terça-feira, 7 de maio de 2019

Investidor Estrangeiro não quer saber do Brasil

Por G1
Em 2013, o Brasil era o 3º país na preferência dos investidores internacionais, ficando atrás somente dos EUA e da China. Hoje, o Brasil ficou de fora do ranking dos 25 países preferidos pelos Investidores Internacionais.


O Brasil deixou de ser um país confiável para o investimento estrangeiro.  É o que indica o ranking da consultoria A.T.Kearney, que lista os 25 países mais confiáveis – e do qual o Brasil saiu pela primeira vez desde que o levantamento foi desenvolvido, em 1998.

Em 2013, o Brasil era o 3º país na preferência dos investidores internacionais, ficando atrás somente dos EUA e da China. 

"A ausência de quaisquer países sul-americanos entre os 25 é notável, entretanto, dado que o Brasil foi incluído em todas as edições anteriores do ranking", aponta o estudo. Em 2018, o país já aparecia na 25ª e última posição.

O ranking é feito a partir de pesquisas com 500 executivos de companhias líderes mundiais. Ele é calculado com base em perguntas sobre a probabilidade das empresas dos pesquisados em fazer um investimento direto em mercados específicos ao longo dos três anos seguintes.

Enquanto aqui a confiança cai, os Estados Unidos seguiram na primeira posição pelo sétimo ano seguido, "provavelmente refletindo seu grande mercado doméstico, continuada expansão econômica, impostos competitivos e capacidades tecnológicas e de inovação", aponta o estudo, que ressalta, no entanto, que a recente volatilidade das políticas podem estar reduzindo a atratividade.

Alemanha aparece em segundo lugar, seguida pelo Canadá e Reino Unido. Já a China tombou no ranking, caindo para a 7ª posição – a pior desde o início do estudo.

Os países desenvolvidos ocupam 22 das 25 posições no ranking, sendo 14 deles na Europa. China, Índia e México são os únicos emergentes. A consultoria aponta, no entanto, que dados Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (Unctad) mostram que os fluxos de investimento estrangeiro para mercados emergentes cresceram nos últimos anos.

"E 43% dos investidores nos dizem que estão procurando novas oportunidades em mercados emergentes", diz o estudo.

A consultoria indica também que os investidores permanecem otimistas com a economia global, com 62% dos consultados se dizendo mais otimistas que no ano anterior. Esse percentual, entretanto, é menor que os 66% da pesquisa de 2018.
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FONTE: The 2019 A.T.Kearney Foreign Direct Investment Confidence Index


sábado, 13 de abril de 2019

Por que dar autonomia ao banco central é ruim?

Por Eric Gil*

Quem está nos bancos centrais veio quase sempre de bancos, são formados para pensar como banqueiros e voltam para trabalhar em bancos ou para bancos. Como deixaremos estes indivíduos “autônomos” dos nossos governos?

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De tempos em tempos a questão da autonomia do banco central (BC) volta ao debate público no Brasil. Em um governo de radicais liberais, como é o caso do governo Bolsonaro, era só uma questão de oportunidade para que isto fosse novamente proposto.

Em edição extra do diário oficial desta quinta-feira, foi informado o encaminhamento ao Congresso do projeto de lei complementar que “dispõe sobre a autonomia técnica, operacional, administrativa e financeira do Banco Central do Brasil, define seus objetivos e altera a Lei nº 4.595, de 31 de dezembro de 1964″.

Mas primeiramente, o quê que é essa tal de “autonomia do banco central”?

