETC. (Paulo Franco)

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domingo, 29 de outubro de 2017

LULA X BOLSONARO: O dilema da direita

Por Paulo Franco

Por definição ideológica, a esquerda está com Lula e a direita ultra conservadora está com Bolsonaro.  E nesse vácuo, a direita mais light vai ficar com qual opção?


A cada dia que passa, mais vai se consolidando quais os candidatos que se enfrentação no segundo turno das eleições de 2018.  Do lado da esquerda, temos o ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva, do PT (Partido dos Trabalhadores) e do lado da direita, temos o  deputado federal, Jair Messias Bolsonaro. 

LULA


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Lula, como todos já sabemos é um legítimo representante da classe trabalhadora, tem sua trajetória baseada no sindicalismo, fundamentalmente defendendo a livre negociação entre patrões e empregados, via sindicato, sem a tutela do estado.

As bandeiras que o PT e Lula defendem são a diminuição das injustiças sociais, a queda das desigualdade, a inclusão social, tendo como principal instrumento de suporte à essas políticas, o crescimento econômico e a geração de empregos.  

Por enquanto Lula e o PT não defendeu outros instrumentos fundamentais para corrigir a concentração de rendas do país (uma das maiores do mundo, senão a maior), como por exemplo a tributação. 

BOLSONARO


Bolsonaro marca presença na manifestação aqui em Copacabana. Gostem ou não, uma coisa é certa: não tem medo de povo.

Bolsonaro, como também é do conhecimento de todos, é representante das idéias militares do golpe de 1964 e da consequente ditadura.  Defende políticas mais radicais no campo político, econômico,  social, ambiental, étnico e religioso. Sua postura enérgica, inflexível e radical gerou frase famosas e impactantes, tais como: 

  • Se eu fosse eleito, eu daria um golpe de estado hoje mesmo. 
  • A Democracia não resolve nada. 
  • Sou a favor da tortura. 
  • A ditadura não matou nada, só uns 300, todos bandidos, mercenários, ladrões, vagabundos. 
  • Um erro da ditadura foi torturar e não matar. 
  • Para consertar o Brasil, seria preciso matar uns 30.000 a começar com FHC.  Vai morrer inocentes, mas tudo bem. 
  • Se eleito, vou dar carta branca para a polícia matar. 
  • Se eleito, todo brasileiro poderá ter seu fuzil. 
  • A sociedade brasileira não gosta de homossexual. 
  • Refugiados do Haiti e da Síria são a escória do mundo. 
  • Ela não merece ser estuprada, é muito ruim, muito feia.
  • Os negros dos quilombolas não servem nem para procriar. 
  • Se eleito, vou acabar com todas as reservas indígenas. 

Bolsonaro, por outro lado, defende uma política quase que antagônica à do PT.  Para ele quanto maiores as vantagens e benefícios aos empresários e as empresas, maior o benefício para a sociedade.  

Ele acredita nisso, mesmo adotando medidas que diretamente afetam prejudiquem o trabalhador e as classes sociais mais baixas, mais vulneráveis.  Medidas como, por exemplo, a retirada de direitos trabalhistas, a liberação para terceirização de forma ampla e total, o fim dos reajustes do salário mínimo e também de aposentadorias.  

Defende também, o aumento das dificuldades para a aposentadoria e diminuição do valor do beneficio com o objetivo de diminuir as despesas da Previdência, o fim do sindicalismo como instrumento de luta dos trabalhadores por gerar baderna e prejudicar as empresas e a economia.

O DILEMA


Dois segmentos da sociedade tem posições definidas por uma questão ideológica, que são as seguintes: a esquerda apoia Lula, de forma definida e sem chance de mudança.  A extrema direita, a mais conservadora apoia Bolsonaro, de forma taxativa e definitiva. 

A dúvida está justamente naquela parte da sociedade que tem um posicionamento ideológico e político entre os dois segmentos acima.   

 Para esse segmento intermediário, apoiar Lula seria motivada por uma gestão eficiente, com um histórico positivo no Brasil e no exterior, com uma política nitidamente desenvolvimentista, cuja essência é a geração de empregos e inclusão social e diminuição da concentração de rendas. 

O risco, no caso, é mais subjetivo e não menos importante: abrir espaço para o avanço de agendas progressistas, considerado um avanço da esquerda, colocando em risco a os benefícios e privilégios proporcionados pela secular hegemonia e supremacia da elite burguesa. 

No outro lado da balança, apoiar Bolsonaro significaria, ao contrario do risco de avanço da esquerda com suas consequências já descritas, mas a vantagem de, não só conter, mas reprimir e retroceder o avanço da esquerda e as bandeiras progressistas garantindo a manutenção do "status quo". 

O risco envolvido nessa opção é, num primeiro momento, o baixo conhecimento e a inexistência de experiência em gestão de Bolsonaro.  Num segundo momento, e mais grave, é sua postura extremamente radical, tanto no campo ideológico quanto no comportamento intransigente e agressivo.   

Sua eleição poderia agravar a crise institucional, aumentando o risco de uma intervenção militar com a consequente implantação de uma ditadura militar por prazo indefinido (ou definido, mas sem garantia de cumprimento).  As consequências tanto econômicas, como políticas e sociais seriam imprevisíveis.  E se tem uma coisa que empresário odeia é incerteza.

CONCLUSÃO


Portanto, a direita moderada e liberal  está numa "sinuca de bico": Lula ou Bolsonaro? 

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