BOAS VINDAS

A idéia deste blog é a criação de um espaço para o questionamento de duas grandes forças das ideologias atuais: o Capitalismo e o Socialismo. Que, senão são coincidentes,não são também totalmente opostas. Terceira Via é nada menos do que uma Resultante dessas duas forças. Abrindo assim, um campo para o existência de uma opção, que não é uma coisa nem outra e ao mesmo tempo são as duas coisas. Eu acredito muito nessa vertente, como alternativa para convergir anseios de ambas as correntes. Num olhar metodológico, poderiamos enxergar essa possibilidade como uma demonstração empírica da dialética. Enquanto o Capitalismo está mais associado ao racional, à eficiência, à lógica; o Socialismo está mais associado ao nosso cognitivo, à sensibilidade, sentimentos, percepções, etc. Acredito ainda, que só a Democracia viabiliza essa vertente. A Ditadura, sem dúvida, enviesará para o socialismo ou para o capitalismo radical. ENTÃO SEJA BEM VINDO, COLOCANDO SUA CONTRIBUIÇÕES, SUAS IDÉIAS, SUAS DÚVIDAS, ETC. (Paulo Franco)

quinta-feira, 26 de junho de 2014

Rede Globo, O Ópio do Povo

Por PAULO FRANCO

"A imprensa pode causar mais danos que a bomba atômica. E deixar cicatrizes no cérebro." (Noam Chomsky)

A última pesquisa Ibope, divulgada dia 18/06 foi extremamente favorável à Dilma.  O Sistema Globo e o Ibope fizeram malabarismos para esconder da população as verdades explícitas no relatório. Omitiu e distorceu os números mais significativos, determinantes e com seu poder entorpecente conseguiu um enorme sucesso: a população ignora a verdadeira realidade eleitoral, que se mostra francamente favorável à reeleição de Dilma.  Ao contrário do que diz a Globo, a tendência é para que a definição seja no 1o. turno, e não o contrário, como insistem esse sistema.  



Qualquer droga, lícita ou ilícita causa mais estragos quanto maior for a dependência de seu usuário.   É sabido que alguns usuários de droga não são totalmente dependentes, o problema é que praticamente todos se sentem nessa situação, o que é um terrível engano.  Estão, na vedade, enganando a si mesmos.

É obvio que todas a drogas trazem um enorme prazer ao seu usuário, do contrário não haveria tanta adesão ao seu uso.  E é nessa busca de prazer, de conforto  que se inicia o processo de dependencia.  A droga lhe dá exatamente aquilo que voce busca, e quanto mais voce busca mais ela lhe dá, mesmo voce sabendo que aquele prazer não reflete a realidade e o distancia cada vez mais dela.


BARÕES DA MÍDIA:   OS PODEROSOS TRAFICANTES DA DESINFORMAÇÃO


A relação da grande mídia, aqui personificada pela Globo que é a mais poderosa de todas as demais (drogas),  no Brasil com determinada parcela da população tem uma similaridade impressionante com a relação entre  drogas e usuários.   A Globo diz o que essa parcela do público quer ouvir, mesmo que para isso tenha que ocultar, distorcer, inverter, aumentar, minimizar informações.  Instigar aversão a uns e enaltecer outros.  Tudo isso,  num processo tipicamente maquiavélico, objetivando construir um cenário que favoreça os proprietários e as classes sociais às quais eles estão inseridos e/ou aliados.
O processo de mudanças sociais e econômicas que o pais está vivendo desde 2003 provoca alterações sem precedentes na estrutura social.  Mudanças dessa natureza implicam em perdas e ganhos entre grupos e classes sociais.    Os ganhos todos nós sabemos que acontecem nas classes mais baixas, ou seja, miseráveis, pobres e classe média baixa.

A maior perda absoluta se dará na classe alta, mas a maior perda relativa, que é a mais impactante, a mais sentida acontecerá na classe média.  A perda é tão grande que já está se tornando insuportável para ela. E são as perdas sociais e não as econômicas, que mais destroem a classe média.


A CLASSE MÉDIA CONSERVADORA COMO INSTRUMENTO DE MANIPULAÇÃO


Ao contrário do que muita gente pensa, não são as classes mais baixas de renda e de escolaridade que são as maiores vítimas da Globo.  Essa não está ligada em detalhes do notíciario a respeito de pib,
metas e bandas de inflação, relações internacionais, compra de Pesadena, etc.  Eles não tem tempo, interesse, vivência e nem escolaridade para acompanhar esses assuntos.  Tudo isso passa ao largo de suas vidas.  Há coisas mais importantes na vida dessas pessoas, o feijão no prato, o aluguel, os remédios, coisas assim. 