Segundo uma escola econômica específica, a dos novo-clássicos (que são, grosso modo, economistas liberais), há um grande problema em deixar a política monetária (função do nosso banco central) nas mãos de políticos eleitos, pois eles sempre tentarão gastar o máximo possível de dinheiro para agradar seus eleitores com o objetivo de tentar se reeleger, e com estes gastos públicos gerariam inflação. Na cabeça destes economistas existem dois diferentes reinos, o da virtude e a dos vícios.

sábado, 6 de abril de 2019

Os gritos do silêncio (de Lula): A liberdade sitiada



Um ano se passou desde que Luiz Inácio Lula da Silva deixou São Bernardo para tornar-se refém de uma prisão política em Curitiba. Desde que foi trazido ao Paraná, Lula assistiu o país que ajudou a construir entrar em colapso. Viu, do isolamento, a esperança do povo brasileiro ser sequestrada com o impedimento de sua candidatura, foi impedido de falar, de conceder entrevistas, de deixar a prisão mesmo na posse de um Habeas Corpus, de se despedir do irmão. Viu o juiz que o condenou ser premiado com um ministério por aquele que figurava o segundo lugar nas pesquisas, atrás apenas do próprio Luiz Inácio.

A seguir, um recorte do que o ex-presidente sentiu ao longo dos últimos 365 dias.

1 – Carta à Vigília Lula Livre – 18/04/2018 


“Queridos companheiros e companheiras, vocês são o meu grito de liberdade todo dia. Se eu não tivesse feito nada na vida e tivesse construído com vocês essa amizade, já me faria um homem realizado. Por vocês valeu a pena nascer e por vocês valerá a pena morrer. Lula”
Quase um ano após o bilhete de Lula, a Vigília permanece reunida em frente à Superintendência da Polícia Federal em Curitiba. Por lá já passaram ex-chefes de Estado, prêmios Nobel da Paz, milhares de lideranças nacionais e internacionais em uma espécie de romaria que resiste às recorrentes tentativas de despejo e intimidação, em solidariedade a Lula e em luta diária por sua libertação.

terça-feira, 26 de março de 2019

Estudo encontra 999 beneficiários do Bolsa Família que conquistaram 1.288 medalhas em olimpíada de matemática

Por Ana Carolina Moreno e Vanessa Fajardo
Juntos, estudantes de famílias carentes de todos os estados conquistaram 1.288 medalhas de ouro, prata e bronze em sete edições da Obmep, a Olimpíada Brasileira de Matemática de Escolas Públicas.
Rodrigo Nascimento, de 19 anos, exibe as medalhas conquistadas na Obmep
Foto: Marianna Rios/MDS

Criada em 2005 para tentar popularizar a matemática entre estudantes do ensino fundamental e médio, a Olimpíada Brasileira de Matemática de Escolas Públicas (Obmep) já atinge 18 milhões de alunos de 99% dos municípios do país. A abrangência da iniciativa tem ajudado a revelar talentos para a área, inclusive entre parte das famílias mais pobres do Brasil: um cruzamento de dados do Ministério do Desenvolvimento Social (MDS) encontrou, entre as 45 mil medalhas distribuídas pela Obmep desde 2011, 999 estudantes beneficiários do Programa Bolsa Família. Eles conquistaram 1.288 medalhas.

Os estudantes Rodrigo Gonçalves do Nascimento, de Capela do Alto (SP) e Geovana Rodrigues da Pascoa Souza, de Sobral (CE), fazem parte desse grupo. Segundo dados obtidos pelo G1 junto ao MDS, Minas Gerais, São Paulo e Ceará respondem por 576 das 1.288 medalhas, ou 45% do total.
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Rodrigo, hoje com 19 anos, participou seis vezes da Obmep, entre o 7º ano do ensino fundamental e o 3º do ensino médio. Ganhou medalhas em todos os anos – duas de ouro e quatro de prata. Geovana possui duas medalhas e uma menção honrosa da Obmep.

quinta-feira, 21 de março de 2019

Carta da Juíza Kenarik Boujikian ao Presidente Lula

Por Kenarik Boujikian





“Caro Presidente Lula,

Bom dia!

Minha carta não chegará a tempo de ser entregue pelos amigos que estão em Curitiba, nesta data. Fiz uma confusão em razão do fuso-horário (estou muito longe, em Fiji). Mas, mesmo assim, resolvi escrever.