BOAS VINDAS

A idéia deste blog é a criação de um espaço para o questionamento de duas grandes forças das ideologias atuais: o Capitalismo e o Socialismo. Que, senão são coincidentes,não são também totalmente opostas. Terceira Via é nada menos do que uma Resultante dessas duas forças. Abrindo assim, um campo para o existência de uma opção, que não é uma coisa nem outra e ao mesmo tempo são as duas coisas. Eu acredito muito nessa vertente, como alternativa para convergir anseios de ambas as correntes. Num olhar metodológico, poderiamos enxergar essa possibilidade como uma demonstração empírica da dialética. Enquanto o Capitalismo está mais associado ao racional, à eficiência, à lógica; o Socialismo está mais associado ao nosso cognitivo, à sensibilidade, sentimentos, percepções, etc. Acredito ainda, que só a Democracia viabiliza essa vertente. A Ditadura, sem dúvida, enviesará para o socialismo ou para o capitalismo radical. ENTÃO SEJA BEM VINDO, COLOCANDO SUA CONTRIBUIÇÕES, SUAS IDÉIAS, SUAS DÚVIDAS, ETC. (Paulo Franco)

terça-feira, 30 de abril de 2013

10 motivos para acreditar que chegou a hora da virada da bolsa brasileira



BofA acredita que país chegou a um ponto de inflexão em termos de crescimento, lucros e confiança e seleciona 3 blue chips para se aproveitar dessa reviravolta.


Por Thiago Salomão

O viés negativo dos grandes investidores para a bolsa brasileira, algo que ficou explícito nos últimos meses, parece cada vez mais se distanciar da realidade atual. É a percepção que se tem com os relatórios elaborados pelos analistas de bancos internacionais, que possuem como grande maioria de clientes investidores internacionais e institucionais - ambos responsáveis por movimentar uma enorme quantia de dinheiro.

Jutando-se aos últimos relatórios divulgados nas últimas semanas por casas de research renomadas, como Credit Suisse, HSBC e Santander, o time de analistas do Bank of America Merrill Lynch divulgou na manhã desta terça-feira (30) um relatório entitulado "10 reasons not to be so bearish on Brazil", ou 10 motivos para não estar "bearish" (com viés baixista) para o Brasil, na tradução livre.

O estudo, assinado por Felipe Hirai, David Beker e Marina Valle, conclui que, após um longo período de pessimismo por parte dos investidores, o Brasil finalmente chegou a um ponto de inflexão em termos de crescimento, lucros e confiança, apostando que agora é a hora da retomada. Além disso, os analistas do BofA afirmam que a melhor forma de se posicionar no País é por meio das ações das blue chips Itaú Unibanco, Petrobras e Vale que têm performado abaixo da média em 40% desde 2009.



Enxegando ponto de inflexão no Brasil, BofA Merrill Lynch lista 10 motivos para não estar pessimista com Brasil e seleciona três blue chips para se posicionar na bolsa.

Os 10 motivos:


1. Crescimento em 2013 muito mais forte do que de 2012: 

a atividade econômica vem mostrando sinais de retomada, com a atividade industrial retornando para o campo positivo em fevereiro, ao passo que as vendas de varejo apresentaram um crescimento de 19,7% entre o primeiro trimestre de 2012 e 2013.

No lado da oferta, as perspectivas para a agricultura estão bastante otimistas, apontando para um crescimento de 8,6% neste ano. Já no setor industrial, o menor "spread" dos financiamentos neste ano deve amenizar os impactos na saúde financeira das empresas. Ainda sobre os spreads, o BofA avalia que os bancos sofreram menos com as medidas anunciadas pelo governo em 2012 nesse âmbito.

2. Necessidade "desesperada" de investimento privado:

para o BofA, o ponto-chave para resolver o enigma "baixo crescimento + alta inflação" é aumentar o investimento privado. E o governo já começou a se mobilizar neste sentido, apontam os analistas do banco, destacando o aumento na TIR (Taxa Interna de Retorno) oferecida nas novas concessões rodoviárias, de um patamar entre 5% e 5,5% para 7% e 8%. Além disso, diversos pacotes de estímulo engatilhados pela presidente Dilma e o aumento das PPPs (Parcerias Público Privada) também trazem uma expectativa favorável para o País.