Esse cenário torna a classe média uma presa fácil para os "traficantes" da desinformação.  Eles dão o conforto que a classe média tanto necessita: "A esperança que haja uma inversão no processo atual".    Em doses homeopáticas a classe média vai consumindo e se "dopando" vendo um Brasil em processo de decadência, com inflação explodindo, pib minguando, racionamento de energia se aproximando, epidemia de dengue inexorável, copa do mundo vexatória, etc.  Ou seja, um Brasil caminha para um irreversível fim, quando, por via eleitoral ou outra qualquer,  o poder voltaria para os representantes políticos da classica elite dominante, a elite burguesa nacional.  Assim a classe média, mais seletiva, voltaria a ocupar seu papel de destaque na secular estrutura social elitista.

A classe média exerce um papel fundamental nessa estrutura de poder estabelecida pelas elites dominantes. O papel de formador de opinião das classes inferiores.  São integrantes dessa classe os patrões de pequenas e médias empresas, gerentes e diretores de grandes empresas nacionais e multinacionais e outros como profissionais liberais e até a patroa que exerce o poder intelectual sobre suas empregadas domésticas.

É a classe média, manipulada pela grande mídia que tem grande influência na formação da opínião das classes inferiores e não a TV Globo e correlatas.


JORNAL NACIONAL E JORNAL DA GLOBO


No dia 18 de junho de 2014, quarta-feira, o Jornal Nacional divulgou a pesquisa de intenção de votos para a Presidência da República efetuada pelo instituto IBOPE.  A divulgação foi totalmente diferente do que tem ocorrido em todas as divulgações de pesquisas feita por esse jornal televisivo.  Sempre eles enfatizam ou minimizam pontos, tornando os resultados da pesquisa sempre um sinalizador da realidade e até da tendência eleitoral.

Estrenhei a frieza com que foi mostrado um gráfico mostando que a pesquisa não tinha alterado o cenário em relação as anteriores, apresentando uma forte estabilidade dos candidatos.  Dilma teria evoluido de 40% em março, para 37% em abril, 40% novamente em maio e para 39% em junho.  Todas essas pesquisas foram efetuadas em torno do dia 15 de cada mês.  Aécio teria apresentado um têndência de alta, sem saltos relevantes partindo de 13% em março, subindo para 14% em abril, 20% em maio e 21% em junho.  Por outro lado, Eduardo Campos teve 6% em março, repetiu os 6% em abril, subiu para 11% em maio e apresentou uma leve queda para 10% em junho.  O Jornal da Globo fez uma apresentação semelhante ao do Jornal Nacional, minimizando totalmente os resultados da pesquisa.

Lamentavelmente, não consegui o vídeo do JN e nem do Jornal da Globo, quando os âncoras apresentaram essa pesquisa.  Fiz todo tipo de pesquisa no meu alcance para resgatar o vídeo que mostra essa apresentação, mas não consegui.


O COMENTÁRIO DE CRISTIANA LOBO NO JORNAL GLOBONEWS


No dia seguinte, 19/6, quinta-feira por volta das 11 horas da manhã, o Jornal GloboNews, inseriu o comentário de Cristiana Lobo sobre a pesquisa realizada pelo IBOPE.  Cristiana Lobo abre o comentário ressaltando a estabilidade de Dilma Rousseff,  
"...a copa começou e se imaginava que ela pudesse interferir de forma muito forte na pesquisa eleitoral.  E não, a presidente Dilma Rousseff oscila um ponto, na última pesquisa (maio) tinha 40% e fica (nessa) com 39%, mas não é uma mudança tão grande como se podia imaginar, que se fosse um desastre a organização da copa ou algum problema mais forte."

Nesse comentário, C. Lobo deixa escapar a frustração com os resultados dessa pesquisa.  É visível que o sentimento é que foi por terra todo o trabalho do grande imprensa em construir um cenário fictício de caos, de desastre com relação à copa.  Ou seja, todo investimento, principalmente de imagem nessa empreitada não teve resultado.   Essa já é uma explicação do porque a mídia tratou com descaso os resultados dessa pesquisa.

