BOAS VINDAS

A idéia deste blog é a criação de um espaço para o questionamento de duas grandes forças das ideologias atuais: o Capitalismo e o Socialismo. Que, senão são coincidentes,não são também totalmente opostas. Terceira Via é nada menos do que uma Resultante dessas duas forças. Abrindo assim, um campo para o existência de uma opção, que não é uma coisa nem outra e ao mesmo tempo são as duas coisas. Eu acredito muito nessa vertente, como alternativa para convergir anseios de ambas as correntes. Num olhar metodológico, poderiamos enxergar essa possibilidade como uma demonstração empírica da dialética. Enquanto o Capitalismo está mais associado ao racional, à eficiência, à lógica; o Socialismo está mais associado ao nosso cognitivo, à sensibilidade, sentimentos, percepções, etc. Acredito ainda, que só a Democracia viabiliza essa vertente. A Ditadura, sem dúvida, enviesará para o socialismo ou para o capitalismo radical. ENTÃO SEJA BEM VINDO, COLOCANDO SUA CONTRIBUIÇÕES, SUAS IDÉIAS, SUAS DÚVIDAS, ETC. (Paulo Franco)

quarta-feira, 29 de abril de 2015

PIB dos EUA despenca e assusta analistas

Por Paulo Franco



 Se 0,2% de crescimento do PIB do 1o. Trim já assustou os analistas americanos, imaginem a revisão que foi divulgada hoje, uma redução de 0,7%. 


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Atualização em 01/06/2015

Se 0,2% de crescimento do PIB do 1o. Trim já assustou os analistas americanos, imaginem a revisão que foi divulgada hoje, uma redução de 0,7%. 

Este poste foi publicado em em função da surpresa causada pela divergência entre as previsões do resultado do PIB do primeiro trimestre dos EUA. 

A previsão em outubro/novembro de 2014 era de 3% e no inicio do ano as previsões (consenso de mercado) foi reduzindo-se violentamente, chagando-se na data da divulgação a 1,25%, mas o número real divulgado foi de apenas 0,2%. 

Não é só o governo brasileiro e nem os bancos que participam do sistema focus que erram suas previsões.  Isso ocorrer no mercado mais desenvolvido do mundo também. 

Mas a revisão divulgada hoje mostrou que na verdade o PIB encolheu nos EUA.   A variação foi de -0,7%, ou seja,  um erro de estimativa astronômico.  Esperar 3% de crescimento e uma redução de 0,7% é realmente espantoso. 

O mais importante ainda é a tomada de consciência pelos analistas de mercado, economistas, investidores e políticos que no cenário econômico global o que impera é a incerteza.   Parece que o mundo vai continuar convivendo com o fantasma da crise global por mais tempo.
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US Economy Grinds To A Halt, Again: Q1 GDP Tumbles Below Expectations, Rises Paltry 0.2%




A mídia no Brasil tende a minimizar os problemas lá fora, principalmente nos EUA e maximizar os problemas no Brasil, deixando a sociedade não só desinformada, mas com uma visão distorcida da realidade.

O PIB dos EUA vem desacelerando a partir do 3o. trimestre do ano passado (3o.T14 5%, 4o.T14 2,2%) crescendo em termos anualizados apenas 0,2%.

Esse número frustrou todas as expectativas, incluindo Wall Street, cujo consenso seria de uma queda para 1% e não para 0,2%. 
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Essa notícia me fez recordar o diálogo entre Dilma Rousseff e Miriam Leitão numa sabatina horrorosa em pleno período pré eleitoral no ano passado.  Miriam foi deselegante e até agressiva demonstrando uma rigidez. "São os dados, Presidenta." disse Miriam,  sobre o cenário internacional e particularmente a Alemanha  Naquela oportunidade Miriam dizia que o Mundo estava em processo de recuperação e o Brasil na contramão. Dilma pacientemente mostrou explicou a ela que a economia global estava se desacelerando, inclusive a Chanceler da Alemanha Angela Merkel havia manifestado preocupação pessoalmente à Dilma, com a situação de seu pais e as perspectivas era de uma leve recessão.

O desempenho ruim da economia americana impacta a economia brasileira com 2 vetores que têm sentidos opostos. Do lado da economia real, os EUA está sinalizando uma fraqueza da atividade econômica no mundo, o que pode dificultar as exportações, a balança comercial e os resultados de empresas que tem um dependência de receitas externas.

De outro lado, o arrefecimento da economia americana, aumenta a probabilidade do adiamento do aumento dos juros nos EUA e também a magnitude e intervalos dos aumentos. Com isso diminui por aqui, a pressão sobre nossa moeda (todas as moedas do mundo, na verdade) o que por decorrência pressionaria a inflação.  Outro aspecto positivo é a diminuição do risco  de fuga de capitais do país, sangrando nossas reservas.
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Fonte do gráfico: Infinite Unknown

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