quarta-feira, 16 de julho de 2014

Porque Israel Ataca Novamente

Por SUSAN ABULHAWA, The Hindu

Garotos mortos são pretexto infame; onda de brutalidade visa sabotar unidade palestina e mergulhar população judaica em redemoinho de ódio e vingança


Os corpos de três colonos israelenses que desapareceram em 12 de junho foram encontrados há dias, em uma cova rasa cavada às pressas em Halhul, norte de Hebron.


Os três jovens palestinos Eyal Yifrah, de 19 anos, Gilad Shaar, de 16, e Naftali Fraenkel, também 16  (Ag. EFE)

Desde que os jovens desapareceram em Gush Etzion, colônia exclusiva de judeus na Cisjordânia, Israel passou a perseguir os 4 milhões de palestinos que já vivem sob seu domínio. Atacou cidades, saqueou casas e instituições civis, realizou incursões noturnas nos refúgios de famílias, roubando propriedades, sequestrando, ferindo e matando. Aviões de guerra passaram a bombardear Gaza, de novo e repetidamente, destruindo mais casas e instituições, e cometeram-se execuções extrajudiciais. Até agora, mais de 570 palestinos foram sequestrados e presos — o mais notável deles, Samer Issawi, o palestino que fez greve de fome por 266 dias em protesto por prisão arbitrária anterior.
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Ao menos 10 palestinos foram mortos, inclusive três crianças, uma mulher grávida e um homem com problemas mentais. Centenas foram feridos, milhares aterrorizados. Universidades e organismos de assistência social foram saqueados, fechados; seus computadores e equipamentos destruídos ou roubados e documentos, tanto públicos quanto privados, confiscados de instituições civis. Este banditismo é a política oficial de Estado conduzida por militares e não inclui a violência contra pessoas e propriedades perpetrada por colonos israelenses paramilitares, cujos constantes ataques contra civis palestinos intensificaram-se nas últimas semanas. E agora que foi confirmada a morte dos colonos, Israel jurou vingar-se à altura. Naftali Bennet, ministro da Economia, disse: “Não há misericórdia para assassinos de crianças. Esta é hora de ação, não de palavras.”

segunda-feira, 14 de julho de 2014

O Verdadeiro Programa da Direita


por SILVIO CACCIA BAVA


"...Segundo os ideólogos da direita, a economia vai mal e o país está sendo levado para uma fase ruim. O PIB é baixo. A inflação é alta. As exportações fraquejam..."




É um exercício de juntar as partes e buscar compreender esse discurso, que agora se torna raivoso, de uma

direita que está presente no espaço público e nos estádios de futebol e já disputa as eleições, com as armas que tem.

Vale tudo para tirar o PT do governo. Seu maior poder é o controle da mídia. É por meio dela que a direita disputa a opinião pública e impõe sua visão de mundo. A internet muda um pouco esse estado de coisas, permitindo a expressão da pluralidade e o questionamento da realidade. Mas ela não tem o poder da TV. Mais de 95% dos domicílios brasileiros têm televisão. E seus moradores, todos os dias, passam horas assistindo a uma variedade de programas, aliás, não tão variados assim.
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Há vários meses está em curso uma campanha, capitaneada pelos principais jornais e TVs, de ataques ao governo e de desgaste da presidente Dilma, da candidata Dilma. A disputa eleitoral, que deveria se transformar num embate entre dois projetos, não aparece assim. É um contínuo martelar de acusações contra o governo federal: corrupção, aparelhamento da máquina pública, má gestão, centralismo, descontrole das obras públicas, leniência com manifestações sociais que atentam contra a propriedade privada e quebram bancos e lojas.

quarta-feira, 9 de julho de 2014

Alemanha 7 x Brasil 1 : "A Cereja do Bolo"

Por PAULO FRANCO






É indiscutível, que essa esta sendo a "COPA DAS COPAS",  a melhor copa de todos os tempos, até hoje. 

A derrota do Brasil pela Alemanha por uma placar tão inusitado é mais um fato dentre tantos que caracterizam o quanto  fantástica está sendo essa copa.  É obvio que não estou dizendo isso como um torcedor brasileiro, pois aí o sentimento é de profunda tristeza.  Mas sim como um observador do evento, um cidadão brasileiro que ofereceu seu pais para a realização "copa do mundo".   Sem dúvida o evento esportivo mais importante do planeta.


UMA ARTILHARIA TRABALHANDO PARA O FRACASSO


A grandiosidade desta copa começou com a velha tradição brasileira da morosidade na construção dos estádios e as severas críticas da FIFA.  Uma imagem bastante negativa, para quem não conhece a cultura do povo brasileiro, mas não para a mídia e a oposição política que usou e abusou dessa situação.

O atuação ferrenha dos setores conservadores para evitar o sucesso do evento, foram anos de críticas desproporcionais.  A determinação para que a copa do mundo no Brasil fosse um fracasso foi para a rua com o patrocínio de partidos políticos e diversos grupos travestidos de anarquistas, passando para os brasileiros e para o mundo todo, uma imagem de tumulto, vandalismo e descontrole social. "Uma revolução social era eminente".