Outro ponto que C. Lobo destacou foi o 2º turno.  Segundo ela a soma de percentuais dos demais candidatos já ultrapassa o percentual de Dilma e assim  
"as perspectivas de 2º turno vão se cristalizando e é o cenário mais provável, inclusive para petistas".
Cristiana Lobo coloca essa questão do 2º turno como uma tendência irrefutável, mas não é bem assim, como veremos a seguir.  Ela volta na questão da copa, demonstrando o desinteresse do eleitor pelas eleições, numa tentativa novamente, de minimizar os resultados desta pesquisa.

O segundo bloco do comentário de C. Lobo é dedicado à avaliação do governo e da presidente Dilma que tem resultados desfavoráveis.  Nesse caso a comentarista dá uma ênfase maior aos resultados apresentados.

No terceiro bloco C. Lobo comenta a resistência aos candidatos.  Nesse caso ela adverte que os 43% que não votariam em Dilma é extemamente elevado e perigoso.  Diz ainda que os números de Aécio e Campos também são elevados, 32% e 33% respectivamente.  Nesse ítem ela não faz nenhuma referência aos números anteriores, de maio como fez nos outros ítens.  Essa atitude não é casual e nem esquecimento.  Adiante eu demonstro, claramente, porque a comentarista da GloboNews omtiu os numeros anteriores e a evolução ocorrida na resistência dos eleitores aos candidatos.


A OMISSÃO COMO DISSIMULAÇÃO DOS RESULTADOS DA PESQUISA

 

http://globotv.globo.com/globo-news/jornal-globo-news/v/ibope-divulga-nova-pesquisa-de-intencoes-de-voto-na-disputa-a-presidencia-da-republica/3433008/

Na mesma quinta feira, dia 19, na edição das 16hs do Jornal da GloboNews, a pesquisa de intenção de votos foi apresentada de uma maneira totalmente insonsa, apenas repetindo os números constantes no gráfico, sem nenhuma enfase ou destaque que merecesse um comentário da apresentadora aos seus ouvintes.  Não me recordo de ter visto tanto descaso na apresentação de uma pesquisa como foi feito.  A sensação é de um cumprimento legal ou regulamentar.  É obvio que haveria alguma motivação para essa conduta tão fora do comum.


O QUIXOTISMO DE MERVAL PEREIRA


O assunto voltou às telas da GloboNews, desta feita, no Jornal das Dez, edição noturna.  A apresentadora Mariana Godoy introduz a editora de politica da GloboNews Renata Lopre que inicia falando sobre os temas avaliação de governo e da Presidência.

O primeiro destaque foi a trapalhada da editora, logo no início da fala, denunciando um possível nervosismo, provavelmente decorrente da sua análise.  Ela fala inicialmente da avaliação do governo, como já dissemos com resultados negativos ao governo novamente.

Na sequência ela informa que o IBOPE também pesquisou a intenção de votos para presidência, mas faz a seguinte ressalva:    
"como essa pergunta foi introduzida agora na série encomendada pela CNI, não é adequado a gente comparar os resultados com o de outras pesquisas do instituto."
O que Renata Lopre acabou de fazer foi invalidar toda a analise feita por Cristiana Lobo que comparou a pesquisa de junho com a de maio, mostrando inclusive a estabilidade de Dilma Rousseff. Essa postura de Renata clareia ainda mais a suspeita da minimização da pesquisa de intenção de voto.  Convém ressaltar que os parâmetros das pesquisas efetuadas pelo IBOPE são os mesmos usados nas diversas pesquisas, não havendo nenhuma incoerença na comparação histórica dos dados.

Vejam as fichas técnicas constantes nos relatórios das últimas pesquisas efetuados pelo IBOPE:


Período de campo: a pesquisa foi realizada entre os dias 13 e 15 de junho de 2014.
Tamanho da amostra: foram entrevistados 2002 eleitores.
Margem de erro: é de 2 pontos percentuais, considerando um nível de confiança de 95%.
Solicitante: pesquisa contratada pela CONFEDERAÇÃO NACIONAL DA INDÚSTRIA (CNI).
Registro eleitoral: registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob protocolo Nº BR-00171/2014. 
Período de campo: a pesquisa foi realizada entre os dias 04 e 07 de Junho de 2014.
Tamanho da amostra: foram entrevistados 2002 eleitores.
Margem de erro: é de 2 pontos percentuais, considerando um nível de confiança de 95%.
Solicitante: pesquisa contratada pela UNIÃO DOS VEREADORES DO ESTADO DE SÃO PAULO.
Registro eleitoral: registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob protocolo Nº BR-00154/2014.
 