3. Consenso do mercado está "bearish" demais:

segundo dados da pesquisa de gestores realizada pelo próprio BofA, os investidores seguem "underweight" (com exposição abaixo da média) com o Brasil, com o fluxo dos fundos mostrando uma saída líquida de US$ 1,6 bilhão desde o começo do ano - no resto do mundo, houve uma entrada líquida de US$ 105 bilhões em ações. "Na nossa visão, o sentimento sombrio em torno do Brasil parece já estar precificado em seu mercado de ações", concluem Hirai, Beker e Valle.


4. O sinal de otimismo por trás da alta dos juros:

diante da crescente preocupação com a inflação, o Banco Central do Brasil tem iniciado o ciclo de alta dos juros. Além da alta de 25 pontos-base anunciada neste mês, o time do BofA espera mais três aumentos nesta mesma intensidade, levando a Selic para 8,25% ao ano no fim de 2013. "A percepção é que o processo de aperto irá provavelmente manter a inflação dentro da banda tida como meta [entre 2,5% e 6,5%] e ajuda a reforçar a credibilidade da política econômica", afirma a equipe do banco.


5. Proteção bilionária contra ataque especulativo:

os analistas do BofA destacam ainda a luta do governo brasileiro para impedir a valorização do real diante do cenário atual de alta liquidez global e baixas taxas de juros nas principais economias do mundo, o que estimula a migração de investimentos para cá, tendo em vista nossas taxas de juros ainda atrativas. Para essa "batalha", o País possui em torno de US$ 380 bilhões em reservas, o que lhe permite se prevenir de um ataque especulativo mais forte, acredita o banco.


6. Reformas estruturais a caminho:

"desde as mudanças na Constituição em 1988, a carga tributária aumentou fortemente no Brasil, o que ajuda a explicar o baixo nível de investimentos na economia". Diante disso, o trio de analistas do BofA ressalta que, apesar do viés mais intervencionista do governo atual, é louvável as recentes movimentações para mudar o sistema de tributação de impostos, com a redução do PIS/COFINS e a unificação do ICMS.


7. Apoio na demografia brasileira:

nos últimos 10 anos, a população brasileira cresceu 1,1% ao ano. Contudo, mais importante do que o aumento de brasileiros, o BofA enfatiza a mudança de classes sociais no País, com a classe C apresentando uma expansão de 44% entre 2003 e 2009 - o equivalente a 30 milhões duplicando sua renda mensal de R$ 1.000,00 para R$ 2.000,00. No mesmo período, a classe E recuou 42%.


Dentre os diversos fatores que contribuíram para essa mudança de classes - tais como estabilidade de emprego, aumento de renda e subsídios governamentais -, o BofA coloca em destaque o maior ingresso da população brasileira ao ensino superior, tendência esta que deve aumentar ainda mais nos próximos anos, à medida que o FIES (Fundo de Financiamento Estudantil) começar a ganhar ainda mais importância.


8. Superpotência na agricultura:

"o País tem 90 milhões de hectares de terra disponível, clima agradável e abundância em água", afirmam Hirai, Beker e Valle. Para eles, o setor agrário permanecerá em evidência nos próximos anos e continuará sendo fundamental para a agricultura global, principalmente pela expectativa de aumento no consumo de alimentos nos GEMs (Global Emerging Markets). O setor agrário representa 7% do PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro.



9. Produção de commodities deve crescer significativamente:

desde 2010 a produção de commodities não-agrárias tem se mantido estável, representando cerca de US$ 140 bilhões de valor. Para o BofA, a volta do crescimento econômico estimulará a produção destes materiais básicos nos próximos anos. "Com as companhias focando na execução de projetos, a produção deve crescer em média 6,5% ao ano até 2020", afirmam os analistas.


10. Análise "bottom-up" mostra-se mais convincente:

partindo da análise "bottom-up" (do microeconômico para o macroeconômico, ou seja, analisa primeiro a empresa e depois a economia como um todo), os analistas do BofA afirmam que as estimativas mostraram boa melhora nos últimos meses.

De forma a reforçar essa visão mais otimistas, a equipe do banco destacou 7 eventos nessa linha: a nova TIR das concessões rodoviárias; aumento na taxa de juros; aceleração no crescimento de crédito no 1º trimestre; melhores retornos nos novos leilões de energia; benefícios tributários no novo marco regulatório de mineração; o resultado melhor que o esperado de Vale e Petrobras (as duas empresas que possuem a maior participação no Ibovespa); e o valuation atrativo do mercado brasileiro.

Nenhum comentário:

Postar um comentário