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São muitas as aberrações manifestadas pela mídia nacional.  Com muita dificuldade selecionei dois vídeos que representam o quão esdrúxula, ignorante e hipócrita é a nossa midia:


A jornalista Marilia Ruiz comenta que a Copa seria uma Vergonha, um Vexame.

 





O Jornalista Kajuru, além desinformar irresponsavelmente, garante que Brasil já é o Campeão, por negociatas do futebol e da política.




A midia internacional acabou comprando os discursos da midia interna e publicou reportagens, semelhantes

quinta-feira, 3 de julho de 2014

A Ditadura das Empreiteiras

"As Quatro Irmãs"

Por Adriano Belisário para a PÚBLICA

Negócios familiares, proximidade com governos, financiamentos de campanhas e diversificação de atividades - da telefonia ao setor armamentício - compõem a história das gigantes ODEBRECHT, OAS, CAMARGO CORRÊA e ANDRADE GUTIERREZ




Apesar de mais conhecidas no Brasil por sua atuação no setor de construção civil, as chamadas “quatro irmãs” – Odebrecht, OAS, Camargo Corrêa e Andrade Gutierrez – hoje atuam em diversas outras atividades. As empreiteiras respondem apenas por parte dos lucros destes grupos econômicos que atuam em todos os continentes, com foco nos mercados da África, América Latina e Ásia. Juntas, possuem empreendimentos que vão do agronegócio à moda, passando pela petroquímica, setor armamentício, telefonia e operação de concessões diversas.

Os controladores, porém, permanecem os mesmos e os maiores ganhos ficam com as famílias que comandam as empresas. “O controle de base familiar é uma característica da formação do capital monopolista dos grupos econômicos constituídos no Brasil. Embora isso não impeça a abertura de capital, esta é feita de modo a preservar sempre o controle acionário dos ativos mais rentáveis pelas famílias controladoras. Isso confere à estrutura societária desses grupos um formato piramidal, em que um controlador último controla toda uma cadeia de empresas”, analisa o cientista político da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO) João Roberto, que coordena o Instituto Mais Democracia.
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Além do controle familiar, outro traço comum é o fato de serem grandes financiadoras de campanhas. Entre as eleições de 2002 e 2012, juntas, as quatro empresas investiram mais de R$ 479 milhões em diversos comitês partidários e candidaturas pelo Brasil. No Estado do Rio de Janeiro, o PMDB é de longe o partido mais beneficiado, com R$ 6,27 milhões, mais que a soma dos quatro seguintes: PT, PSDB, PV e DEM. Porém os repasses podem ser ainda maiores em anos não-eleitorais. Em 2013, por exemplo, somente a Odebrecht repassou R$ 11 milhões dos R$ 17 milhões arrecadados pelo PMDB.

Veja mais detalhes das doações no infográfico:


Doações Odebrecht

terça-feira, 1 de julho de 2014

JANGO: Projeto de Nação

Por JUREMIR MACHADO SILVA



Este livro, de Cássio Moreira, é um dos melhores estudos sobre a presidência de Jango. Em “O PROJETO DE NAÇÃO DO GOVERNO JOÃO GOULART: o Plano Trienal e as Reformas de Base (1961-1964)”, o autor explicita cada detalhe da situação econômica e social brasileira na época. Originalmente uma tese de doutorado em economia, a pesquisa aqui apresentada tem a qualidade do texto bem escrito, da análise rigorosa e da riqueza de dados. Todos os clichês sobre o período desabam diante dos números, dos conceitos, das informações e do rigor da leitura.

O leitor encontra neste livro um manancial quase inesgotável de elementos para fazer a sua própria interpretação das aspirações, metas e promessas de Jango. É preciso lembrar que ele governou o Brasil num tempo de muitas incertezas, gigantescas pressões, devastadoras manipulações e todo tipo de golpe baixo. A imprensa, ao longo dos meses, tornou-se um dos principais inimigos de Jango. O golpe de 1964 foi um golpe midiático-civil-militar. As reformas propostas por Jango eram exequíveis, necessárias e salutares para o Brasil. Elas encontraram resistência na medida em que confrontaram poderosos interesses e privilégios das classes dominantes. Cássio Moreira traduz esse tempo conturbado em cifras, indicadores, conceitos, paradigmas econômicos em conflito e, principalmente, em termos de disputas de interesse.
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Eis um livro para se tornar referência, um instrumento de consulta, esclarecimento, informação e formação. Nele se encontram os aspectos fundamentais para o julgamento racional e consequente das possibilidades e limitações do governo de João Goulart. Por trás dos números e dos conceitos, pode-se ver o presidente com seu estilo, suas peculiaridades e sua margem de manobra diante da conjuntura econômica, social e política. Outra qualidade desta obra é mostrar que teses podem ser bem construídas, claras e muito úteis para a sociedade. Nas páginas que seguem, descortina-se um certo Brasil negado, vilipendiado, obscurecido e intencionalmente repudiado.

Nos 50 anos do golpe de 1964, uma obra essencial.
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Juremir Machado da Silva

Autor de “Getúlio” (Record), “Jango, a vida e a morte no exílio” (L&PM) e de “Vozes da Legalidade, política e imaginário na era do rádio” e “1964 Golpe Midiático-Civil-Militar” (Sulina)


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