Período de campo: pesquisa realizada nos dias 15 a 19 de maio de 2014
Tamanho da amostra: foram entrevistados 2.002 eleitores
Margem de erro: a margem de erro estimada é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos sobre os resultados encontrados no total da amostra.
Nível de confiança: O nível de confiança utilizado é de 95%.
Solicitante: pesquisa contratada por IBOPE INTELIGÊNCIA PESQUISA E CONSULTORIA LTDA.
Registro eleitoral: Registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo Nº BR-00120/2014.

Período de campo: pesquisa realizada entre os dias 10 e 14 de abril de 2014
Tamanho da amostra: foram entrevistados 2.002 eleitores
Margem de erro: a margem de erro estimada é de 2 p.p. para mais ou para menos sobre os resultados encontrados no total da amostra.
Nível de confiança: O nível de confiança utilizado é de 95%.
Solicitante: pesquisa contratada por IBOPE INTELIGÊNCIA PESQUISA E CONSULTORIA LTDA.
Registro eleitoral: Registrada no Tribunal Regional Eleitoral sob o protocolo Nº BR-00078/2014.


Após essa ressalva ela apresenta os 3 gráficos, um do 1o. turno, outro do 1o. turno com Aécio e outro com Campos.  Gráfico na tela e leitura dos números, sem nenhum detalhamento, sem nenhuma consideração, tomando somente alguns segundos, tal qual no jornal GloboNews, na edição das 16hs.  Ficou muito claro a intenção de minimizar a pesquisa de intenção de votos, onde Dilma Rousseff mantem uma certa rigidez na dianteira, e valorizar e disseminar na população os ítens de pesquisa que se mostram negativos à presidenta, com esperança de contaminar a intenção de votos dos eleitores.

Renata Lopre convida ainda, Merval Pereira, comentarista de política da GloboNews para analisar os resultados da pesquisa, já antecipando para ele o desgaste de Dilma em todos os ítens.  Merval que é conhecido como cabo eleitoral do PSDB, foi logo fazer afirmações catastróficas para Dilma, do tipo  
"o indice de ótimo e bom abaixo de 35% é tido como um complicador para reeleição e também a rejeição, a presidenta é a candidata mais rejeitada pelo eleitorado, ela tem 43% de rejeição.  Acima de 40% um candidato não se reelege.  Então, embora a pesquisa tenha se mantido nesse nível de 38%, 39%, 40%, a pesquisa por dentro mostra que a popularidade dela está sendo corroída pela avaliação de seu governo e a tendência é que essa resiliência demonstrada não resista à crítica, à essa avaliação do eleitorado."
Enquanto se minimiza a dianteira de Dilma Rousseff no ítem mais determinante para um futuro resultado eleitoral, que é a pesquisa de inteção de votos, apresentadores, editores e comentaristas de política da Rede Globo derramam um rosário de absurdos para manipular o incauto cidadão.  Absurdos desses ditos por Merval Pereira de que 35% de ótimo é bom ou 40% de rejeição de repente são números cabalísticos que inserem algum  significado eleitoral, casualmente, contra a candidata da situação.


REDE GLOBO ESCONDE PESQUISA DE 07 DE JUNHO


 Uma conduta extremamente grave e não só manipuladora, mas fraudulenta da Globo, foi esconder a pesquisa realizada no início deste mes, onde Dilma cai de 40% para 38%, Aécio subiu de 20% para 22% e Campos subiu de 11% para 13%.

Ao ignorar essa pesquisa, a Globo ao invés de informar aos seus telespectadores que Dilma SUBIU de 38% para 39%,  ela informou que Dilma caiu de 38% para 39% em relação à última pesquisa.  Da mesma maneira, informou que Aécio subiu de 20% para 21%, quando na verdade Aécio CAIU de 22% para 21%.  No caso de Eduardo Campos, a Globo informou que ele caiu 1%, de 11% para 10%, quando na verdade, considerando a pesqisa imediatamente anterior, Campos CAIU 3%, ou seja, de 13% para 10%.

