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quinta-feira, 14 de fevereiro de 2019

Las consecuencias económicas del boicot a Venezuela

CELAG



El talón de Aquiles de América Latina sigue siendo su sector externo. Estados Unidos (EE. UU.) es consciente de esta fragilidad y la utiliza en su provecho, como con Cuba, que lleva 6 décadas con un embargo sobre su sector externo. Todos los países que hoy son calificados como “milagros económicos” de desarrollo reciente, en gran parte lo son porque lograron disminuir la dependencia del sector externo. En efecto, la estrategia desarrollista basada en las exportaciones, no sólo es una política activa de desarrollo económico, también es una política estratégica de soberanía.

La historia de Latinoamérica ha demostrado que las crisis empiezan y terminan con un desbalance con el exterior, ya sea por una caída de los precios internacionales de las materias primas, una fuga masiva de divisas o por un descalce del financiamiento de la deuda externa. Cualquiera de estos caminos detona, en última instancia, una crisis de financiamiento de divisas y un ajuste de la economía doméstica vía tipo de cambio.

sexta-feira, 16 de junho de 2017

Venezuela sem fake news

Por Natalia Viana e Fotos de Manuel Rueda


Esqueça muito do que você leu por aí: não há catástrofe humanitária nem Maduro está para cair; mas há manifestantes quase todos os dias nas ruas, e eles não são “terroristas”, como dizem os apoiadores do governo




Na segunda-feira, 5 de junho, a Venezuela amanheceu com o mesmo presidente, Nicolas Maduro, como vem acontecendo desde que ele sucedeu Hugo Chávez, em 2013. Mais uma decepção para muitos dos manifestantes que têm lotado as ruas de diversas cidades do país nos últimos dois meses. Corriam boatos, de alcance multiplicado por correntes de WhatsApp, de que Maduro iria fugir do país no dia anterior. Até uma conhecida vidente previra sua fuga, dizia uma das mensagens. Era dito e certo.

Assim como nesse episódio, tudo o que acontece na Venezuela é cercado de desinformação e enevoado pelas fake news espalhadas por apoiadores do governo e da oposição. Na política venezuelana, tudo é espetáculo. Por isso, esqueça muito do que você leu por aí: a Venezuela não está vivendo uma catástrofe humanitária pela falta generalizada de alimentos; o governo de Nicolás Maduro não vai cair amanhã; a polícia nacional não está massacrando manifestantes a rodo nas ruas. Mas também não é verdade que tudo está bem e que as manifestações e a violência em torno delas são fruto de “terroristas” armados, como dizem os apoiadores do governo.

quarta-feira, 16 de abril de 2014

Na Venezuela, a tentação do golpe de Estado

Por Alexander Main

Os venezuelanos têm bons motivos para exprimir seu descontentamento diante de um poder que sofre para transformar as estruturas do país (aparelho produtivo, sistema fiscal...). Os protestos recentes foram assumidos por uma ala da oposição que tem apenas um objetivo: derrubar o presidente eleito Nicolas Maduro.



O dia 12 de fevereiro, três jovens venezuelanos morreram numa manifestação antigoverno em Caracas. Essa jornada sangrenta marcou o início de um dilúvio de reportagens e editoriais com títulos dramáticos: “A Venezuela agita a Venezuela” (The Wall Street Journal, 12 fev.); “A Venezuela em crise é a Ucrânia da América Latina” (Le Figaro, 1-2 mar.); “Os venezuelanos no impasse do ‘chavismo’” (Le Monde, 12 mar.).


O governo norte-americano não tardou em se juntar ao coro das cassandras. Em 21 de fevereiro, o secretário de Estado John Kerry denunciava uma “tentativa de abafar a contestação”. Para aqueles que descobrem a situação por meio do prisma dos grandes meios de comunicação e das declarações de Washington, parece que uma juventude apaixonada pela paz e pela democracia confronta a repressão brutal de um Estado petroleiro cujos dirigentes perderam o contato com o povo real.

Menos de um ano após a morte de Hugo Chávez, a missa já está rezada. O historiador mexicano Enrique Krauze condensa o espírito disso em um texto publicado no El País (26 fev.) e no New York Times (28 fev.): “A Venezuela está claramente deslizando para a ditadura”. Mas essa representação do presidente Nicolas Maduro como um Ceausescu dos trópicos reflete realmente a crise que o país atravessa?

As repreensões endereçadas ao regime bolivariano não são de todo imerecidas. A taxa de homicídios na Venezuela continua sendo uma das mais elevadas do mundo.1 Apesar das conquistas sociais obtidas ao longo dos dez últimos anos – entre elas uma queda de 50% da taxa de pobreza2 –, a economia padece de sérias disfunções, entre elas uma inflação galopante, um mercado negro do dólar que escapa a qualquer controle e que acelera a disparada dos preços, assim como as repetidas faltas de produtos que não poupam nem os bens de consumo correntes.3
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Leia também:
Venezuela: Uma Radiografia Atual e Real da Opinião Pública
El secreto de Venezuela en su lucha contra la pobreza
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Mas se é verdade que a criminalidade, a inflação e as quebras de estoque atiçam a revolta contra o governo, grande parte das manifestações foi organizada pela ala mais radical da oposição. Portanto, o objetivo político se resume em uma palavra: a salida, a queda de Maduro e de “todos aqueles que estão encarregados das instituições públicas”,4 como o exige Leopoldo López, ex-prefeito de Chacao, a municipalidade mais rica da Venezuela.


Um ar de déjà-vu


Mas nem todos os opositores aderem a essa linha dura. Em abril de 2013, Maduro ganhou a eleição presidencial com uma ligeira vantagem de 1,49%. Em dezembro, a oposição tentou transformar as eleições municipais em “referendo anti-Maduro”; mas, com um resultado inferior em dez pontos àquele do grupo bolivariano, ela fracassou pesadamente. O ex-candidato à presidência Henrique Capriles renunciou a qualificar o presidente de “ilegítimo”; ele até chegou a concordar em participar de uma série de discussões sobre a criminalidade na Venezuela. Quando ressoaram os primeiros apelos às manifestações, ele se recusou a associar-se a eles.