A estratégia da Globo é clara e pelo visto, foi minuciosamente planejada, calaculada.  Retirou a pesquisa do dia 07 de junho para esconder uma sinalização de reversão de tendência.  Outra medida dentro dessa estratégia, foi minimizar ao máximo os resultados dessa pesquisa, desviando o olhar do público para os outros dois temas, a aprovação do governo e a avaliação da presidenta, que tem números mais negativos, portanto, mais convenientes para o grupo social que o sistema Globo representa e está inserido.
A conduta nefasta da Globo/Ibope com relação aos resultados do 2o. turno também foi providencial e visivelmente tão eficiente quanto deplorável.  A combinação da camuflagem da pesquisa efetuada em 07 de junho, combinada com a ênfase excessiva dos outros ítens, escondeu um realidade que preocupa muito a Direita Conservadora, incluindo aí os partidos da oposição, a elite burguesa nos quais a rede Globo e o Ibope se inserem.

Além de minimizar a pesquisa de intenção de votos e esconder a rodada de 07 de junho, em todos os jornais do sistema Globo,  a comentarista de Política da GloboNews Cristiana Lobo, ao analisar os resultados ressaltou que a ocorrência 2o. turno estava se tornando uma realidade concreta em função da somatória da intenção de votos  dos demais candidatos estarem ultrapassando a intenção dos votos de Dilma.

Cristiana Lobo nesse caso nem comentou sobre a evolução dos resultados de junho em relação à maio, como fez com relação ao 1º turno.  E isso é muito fácil de explicar, pois no segundo turno, a pesquisa mostra novamente, considerando a edição de 07 de junho, um crescimento, mesmo que pequeno de Dilma, invertendo um tendência de queda anterior.  Mas o mais importante de tudo é que Aécio objetve uma queda de 10% na intenção de votos neste curto período, de 33% para 30%.

Numa disputa de 2º turno entre Dilma e Eduardo Campos, a pesquisa mostrou (mas a Globo escondeu) que Dilma também reverte a tendencia, subindo de 41% para 43%, embora Eduardo, ao contrário de Aécio, não caíu, mas subiu mais 1%, variando de 10% para 11%.

Para ajudar a visualização, plotei a evolução da distancia entre os eventuais candidatos em disputa no 2º turno.  Como pode-se perceber, ambos os candidatos vinham aproximando-se de Dilma, diminuindo a distância na intenção de votos.  Mas em ambos os casos ocorreu um inflexão e pode estar sendo definida uma nova tendência  eleitoral.  A distância de Dilma para Campos é maior e o aumento de 31% para 32% não é relevante.  Mas no caso de Aécio sim, a inflexão é mais relevante, por dois motivos.  Primeiro porque Aécio está mais próximo de Dilma e em segundo lugar porque além da inversão, a diferença caiu quatro pontos percentuais de 9% para 13%.  Em termos relativos esse número representa um aumento de 44%, ou seja, não é nada desprezível.


REDE GLOBO ESCONDE PESQUISA ESPONTÂNEA


Novamente a dupla Globo/Ibope, manipula de forma inaceitavel para esconder um cenário que se mostra positivo extremamente positivo para Dilma.   É criminoso o que essa dupla vem fazendo no Brasil desde os anos 60, manipulando as informações e assim controlar a opinião pública.

Esconder a pesquisa espontânea e também a rodada do inicio do mes foi uma atitude determinante para impedir a drástica evolução da preferencia por Dilma em relação aos demais candidatos. 

Na Pesquisa Intenção de voto espontânea - O IBOPE perguntou em quem os entrevistados votariam para presidente da República espontaneamente, ou seja, sem a apresentação dos nomes dos possíveis candidatos. Neste contexto, Dilma permanece na liderança com 25% das intenções de voto, depois de obter somente 20% há apenas uma semana.
Em um patamar abaixo encontram-se Aécio Neves com 11%, tendo crescido 1% em uma semana.  Campos obteve 4% das menções, crescendo também 1% em relação a semana anaterior. 
Lula aparece com 3% das intenções de voto.  O caso de Lula é muito interessante, pois ele vinha com uma grande estabilidade em 6% e nesta última pesquisa caiu para 3%, o que sugere uma transferência de de suas mensões para Dilma, mas é apenas uma forte suposição.



A ABSURDA DISTORÇÃO DO INDICE DE REJEIÇÃO


Tanto Cristiana Lobo quanto Merval Pereira chamam a atenção do telespectador da GloboNews, para o perigo que a Dilma está correndo ao atingir 43% de resistência do eleitorado.  Todavia ambos se esquivam de mostrar a evolução dos números como é usual e sempre foi feito por eles mesmos.

Ambos se concentaram em detonar as perspectivas de Dilma nas eleições.  Merval mantendo seu nível de mediocridade, chegou a formular um novo postulado:  Acima de 40% um candidato não se reelege."

O que ambos não comentaram, preferindo sonegar essa constatação tão obvia, quanto fundamental é que, enquanto a resistência à Dilma cresceu 13%, de 38% para 43%, a resistência à Aécio cresceu 78%, de 18% para 32%, ou seja quase dobrou em apenas uma semana. No caso de Campos não foi diferente, aliás, foi pior pois ele tinha apenas 13% e foi para 33% ultrapassando Aécio, com um aumento de 154%, ou seja, quase triplicando.

Se a pesquisa efetuada pela Ibope for fidedigna e não houver qualquer outro tipo de falha, o que vemos é uma radical mudança no cenário da disputa eleitoral, com uma clara reversão da tendência de queda da candidata à reeleição e subida dos concorrentes, como vinha acontecendo.

O evento copa, acredito, vai impactar positivamente no sentido da reeleição de Dilma.  Não o resultado da Seleção Brasileira em campo, mas o sucesso do evento como um todo, pois as perspectivas da população era bastante negativa por conta da propaganda feita pela grande mídia de que o Brasil ia decepcionar em todas as frentes como nos estádios, aeroportos, mobilidade urbana, entre outros. 

Pelo que se tem visto até o momento, a copa do mundo tem sido um sucesso em todos os sentidos, reconhecido tanto pela mídia internacional como pelos turistas, autoridades e todos os envolvidos no evento.  O sucesso é também admitido pela midia nacional, reconsiderando todas as críticas efetuadas anteriormente e até políticos e militantes da oposição.  Portanto os prognósticos para as próximas eleições indicam o rumo mais provável  para a reeleição, caso não haja nenhum evento inusitado até outubro.


CONCLUSÕES



  • A grande Mídia e a classe média conservadora são as duas grandes armas da elite dominante no controle da esmagadora maioria da população, as classes sociais inferiores.


  • O Poder manipulatório da Mídia é incalculável.  Poucas são as instituições sociais que têm esse poder.  Sua expertise em adequar suas mensagens às expectativas dos usuários transforma seus objetivos em atendimento de necessidades. sem que eles percebam.  Seu público alvo nesse processo manipulatório é a classe média conservadora.

  • A aliança entre a grande mídia e os institutos de pesquisas,  demonstram um poder que agindo de forma antiética, fraudulenta e cospiratória, oferecem um grande perígo ao processo democrático.

  • A pesquisa de intenção de votos foi de certa forma abafada para diminuir a percepção do público.

  • A pesquisa de 7 de junho foi propositalmente desconsiderada, por insinuar um inflexão nas tendências negativas para positivas da candidata à reeleição Dilma Rousseff.

  • As pesquisas de Avaliação da Presidência e da Aprovação do Governo foi enfatizada, em todos os jornais do Sistema Globo, abafando totalmente a pesquisa de intenção de votos e mostrar desgaste do governo.

  • A Globo escondeu a pesquisa de intenção de votos espontânea, onde a inflexão dos resultados, favorecendo à candidata Dilma, foi mais brusca.

  • Comentaristas da Globo enfatizaram o alto índice de rejeição de Dilma, 43%, ignorando o crescimento assustador que ocorreu nos dois candidatos concorrentes que foi de 78% no caso de Aécio, 154% no caso de Campos, enquanto que Dilma cresceu apenas 13%. 

  • Dilma Rousseff deve vencer as eleições no 1º turno.  Quatro aspectos levam a essa conclusão: 
    • A última pesquisa eleitoral, mostrando inflexão nas curvas de intenção de votos, principalmente na espontânea, e o aumento expressivo na resistência aos candidatos Aécio e Campos. 
    • A excessiva preocupação da oposição ao governo, expressado no comportamento da mídia, principalmente da Globo/Ibope, assumindo práticas éticas e legalmente temerárias na divulgação das pesquisas e outras informações e notícias relevantes.
    • O sucesso do evento "copa do mundo" tanto no campo, quanto no entorno como em toda a infra estrutura logística.
    • A fantástica exposição/transparência internacional, proporcionada pela Copa do Mundo, criando a possibilidade da percepção in loco de jornalistas, autoridades e turistas do mundo todo e a transmissão direta para mais de 200 países e mais de 3,6 bilhões de pessoas, e assim desmentindo as informações e as avaliações extremamente negativas do Brasil.

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